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	<title>COP30 Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>COP30 Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Acordo final da COP30 prioriza adaptação, transição justa e ampliação do financiamento ao agro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 12:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os 195 países participantes da&#160;COP30&#160;aprovaram, na tarde de sábado (22), o chamado&#160;Pacote de Belém, um conjunto de 29 decisões que amplia metas de adaptação, cria novos mecanismos para a transição climática e fortalece a implementação do Acordo de Paris. O anúncio marca o encerramento da conferência realizada em Belém (PA) e consolida a edição como [&#8230;]</p>
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<p>Os 195 países participantes da&nbsp;<a href="https://www.canalrural.com.br/cop30/">COP30</a>&nbsp;aprovaram, na tarde de sábado (22), o chamado&nbsp;<em>Pacote de Belém</em>, um conjunto de 29 decisões que amplia metas de adaptação, cria novos mecanismos para a transição climática e fortalece a implementação do Acordo de Paris. O anúncio marca o encerramento da conferência realizada em Belém (PA) e consolida a edição como uma “COP de Implementação”.</p>



<p>Segundo o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, o acordo reflete a necessidade de transformar a urgência climática em ações concretas. “Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”, afirmou.</p>



<p><strong>Meta de adaptação triplicada e mais apoio a países em desenvolvimento</strong></p>



<p>Entre as decisões aprovadas, destaca-se o compromisso de triplicar o financiamento global da adaptação até 2035. O acordo também pressiona países desenvolvidos a ampliarem os recursos destinados às nações mais vulneráveis , tema central para áreas como agricultura, gestão hídrica, infraestrutura rural e combate a eventos climáticos extremos.</p>



<p>A conferência também finalizou um pacote com 59 indicadores voluntários para monitorar avanços da Meta Global de Adaptação, cobrindo setores como água, alimentos, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de vida, pontos diretamente ligados ao produtor rural.</p>



<p><strong>Transição justa e inclusão de povos tradicionais</strong></p>



<p>O Pacote de Belém inclui ainda um mecanismo de transição justa, que coloca trabalhadores e comunidades no centro do processo de redução das emissões. O texto reforça assistência técnica, capacitação e cooperação entre países.</p>



<p>Outro avanço foi o Plano de Ação de Gênero, que amplia o apoio financeiro e institucional para lideranças femininas, incluindo mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais , na agenda climática.</p>



<p><strong>Lançamento de iniciativas para acelerar implementação</strong></p>



<p>A COP30 também aprovou a&nbsp;<em>Decisão Mutirão</em>, que inaugura uma mobilização global voltada à implementação das metas climáticas. O documento cria dois instrumentos principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Acelerador Global de Implementação</strong>, liderado pelas presidências da COP30 e COP31, para ajudar países a cumprir suas NDCs e planos de adaptação.</li>



<li><strong>Missão Belém para 1,5ºC</strong>, voltada a aumentar a ambição em mitigação, adaptação e financiamento.</li>
</ul>



<p>Essas ferramentas dialogam com mais de 480 iniciativas já existentes dentro da Agenda de Ação da COP, envolvendo governos, empresas, investidores e sociedade civil.</p>



<p><strong>Florestas, oceano e agro na linha de frente</strong></p>



<p>Um dos anúncios de maior impacto foi o lançamento do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, que mobilizou US$ 6,7 bilhões em sua primeira fase. O mecanismo pagará, de forma contínua, países com florestas tropicais pela manutenção da vegetação em pé.</p>



<p>Também foram lançadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Iniciativas de agroecologia e restauração de áreas degradadas</strong>, incluindo o Acelerador Raiz, inspirado em programas brasileiros;</li>



<li><strong>Compromissos para integrar soluções oceânicas às NDCs</strong>, com geração de empregos da chamada “economia azul”;</li>



<li>O <strong>Plano de Ação de Saúde de Belém</strong>, com US$ 300 milhões para fortalecer sistemas de saúde resilientes ao clima no Sul Global.</li>
</ul>



<p><strong>Roteiros de Belém guiarão debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis</strong></p>



<p>A presidência da COP anunciou ainda os Roteiros de Belém, que vão orientar discussões sobre florestas e transição dos combustíveis fósseis. Um deles traz estratégias para deter e reverter o desmatamento; o outro aborda os impactos fiscais e socioeconômicos da transição energética.</p>



<p><strong>Financiamento climático ganha nova estrutura</strong></p>



<p>Outro pilar da COP30 foi a remodelação da arquitetura financeira internacional. O encontro reconheceu o Roteiro Baku–Belém para US$ 1,3 trilhão, que propõe ampliar o financiamento climático anual até 2035. Também foram destacadas reformas nos bancos multilaterais de desenvolvimento e uso ampliado de instrumentos como garantias e blended finance.</p>



<p>A conferência ainda lançou o Quadro Global de Responsabilização do Financiamento Climático, voltado a garantir transparência e credibilidade na entrega dos recursos.</p>



<p><strong>Brasil seguirá na liderança até 2026</strong></p>



<p>Corrêa do Lago reforçou que o Brasil assumirá a presidência da COP até novembro de 2026, com foco em três eixos: fortalecimento do multilateralismo, conexão entre clima e vida das pessoas e aceleração da implementação do Acordo de Paris.</p>



<p>“O trabalho está apenas começando”, afirmou.</p>



<p><em>Por Canal Rural.</em></p>



<p></p>
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		<title>Estudo da Embrapa apresentado na COP30 indica que a pecuária brasileira é parte da solução climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabildade]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um documento de posicionamento lançado pela Embrapa durante a COP30 coloca a pecuária brasileira no centro das estratégias de mitigação climática. O material, elaborado por 18 pesquisadores da instituição, reforça que tecnologias já disponíveis no país, como recuperação de pastagens, manejo eficiente e sistemas integrados, reduzem emissões e elevam a produtividade no campo. Segundo a Embrapa, práticas como integração [&#8230;]</p>
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<p>Um documento de posicionamento lançado pela Embrapa durante a COP30 coloca a pecuária brasileira no centro das estratégias de mitigação climática. O material, elaborado por 18 pesquisadores da instituição, reforça que tecnologias já disponíveis no país, como recuperação de pastagens, manejo eficiente e sistemas integrados, reduzem emissões e elevam a produtividade no campo.</p>



<p>Segundo a Embrapa, práticas como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), adubação balanceada e uso de genética mais eficiente têm mostrado resultados consistentes. Produtores que adotam essas tecnologias observam retorno rápido, com maior margem, menos custos operacionais e mais segurança no negócio.https://www.youtube.com/embed/Cq0ygPox3NE</p>



<p>“A pecuária no Brasil, ela é um sistema baseado a pasto. Nós temos a maior parte da nossa produção em sistemas de produção a pasto. As pastagens gramíneas, elas têm uma alta capacidade de fixação do carbono, de fotossíntese e fixação do carbono, tanto nas pastagens quanto no solo”, pesquisador Embrapa, Luis Orcirio.</p>



<p>Além de aumentar a capacidade de lotação e evitar a abertura de novas áreas, o manejo eficiente torna a atividade alinhada aos critérios ESG (ambiental, social e de governança). A pecuária está presente em todos os municípios brasileiros e oferece oportunidades para pequenos, médios e grandes produtores, gerando renda e fortalecendo a economia rural.</p>



<p>Outro destaque do documento é que a pecuária tropical oferece vantagens competitivas em relação a países de clima temperado. O custo de produção é menor e o bem-estar animal é maior devido às condições naturais do ambiente tropical, o que abre portas para mercados internacionais mais exigentes.</p>



<p>Segundo Orcirio, é possível produzir com baixa emissão e, simultaneamente, aumentar renda e eficiência. “É possível adotar técnicas de manejo que nos permitam colocar carbono no solo, por meio das tecnologias que apresentamos nesses dois dias. Ou seja, a pecuária também pode ciclar nutrientes por meio dos coprodutos e subprodutos da agroindústria” explica.</p>



<p><em>Por Canal Rural. </em></p>
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		<title>Em entrevista, representantes do meio ambiente do Tocantins evidencia avanço na construção participativa de políticas ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 12:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, representando o governador Laurez Moreira, concedeu entrevista no estande do Fórum Planeta Campo, do Canal Rural, durante a COP30. Ao avaliar a participação do Tocantins no evento, o secretário destacou que a atuação da atual gestão inaugura uma nova etapa de diálogo com o setor [&#8230;]</p>
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<p>O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, representando o governador Laurez Moreira, concedeu entrevista no estande do Fórum Planeta Campo, do Canal Rural, durante a COP30. Ao avaliar a participação do Tocantins no evento, o secretário destacou que a atuação da atual gestão inaugura uma nova etapa de diálogo com o setor do agronegócio e de inserção qualificada do Estado nas negociações globais sobre clima e sustentabilidade.</p>



<p>O secretário explicou que o legado da atual gestão estadual é baseado em cooperação e diálogo. “Precisamos ouvir a todos e o agro está presente neste processo. Isso é histórico. O governador está extremamente satisfeito com a abertura desta interlocução com o setor agroprodutivo”, destacou.</p>



<p>A declaração reforçou o papel estratégico do Tocantins na construção de políticas climáticas integradas ao setor produtivo. Durante entrevista ao Canal Rural, diretamente de Belém, Rezende apresentou os avanços do Programa Jurisdicional de Redução das Emissões dos Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal (JREDD+) e pontuou que o Estado estruturou um processo participativo robusto, com mais de 60 reuniões de consulta em apenas seis meses.</p>



<p>O secretário Divaldo Rezende explicou que o Tocantins reuniu produtores rurais, agroindústrias, povos indígenas, quilombolas e organizações da sociedade civil para construir de forma conjunta as bases do programa. Todo o crédito de carbono gerado será destinado ao Fundo Clima, que fará a distribuição dos recursos por meio de editais públicos. “Criamos instâncias de decisão com participação equilibrada. Transparência é central para o sucesso do programa”, reforçou.</p>



<p>Entre as metas estratégicas do governo estão zerar o passivo de licenciamentos ambientais, acelerar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e ampliar a regularização das propriedades.</p>



<p>O CAR é um registro eletrônico obrigatório que funciona como uma identidade ambiental das propriedades, reunindo informações sobre áreas de proteção, vegetação nativa e uso do solo. O secretário também destacou iniciativas como o projeto Floresta+ Amazônia &#8211; Conservação, que reconhece e apoia pequenos produtores e proprietários rurais que preservam a floresta. O Tocantins integra ainda a Delegação Sul-Sul da COP30, colaborando com países africanos de língua portuguesa em ações climáticas.</p>



<p>Com a expectativa de gerar 15 a 20 milhões de créditos de carbono nos próximos quatro anos, o Estado projeta captar até 200 milhões de dólares para investimentos diretos em produtores rurais, povos indígenas e comunidades quilombolas. O secretário detalhou que a extensão rural será essencial na entrega desses resultados, especialmente por atender dois biomas, Cerrado e Amazônia e zonas ecotonais que demandam ações específicas.</p>



<p>Divaldo Rezende lembrou ainda que o Tocantins avança na agenda da transição energética, com iniciativas em hidrelétricas e tecnologias que transformam biomassa em fertilizantes de alto valor biológico.</p>



<p>Com a consolidação do REDD+ e o fortalecimento do diálogo com o agro, o Tocantins reforça sua posição como Estado diplomático e inovador na agenda ambiental. O governo avalia que a COP30 marca um período de oportunidades e construção conjunta, onde produtores, comunidades e sociedade civil avançam na mesma direção: crescer com sustentabilidade e protagonismo internacional.<br><br><em>Por Eunice Fleury/Governo do Tocantins.</em></p>
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		<title>Na COP30, Aprosoja Brasil lança carta defendendo áreas preservadas como ativos ambientais</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/na-cop30-aprosoja-brasil-lanca-carta-defendendo-areas-preservadas-como-ativos-ambientais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 13:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprosoja Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carta-Manifesto]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a COP30, a Aprosoja Brasil apresentou a Carta Manifesto dos Produtores de Soja, documento que defende que áreas preservadas em fazendas sejam reconhecidas como ativos ambientais e que o país estabeleça suas próprias métricas climáticas. O manifesto foi divulgado no espaço da CNA e do Senar durante a cúpula do clima e contou com a colaboração do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante a COP30, a <a href="https://aprosojabrasil.com.br/">Aprosoja Brasil </a>apresentou a Carta Manifesto dos Produtores de Soja, documento que defende que áreas preservadas em fazendas sejam reconhecidas como ativos ambientais e que o país estabeleça suas próprias métricas climáticas. O manifesto foi divulgado no espaço da CNA e do Senar durante a cúpula do clima e contou com a colaboração do especialista em sustentabilidade e direito internacional, Daniel Vargas.</p>



<p>“O documento propõe uma agenda climática baseada em três princípios: transformar o capital natural do país em ativo econômico, tratar a agenda climática como motor de desenvolvimento e garantir que o Brasil siga trajetórias próprias no enfrentamento das mudanças climáticas”, explica Vargas. Segundo ele, o país responde por apenas 2,47% das emissões globais, contra 28% da China e até 15% dos Estados Unidos, o que exige uma abordagem original, alinhada à realidade brasileira.</p>



<p>O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destacou que, apesar de os problemas climáticos dominarem as discussões na COP, o Brasil é parte da solução. “O país é um grande produtor de alimentos e biocombustíveis, e nosso setor tem mostrado que é possível conciliar produção com preservação ambiental”, afirmou.</p>



<p>Entre as metas previstas no manifesto estão a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens até 2035, o que poderia elevar a produção agrícola em 25% e reduzir emissões, além da expansão da geração de energia renovável no campo. O documento também propõe a criação de acordos comerciais com reconhecimento mútuo de padrões sustentáveis, fortalecendo a competitividade do setor.</p>



<p>Além disso, ressalta a importância da produção de biocombustíveis e o cuidado com reservas legais e áreas de preservação permanente dentro das propriedades rurais, demonstrando o compromisso dos produtores com a sustentabilidade.<br><br><em>Por Canal Rural. </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Programa JREDD+ do Tocantins é alvo de denúncia internacional na COP30</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/programa-jredd-do-tocantins-e-alvo-de-denuncia-internacional-na-cop30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 12:02:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Programa JREDD+]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trading company de Genebra saiu na frente para chegar à conferência climática COP30, em Belém, com diversos projetos climáticos sob o braço. Com seus programas de proteção florestal em grande escala J-REDD+, a comercializadora de petróleo se apresenta como campeã da floresta amazônica. De acordo com o contrato confidencial com o estado do Tocantins, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A trading company de Genebra saiu na frente para chegar à conferência climática COP30, em Belém, com diversos projetos climáticos sob o braço. Com seus programas de proteção florestal em grande escala J-REDD+, a comercializadora de petróleo se apresenta como campeã da floresta amazônica. De acordo com o contrato confidencial com o estado do Tocantins, consultado pela Public Eye, o reposicionamento “verde” da Mercuria lhe permitiria captar a maior parte dos lucros do programa. As comunidades tradicionais pedem sua suspensão imediata à justiça brasileira.</p>



<p>Levou apenas três dias. No dia 20 de setembro, a imprensa brasileira repercutiu uma reunião entre a Public Eye e representantes de movimentos sociais do Tocantins (centro-norte do Brasil). Na pauta, estava o programa jurisdicional de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (J-REDD+), impulsionado pela gigante genebrina do comércio de commodities, Mercuria. A Public Eye, que qualificaria esse tipo de iniciativa como “falsa solução” para combater a crise climática, já estaria preparando um relatório “detalhado”. Tal ainda está para ser escrito, mas, do Brasil, vários atores já nos exigem explicações sobre o nosso interesse pelo Tocantins e sobre o “objetivo” do relatório.&nbsp;</p>



<p><strong>A “corrida” para Belém</strong></p>



<p>Se o assunto é sensível, é porque esse tipo de crédito de compensação se anuncia como um eixo central das negociações durante a COP30 de Belém (de 10 a 21 de novembro de 2025), para atingir a neutralidade de carbono. O&nbsp;<a href="https://cop30.br/pt-br/noticias-da-cop30/cop30-anuncia-calendario-de-dias-tematicos-e-convida-o-mundo-para-belem" target="_blank" rel="noreferrer noopener">programa oficial</a>&nbsp;dedica dois dias aos mercados de carbono para exibir programas-piloto jurisdicionais J-REDD+ como o de Tocantins ou do Pará, outro estado em que ONGs têm&nbsp;<a href="https://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/sem-consulta-adequada-a-povos-e-comunidades-tradicionais-sistema-de-redd-do-para-avanca-sobre-territorios/24150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">denunciado</a>&nbsp;as pressões sofridas pelos povos tradicionais, relacionadas a esses programas.</p>



<p>No cerne desse mercado, créditos de carbono, certificados que representam o equivalente a uma tonelada de CO₂ evitada ou sequestrada por um projeto de “compensação” e que financiam, por exemplo, a proteção ou a restauração de florestas. Os REDD+ jurisdicionais ou J-REDD+ comparam a redução efetiva das emissões devido ao desmatamento e à degradação das florestas em toda uma jurisdição, se nenhuma medida for implementada e em relação a uma referência histórica. Diferentemente dos projetos REDD+ mais localizados, os programas J-REDD+ geram créditos em larga escala e, logo, são potencialmente mais lucrativos. A redução de emissões de CO₂ registrada é contabilizada em créditos de carbono, dos quais uma parte das receitas é reservada aos estados e comunidades que preservam seu ecossistema.&nbsp;</p>



<p>Os desafios são enormes, pois a problemática do desmatamento é bem real no estado de Tocantins. Submetido a uma forte expansão agroindustrial, este estado, quase sete vezes maior do que a Suíça, está sofrendo um ritmo de desmatamento maior do que em &nbsp;outros estados amazônicos. Com uma vegetação constituída por cerca de 91% do bioma Cerrado, uma savana tropical característica da América Latina, o Tocantins viu o ritmo de seu desmatamento disparar 5% em um ano, com mais de 223 mil hectares destruídos em 2023, de acordo com os&nbsp;<a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/a-area-de-vegetacao-nativa-suprimida-no-bioma-cerrado-no-ano-de-2023-foi-de-11-011-70-km2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados</a>&nbsp;do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Resta ver como as autoridades locais e a Mercuria pretendem combater esta tendência para poder gerar créditos de carbono.</p>



<p>Há outro elemento essencial para que esse negócio funcione: os programas e projetos de compensação de carbono são menos dispendiosos no local em que são realizados em comparação com o local onde o CO₂ é realmente emitido. Essa diferença de custos é exatamente o que alimenta a atratividade de empresas como a Mercuria, presente neste mercado transnacional desde 2008. Motivo de orgulho para os representantes locais: “Os países europeus talvez não tenham feito as políticas de proteção ambiental da forma como nós fazemos”, ostentava, em junho de 2023, o governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa, em um vídeo promocional onde aparecia ao lado da comerciante genebrina de commodities. “Por esse motivo, as empresas multinacionais com a envergadura da Mercuria, elas já têm a preocupação ambiental com outros lugares que possam fazer essa reparação”, segundo suas declarações&nbsp;<a href="https://www.brasil247.com/blog/tocantins-o-credito-de-carbono-e-o-contrato-obscuro-com-uma-empresa-estrangeira-porta-aberta-para-a-corrupcao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reproduzidas</a>&nbsp;por um editorialista brasileiro.<a></a></p>



<figure class="wp-block-image" id="c21018"><a class="ArticleMedia--Video--link js-inline_video-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=R9ehV3kMIhs" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://img.publiceye.ch/xgY4Ht1AkomohUweDlYZP1SnOPVuCEZMV8p5qqljCng/rt:fill/w:980/mw:980/h:600/mh:600/cb:c5365f55cbc9089fd2fd1846ffa7a0a102e36ac5/plain/https://www.publiceye.ch/typo3temp/assets/online_media/youtube_9472021ddc501cc92e571e93acb41de7.jpg" alt="Governador Wanderlei Barbosa e a Mercuria Energy Group comemoram o Tocantins no mercado de carbono"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Em visita oficial a Genebra, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, mostrou-se satisfeito com a parceria com o cofundador da Mercuria, Marco Dunand.</em></figcaption></figure>



<p>Por meio de sua subsidiária em Singapura, a&nbsp;<a href="https://silvania.earth/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Silvania,</a>&nbsp;inaugurada&nbsp;<a href="https://mercuria.com/mercuria-creates-a-nature-based-investment-platform/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em 2023</a>, a comerciante apoia a iniciativa&nbsp;<em>Race to Belém</em>&nbsp;(Corrida para Belém), um plano para levantar pelo menos 1,5 bilhão de dólares para implantar programas J-REDD+ em regiões amazônicas ou próximas à maior floresta tropical do mundo. Além do Tocantins, a trading company também assinou parcerias com o estado vizinho do Piauí, dois departamentos amazônicos do Peru e uma província argentina. O lançamento de um projeto J-REDD+ em terras indígenas no Peru também foi anunciado em&nbsp;<a href="https://silvania.earth/silvania-and-grupo-peru-agree-first-of-a-kind-agreement-to-launch-worlds-first-jurisdictional-redd-program-on-indigenous-lands/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">julho de 2025</a>.</p>



<p>De acordo com a comunicação da Silvania, esses programas “dão prioridade aos direitos dos povos indígenas, à preservação do patrimônio cultural e ao desenvolvimento sustentável, reforçando o papel das comunidades locais de guardiãs da floresta”.</p>



<p><strong>Promessas de ganho rápido</strong></p>



<p>As “guardiãs da floresta” não são necessariamente da mesma opinião. No último dia 7 de julho, uma aliança de onze comunidades do Tocantins, entre as quais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), comunidades de descendentes de escravizados (Quilombos), associações de agricultores familiares e agrupamentos de mulheres rurais, acionou o Ministério Público Federal (MPF) e o órgão federal brasileiro que supervisiona os J-REDD+ para exigir a suspensão imediata do programa em seu estado. O motivo? As condições de consulta às populações indígenas, livre, prévia e informada, não foram satisfeitas, de acordo com a denúncia à qual a Public Eye teve acesso, e que tem como alvo explícito a secretaria de meio ambiente do Tocantins. </p>



<figure class="wp-block-image" id="c21012"><img decoding="async" src="https://img.publiceye.ch/_FB-19v2XgIf4st2TqmwKUcPVDZR8VbUOYKfZ8rKKu4/rt:fill/w:1960/mw:1960/h:1200/mh:1200/cb:4cdfafe53eb1f6b761dab112b3a52c7c246d8551/plain/https://www.publiceye.ch/fileadmin/img/Rohstoffe/2025_Mercuria/Photo_chef_de_clan.jpg" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em>A líder indígena Elza Nãmnãdi Xerente discursa em uma manifestação, no final de agosto de 2025, contra a violência, as violações fundiárias e as ameaças às comunidades do Tocantins.</em></figcaption></figure>



<p>De acordo com o artigo 6º da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, as comunidades indígenas e tradicionais devem ser consultadas antes de qualquer medida legislativa ou administrativa que as afete diretamente. Um problema frequente em projetos de mineração, petróleo ou infraestrutura de multinacionais. Nos países que ratificaram essa convenção, como o Brasil, a ausência de&nbsp;<em>consulta prévia</em>&nbsp;pode resultar na anulação ou suspensão da licença de exploração.</p>



<p>Para os signatários da denúncia, as oficinas da Secretaria do Meio Ambiente do Tocantins “não estão apresentando informações que possibilitem compreender o que é o Programa REDD+ Jurisdicional”, com os debates concentrando-se apenas na repartição de benefícios.&nbsp;<a></a></p>



<p>Para convencer a população, as autoridades locais não pouparam esforços, prometendo uma injeção de dinheiro fresco no estado altamente agrícola de Tocantins. Paulo Rogério participou de algumas reuniões em 2023 que contaram com a presença de equipes técnicas e de&nbsp;“líderes comunitários sob mandato, a fim de melhorar a aceitabilidade do programa”, critica o coordenador da Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA), cossignatária da denúncia.&nbsp;“Foi uma conversa complexa, baseada em dados hipotéticos, do tipo “x milhões, vocês querem ou não? Pegue essa grana”. Foi um processo de coerção, as comunidades foram coagidas”,&nbsp;afirma.</p>



<p><strong>50 milhões de créditos de carbono</strong></p>



<p>Até 2030, o estado do Tocantins&nbsp;<a href="https://theelectricityhub.com/tocantins-eyes-430m-in-carbon-credit-sales-for-amazon/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ambiciona</a>&nbsp;gerar 50 milhões de créditos de carbono, sendo uma primeira parcela de 17 milhões para a “safra” 2020-2024, segundo a terminologia oficial. Cada crédito representa uma tonelada métrica de carbono armazenada por suas florestas e vegetação nativa. Segundo as poucas informações disponíveis, as receitas deveriam ser geridas por um Fundo Clima, ainda sem um organograma oficial, e ser compartilhadas de acordo com a seguinte chave de repartição: 50% para o estado, 25% para os agricultores privados e 25% para as aldeias indígenas e as comunidades quilombolas.</p>



<p>O estado&nbsp;<a href="https://www.reuters.com/markets/carbon/brazils-tocantins-state-offer-430-million-carbon-credits-2024-11-14/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prevê</a>, desde já, 2,5 bilhões de reais de receitas (370 milhões de francos suíços). No entanto, o cálculo do retorno financeiro continua sendo um exercício especulativo, uma vez que os preços dos créditos de carbono estão sujeitos a fortes variações. “Nos disseram que o preço dos créditos de carbono era fixado pelo mercado”, ironiza Paulo Rogério, o coordenador da ATA.</p>



<p>É aqui que a Mercuria entra em jogo: de acordo com documentos públicos que consultamos, os créditos deveriam ser comercializados nos mercados por uma joint venture detida em mais de 95% pela Mercuria, a Tocantins Carbono (o restante ficando nas mãos do estado do Tocantins).</p>



<p><strong>Do ouro negro ao “verde carbono”</strong></p>



<p>Fundada em 2004 em Genebra, a Mercuria é conhecida principalmente como uma comerciante de petróleo bruto e produtos refinados, gás natural e eletricidade. Até então discreta, a multinacional se viu sob os holofotes em agosto de 2025, quando seu cofundador Daniel Jäggi participou da bastante informal “Team Switzerland”, encarregada de defender os interesses comerciais da Suíça junto ao governo Trump.</p>



<p>A comerciante genebrina <a href="https://mercuria.com/what-we-do/trading/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reivindica</a> a comercialização de mais de 6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mas, devido ao seu “papel exclusivo [&#8230;] de intermediária”, não comunica nenhum dado sobre as emissões indiretas geradas pelo uso das matérias-primas que negocia. A Public Eye estimou-as em 496 milhões de toneladas de CO₂ equivalente para o único ano de 2022. Desde então, a “mais suíça das grandes comerciantes”, na suas próprias palavras, não divulga mais informações sobre as matérias-primas que negocia.<a href="https://www.publiceye.ch/en/topics/commodities/100-times-more-emissions-than-switzerland-unadulterated-truth-about-swiss-commodity-traders-carbon-footprint"></a></p>



<p>No Tocantins, além da comercialização dos créditos carbono, a Mercuria é responsável por estruturar o programa J-REDD+. A empresa que se posiciona como simples “intermediária” investiu além disso 15 milhões de reais na fundação da Tocantins Carbono, em 2022 (cerca de 3 milhões de francos suíços). “É uma aposta no futuro”, resume a pesquisadora-ativista brasileira Diana Aguiar, que analisou o procedimento de licitação do programa.&nbsp;</p>



<p>Em contrapartida, a venda de cada crédito florestal gerado no território do Tocantins rende uma comissão de 3% à Tocantins Carbono. Outra comissão de 3,5% fica com a entidade que publicou o edital da licitação do programa, a Tocantins Parcerias. Somente após essas duas mordidas é que a bonança deverá ser distribuída entre os diferentes grupos de interesse.&nbsp;</p>



<p>O contrato reserva outra contrapartida para a Mercuria, e de peso. Segundo o acordo confidencial entre a comerciante e o estado do Tocantins, que a Public Eye pôde consultar, a trading company terá direito a descontos importantes, caso deseje recomprar créditos de carbono: até 20% se o preço de mercado for igual ou inferior a 15 dólares por tonelada e, conforme uma taxa degressiva, um mínimo de 13% se o preço for superior a 50 dólares. Ora, no contrato, a empresa manifestou claramente a sua intenção “de comprar 100% (cem por cento) dos créditos de carbono a serem gerados” no Tocantins.&nbsp;<a></a></p>



<figure class="wp-block-image" id="c21033"><img decoding="async" src="https://img.publiceye.ch/LXYSmVJbo_aSpeZQwqdUmCVmYlbpeJ7BrsSKQqNBRqk/rt:fill/w:1960/mw:1960/h:1200/mh:1200/cb:55760ee1de1d9516d6cc44f952454a4d8483e6a8/plain/https://www.publiceye.ch/fileadmin/img/Rohstoffe/2025_Mercuria/Zitat_pourcentages_Mercuria.png" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em>A Mercuria obtém descontos preferenciais de 13 a 20%, dependendo do preço de mercado, na aquisição de créditos de carbono gerados no território do Estado do Tocantins, de acordo com o contrato confidencial que pudemos consultar.</em></figcaption></figure>



<p>Os montantes recebidos podem ser elevados. Se nos basearmos nos 2,5 bilhões de reais de receita previstos pelo estado do Tocantins para seus 50 milhões de créditos de carbono, isso representaria uma valorização de 8,6 dólares por tonelada de carbono. Se a Mercuria adjudicasse os 17 milhões de crédito de carbono gerados em 2020-2024, ela se beneficiaria, portanto, com seu desconto preferencial de 20%, de um lucro garantido de mais de 29 milhões de dólares americanos. Uma margem que interessaria a qualquer trading company, sem falar das possibilidades de especular sobre uma alta do preço global do crédito carbono. Por sua vez, e mantendo as mesmas bases de cálculo, as comunidades tradicionais receberiam, mediante mecanismos que ainda precisam ser definidos, um montante de cerca de 27 milhões de dólares. </p>



<p>No final, os termos do contrato são tão generosos e tão flexíveis que poderiam permitir à Mercuria captar a maior parte dos lucros dos créditos de carbono, e isso durante toda a vigência de um contrato que se estende até o fim de 2032.</p>



<p>A Public Eye apresentou todos estes pontos à Mercuria e repetiu duas vezes o seu pedido de comentários, sem obter resposta às suas perguntas.</p>



<p><strong>Amazônia, o novo Eldorado das empresas de commodities</strong></p>



<p>Se as comercializadoras de commodities estão interessadas no “pulmão verde do planeta”, é porque o crédito de carbono é um produto intercambiável globalmente, tanto quanto o barril de petróleo, a tonelada de carvão ou a onça de ouro. Para retomar as palavras de seu inventor, a compensação de carbono é “uma matéria-prima que não se pode ver, nem cheirar, nem tocar”. Ela oferece a vantagem de existir principalmente no papel, de não precisar ser armazenada nem transportada e de parecer virtuosa. E o mais importante: promete rendimentos crescentes à medida que se aproxima o prazo de 2050 – a data limite estabelecida pelo Acordo de Paris para alcançar a neutralidade de carbono e permanecer abaixo de 1,5 °C de aumento de temperatura.<a></a></p>



<figure class="wp-block-image" id="c20994"><img decoding="async" src="https://img.publiceye.ch/keMew7qkW_HIKBhQ7SCaTwvaLra6B-WdSFqvvStR53w/rt:fill/w:1960/mw:1960/h:1200/mh:1200/cb:344c0a81e2bd142c0f25ac8d806295bbc68251a8/plain/https://www.publiceye.ch/fileadmin/img/Rohstoffe/2025_Mercuria/Silvania_Greenpeace_comparaison.png" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em>No Tocantins, a vegetação é quase exclusivamente do tipo Cerrado, ao contrário do que a iconografia da Mercuria sugere.</em></figcaption></figure>



<p>Segundo um estudo do escritório de consultoria McKinsey de 2021, o mercado voluntário de créditos de carbono pode ultrapassar 50 bilhões de dólares em 2030. Para a Mercuria, a lógica econômica é imparável: os créditos J-REDD+ poderiam se tornar a matéria-prima climática mais procurada da década. Quanto mais os estados falharem em reduzir suas emissões domésticas, mais o valor dos créditos aumentará, uma mecânica que toda comercializadora de commodities conhece.</p>



<p>Numerosas iniciativas de compensação de carbono se baseiam, no entanto, em previsões de desmatamento amplamente exageradas, permitindo que os responsáveis pelos projetos emitam e vendam muito mais créditos de CO₂ do que deveriam. Em julho de 2025, a agência de avaliação BeZero Carbon <a href="https://bezerocarbon.com/insights/bezero-carbon-s-first-j-redd-rating" target="_blank" rel="noreferrer noopener">atribuiu</a> a nota “BB” ao J-REDD+ da Guiana, indicando uma probabilidade moderadamente baixa de que cada crédito corresponda de fato a uma tonelada de CO₂ evitada ou removida, um resultado que evidencia os grandes riscos de integridade que afetam os créditos de carbono florestais.</p>



<p><strong>Um procedimento repleto de riscos de conflito de interesse</strong></p>



<p>No Tocantins, representantes do poderoso setor do agronegócio afirmam não estarem mais convencidos pelo programa do que as comunidades tradicionais. “Imagina que você deixe de cortar uma árvore no seu jardim para vender o direito para outra pessoa poluir o equivalente. É sem cabimento. A natureza não ganha”, diz Paulo Corazzi, representante da associação de produtores rurais Aproest, que denuncia regularmente a &#8220;fraude&#8221; de créditos de carbono em seu perfil no Instagram. </p>



<p>Uma análise jurídica, consultada pela Public Eye, denuncia a violação dos direitos fundiários dos agricultores, a opacidade em que todo o processo se desenrolou – sobretudo através da criação de entidades legais de direito privado que permitem contornar as normas públicas de transparência no Brasil – e vê na repartição de benefícios um comprometimento da soberania nacional.&nbsp;</p>



<p>Além da possibilidade de a Mercuria recomprar todos os créditos que comercializa, o programa levanta outros riscos de conflitos de interesses. Segundo documentos oficiais consultados pela Public Eye, uma empresa agora controlada em 50% pela Mercuria, a Geonoma,&nbsp;<a href="https://csr.mercuria.com/home/overview/partner-profiles/geonoma-partner-profile/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">é responsável</a>&nbsp;pelos aspectos técnicos do projeto ligados ao volume de créditos de carbono gerados.&nbsp;Um de seus diretores também é diretor da Tocantins Carbono e da Mercuria Brasil.</p>



<p>Para Winnie Overbeek, pesquisador da World Rainforest Movement, “a arquitetura deste tipo de programas é um convite à manipulação e à fraude. Todo mundo tem interesse em gerar mais créditos porque todos os atores recebem comissões em suas vendas. Eles não têm nenhum plano de redução, mas só prometem que haverá mais controle.”</p>



<p>O calendário do procedimento de licitação pública do programa J-REDD+ de Tocantins também levanta questões. De acordo com os documentos processuais analisados pela Public Eye, a Tocantins Parcerias, a entidade criada pelo estado, deu apenas duas semanas para as empresas candidatas apresentarem seus projetos. As propostas dos outros dois candidatos, escritórios de consultoria, foram descartadas porque não preencheram “os critérios mínimos de escolha da parceria”, particularmente o de capacidade financeira ou por ter enviado documentos em língua estrangeira, de acordo com o comitê especial de seleção.&nbsp;</p>



<p>Do lado das autoridades, as políticas J-REDD+ são conduzidas a toque de caixa, a ponto de a lei que rege a política do estado do Tocantins, em matéria de créditos de carbono, ter entrado em vigor no início de 2023, ou seja, após todo o procedimento de licitação.<a></a></p>



<p><strong>Corrupção e acaparamento “ecológico”</strong></p>



<p>Fundado em 1998, o estado agrário do Tocantins registra vários casos de corrupção. Três governadores foram afastados por irregularidades durante seus mandatos. O último, Wanderlei Barbosa (aquele que apareceu ao lado da Mercuria), foi afastado por um período de seis meses no último dia 3 de setembro, assim como sua esposa, que também ocupava cargos públicos. Eles teriam estado envolvidos, junto com membros do governo anterior, em um grande&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/corte-especial-do-stj-confirma-afastamento-de-governador-do-tocantins?" target="_blank" rel="noreferrer noopener">esquema de corrupção</a>&nbsp;relacionado ao desvio de cestas básicas iniciado durante a pandemia de covid-19.</p>



<p>O secretário do Meio Ambiente, Marcello Lelis, responsável pelo processo J-REDD+ e&nbsp;<a href="https://silvania.earth/silvania-boosts-global-nature-platform-through-expansion-of-leadership-strengthened-partnerships-and-brazil-initiatives-driving-the-race-to-belem/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">interlocutor privilegiado</a>&nbsp;da Mercuria, também foi afastado pouco tempo depois de Wanderlei Barbosa. Lelis foi ainda&nbsp;<a href="https://www.brasil247.com/geral/tre-declara-marcelo-lelis-inelegivel-por-8-anos#google_vignette" target="_blank" rel="noreferrer noopener">condenado</a>&nbsp;a oito anos de inelegibilidade “por abuso de poder econômico, aquisição excessiva de combustíveis e abusividade na contratação de cabos eleitorais” quando concorreu nas eleições de 2012. Ironicamente, os múltiplos casos de corrupção que abalam a região podem penalizar o projeto J-REDD+ conduzido pelas autoridades. “O valor dos créditos de carbono que serão negociados nos mercados depende muito da reputação do Tocantins como estado”, resume a pesquisadora Diana Aguiar.<a></a></p>



<figure class="wp-block-image" id="c20982"><img decoding="async" src="https://img.publiceye.ch/RQgFsZg6hcL6pMp91S8x4iD4-PlqWm3vumzkUWw6C3I/rt:fill/w:1960/mw:1960/h:1200/mh:1200/cb:7b2936226156a9011f4ca9b35754ba6b7acf6a48/plain/https://www.publiceye.ch/fileadmin/img/Rohstoffe/2025_Mercuria/Mercuria_Lelis_profil_X.png" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Em seu perfil no X, Marcello Lelis aparece até hoje ao lado do governador Barbosa e de representantes da Mercuria.</em></figcaption></figure>



<p>As comunidades tradicionais temem que os J-REDD+ venham a acentuar um fenômeno já conhecido: a “grilagem verde”, ou seja, o &nbsp;acaparamento de terras sob o pretexto de preservação ecológica. No Brasil, o cadastro ambiental, de uso autodeclaratório, é de fato frequentemente utilizado por proprietários de terras para se apropriar de terras preservadas, registrando-as como suas próprias reservas legais compensatórias.&nbsp;</p>



<p>Ora “quase todos os cerca de cinquenta quilombos da região não possuem título de propriedade. O mesmo se aplica a algumas aldeias indígenas”, afirma Paulo Rogério, lembrando o quanto a questão fundiária é historicamente delicada. Para o representante da ATA, é imperativo implementar uma regulamentação fundiária antes de instaurar um programa J-REDD+: “Esses programas constituem uma nova tentativa de se apropriar de territórios até então preservados e cedê-los a empresas. Todos serão afetados por esse cercamento”.&nbsp;</p>



<p>Por falta de reação das autoridades, a coalizão em torno da ATA e de Paulo Rogério apresentou, no início de setembro, uma nova queixa para suspender o programa J-REDD+ junto da 6ª Câmara do Ministério Público Federal, que defende os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Em meados de outubro, ela encaminhou o processo à procuradoria federal do Tocantins.</p>



<p><strong>Na selva de créditos de carbono</strong></p>



<p>Na abertura da COP30, o quadro jurídico dos J-REDD+ permanece, no mínimo, incerto. O programa do estado vizinho e anfitrião da COP30, o Pará, é alvo de um pedido de suspensão imediata pelo Ministério Público Federal. Os procuradores afirmam que o governo local participou de uma venda antecipada de créditos de carbono, o que violaria a legislação nacional. O fato de estabelecer previamente condições precisas de venda, como o volume de redução de emissões, um preço fixo e um calendário de entrega dos créditos, configuraria uma venda antecipada ilegal, de acordo com os procuradores federais do Pará. “Esses créditos nem sequer existem ainda”,&nbsp;<a href="https://news.mongabay.com/2025/06/worlds-largest-carbon-credit-deal-under-fire-as-amazon-prosecutors-seek-repeal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">declarou</a>&nbsp;seu procurador-chefe Felipe de Moura Palha e Silva para o site de jornalismo ambiental Mongabay.&nbsp;</p>



<p>No Peru, as autoridades da região amazônica de Ucayali também&nbsp;<a href="https://www.gob.pe/institucion/regionucayali/noticias/573242-goreu-y-mercuria-firma-acuerdo-de-cooperacion-y-compra-de-creditos-de-carbono-en-ucayali" target="_blank" rel="noreferrer noopener">assinaram</a>, em dezembro de 2021, um acordo com a Mercuria para o desenvolvimento de um programa J-REDD+. Atualmente, ele é contestado pelo governo central, que alega que os governos regionais não podem comercializar créditos de carbono antes que um sistema de contabilidade nacional seja implementado.</p>



<p>No Tocantins, a Mercuria tentou prevenir qualquer imprevisto. O contrato assinado com o governo regional estipula que este deve “tomar todas as medidas judiciais e administrativas” necessárias contra qualquer lei ou regulamento que venha a obstruir o programa J-REDD+.&nbsp;<a></a></p>



<p><em>Por Adrià Budry Carbó, em colaboração com Manuel Abebe/Public Eye. </em></p>
<p>The post <a href="https://tocantinsrural.com.br/programa-jredd-do-tocantins-e-alvo-de-denuncia-internacional-na-cop30/">Programa JREDD+ do Tocantins é alvo de denúncia internacional na COP30</a> appeared first on <a href="https://tocantinsrural.com.br">Tocantins Rural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confusão marca segundo dia da COP30: protesto deixa feridos e bloqueia saída na blue zone</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/confusao-marca-segundo-dia-da-cop30-protesto-deixa-feridos-e-bloqueia-saida-na-blue-zone/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 12:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[bluezone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um protesto realizado no começo da noite desta terça-feira (11), segundo dia da COP30, deixou&#160;quatro seguranças feridos&#160;e bloqueou a saída de pessoas que estavam credenciadas para a blue zone. A área concentra os espaços de negociação da Conferência do Clima. O incidente ocorreu por volta das 19h20, logo depois da entrevista coletiva que apresentou o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um protesto realizado no começo da noite desta terça-feira (11), segundo dia da COP30, deixou&nbsp;<strong>quatro seguranças feridos</strong>&nbsp;e bloqueou a saída de pessoas que estavam credenciadas para a blue zone. A área concentra os espaços de negociação da Conferência do Clima.</p>



<p>O incidente ocorreu por volta das 19h20, logo depois da entrevista coletiva que apresentou o balanço do dia.</p>



<p>Um grupo com dezenas de pessoas tentou invadir a blue zone. Os manifestantes passaram pelas portas do pavilhão e tentaram avançar rumo aos espaços onde estavam os participantes da conferência. Eles foram impedidos e acabaram entrando em confronto com os seguranças da COP.</p>



<p>Um porta-voz da ONU para Mudanças Climáticas informou ao&nbsp;<strong>g1&nbsp;</strong>que equipes de segurança brasileiras e da ONU seguiram todos os protocolos estabelecidos e conseguiram conter a situação. As autoridades dos dois órgãos investigam o caso.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;O local está totalmente seguro, e as negociações da conferência continuam normalmente&#8221;, afirmou o porta-voz da ONU. &#8220;O incidente causou ferimentos leves em dois seguranças e pequenos danos à estrutura do local&#8221;.</p>
</blockquote>



<p>A pedido da ONU, a Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar a invasão. Imagens das câmeras externas e internas da blue zone foram requisitadas e serão analisada</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/1omRZV-r0ibtE90gjKXemzpOMw0=/0x0:1906x1059/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/y/F/ttLztORsy1CMUKjGcYtQ/protesto.png" alt="Manifestantes invadem área da COP30 — Foto: Ronaldo Brito/Globo Amapá"/></figure>



<p><em>Manifestantes invadem área da COP30 — Foto: Ronaldo Brito/Globo Amapá</em></p>



<p><strong>Como foi a tentativa de invasão</strong></p>



<p>Vídeos do protesto mostram que a tentativa de invasão começou com a aproximação de um grupo que usava trajes indígenas. Eles passaram pelos portões da entrada principal e pela área das máquinas de raio-x. Eles se espalharam pelo saguão, perto da área de credenciamento.</p>



<p>Logo na sequência, outros manifestantes carregando bandeiras de coletivos estudantis e faixas de protesto contra a exploração de petróleo chegaram ao espaço da blue zone e também foram contidos pelos seguranças.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/9KXQGScr4AjkKuMNkLi6GTOyW7Y=/0x0:5198x3465/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/b/f/AuA6TLQAWoCENnBYGwfA/2025-11-11t232603z-1001799814-rc2muhawoozf-rtrmadp-3-climate-cop30-protest.jpg" alt="Protesto na COP — Foto: Anderson Coelho/Reuters"/></figure>



<p><em>Protesto na COP — Foto: Anderson Coelho/Reuters</em></p>



<p>Após correria e bloqueio interno, os manifestantes foram retirados do espaço e as pessoas com credenciais puderam deixar o pavilhão. A segurança foi reforçada com o deslocamento de carros da Polícia Militar. Não há informações de detidos.</p>



<p>O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, afirmou que a organização da conferência estava tomando todas as providências sobre o tema.</p>



<p>&#8220;A ONU tem todos os seus protocolos de segurança. (&#8230;) Nós fazemos os pactos pacíficos de convivência com os movimentos e eles (segurança da ONU) estão aqui para garantir a segurança&#8221;, afirmou.</p>



<p>Após a confusão, autoridades federais e da ONU se reuniram para discutir o incidente. A entrada de trabalhadores noturnos no pavilhão foi adiada.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/FdbfVgFheThciu7rJMX99VxNDYw=/0x0:1600x1200/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/E/8/5MFLKWRtiTGKySoJTtIQ/whatsapp-image-2025-11-11-at-21.13.28.jpeg" alt="Após a confusão, autoridades federais e da ONU se reuniram para discutir o incidente. A entrada de trabalhadores noturnos no pavilhão foi adiada. — Foto: Barbara Carvalho/GloboNews"/></figure>



<p><em>Após a confusão, autoridades federais e da ONU se reuniram para discutir o incidente. A entrada de trabalhadores noturnos no pavilhão foi adiada. — Foto: Barbara Carvalho/GloboNews</em></p>



<p><strong>Marcha Saúde e Clima nega relação</strong></p>



<p>Nesta tarde, o parque onde ocorre a COP foi o destino final da Marcha Global Saúde e Clima. A organização da Marcha informou ao&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/11/11/video-mostra-invasao-e-seguranca-ferido-na-cop-30-em-belem.ghtml">g1 Pará</a>&nbsp;que cerca de 3 mil pessoas participaram da caminhada em um percurso de 1,5 km.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;As organizações que integram a Marcha Global Saúde e Clima vêm a público esclarecer que não têm qualquer relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP30 após o encerramento da marcha&#8221;, informaram os organizadores do evento.</p>
</blockquote>



<p>A Marcha saiu da Avenida Duque de Caxias até a sede da COP30. A manifestação envolveu médicos, enfermeiros, estudantes, lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais pedindo políticas de saúde pública.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/cD364stwKAQuqQkFl3Zz_C3iTR4=/0x0:1383x875/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/6/5/mQz4NMSBaCqt1nb5rYBw/seguranca-ferido.png" alt="Homem ferido na testa na COP30. — Foto: Lizandra Rodrigues"/></figure>



<p>Homem ferido na testa na COP30. — Foto: Lizandra Rodrigues</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/vBCeqI9hpZBwecWYlXGbDKp_FeM=/0x0:1600x1200/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/x/Q/BaqaizQCi8WXzZh9TXBg/imagem-do-whatsapp-de-2025-11-11-a-s-19.38.39-076e86e3.jpg" alt="Seguranças isolam área na Blue Zone. — Foto: Paula Paiva Paulo"/></figure>



<p><em>Seguranças isolam área na Blue Zone. — Foto: Paula Paiva Paulo</em></p>



<p><em>Por Paula Paiva Paulo, Poliana Casemiro, Roberto Peixoto, g1 — Belém e São Paulo</em>.</p>
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		<title>Representantes do agro destacam o que esperam da COP30 no Brasil</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/representantes-do-agro-destacam-o-que-esperam-da-cop30-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 12:42:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[representantes]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A realização da COP30 no Brasil é vista pelo setor agropecuário como uma oportunidade de mostrar resultados e influenciar decisões globais sobre clima e produção sustentável. Para entidades e especialistas, no entanto, o principal desafio é conectar políticas, tecnologia e financiamento. Isso tudo para garantir que o agro tropical seja reconhecido como parte essencial das [&#8230;]</p>
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<p>A realização da COP30 no Brasil é vista pelo setor agropecuário como uma oportunidade de mostrar resultados e influenciar decisões globais sobre clima e produção sustentável. Para entidades e especialistas, no entanto, o principal desafio é conectar políticas, tecnologia e financiamento. Isso tudo para garantir que o agro tropical seja reconhecido como parte essencial das soluções climáticas — e não apenas como fonte de emissões.</p>



<p>De forma unânime, as lideranças ouvidas pelo Canal Rural apontam três eixos centrais para a conferência:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Regras claras para o mercado de carbono</strong>, que incluam práticas agropecuárias no sistema de compensações e metas nacionais;</li>



<li><strong>Financiamento climático acessível</strong>, com linhas de crédito que cheguem de fato ao campo; e</li>



<li><strong>Reconhecimento do agro tropical</strong> como parceiro estratégico na mitigação e adaptação às mudanças do clima.</li>
</ol>



<p>Esses pontos, segundo os especialistas, precisam sair de Belém com encaminhamentos concretos para transformar promessas em resultados.</p>



<p><strong>Regras claras e integração ao mercado de carbono</strong></p>



<p>Para Giuliano Alves, gerente de Sustentabilidade e Projetos da Associação Brasileira do Agronegócio&nbsp;<a href="https://www.canalrural.com.br/tag/abag/">(Abag)</a>, a conferência será um espaço crucial para consolidar o papel do agro na agenda climática global. Segundo ele, o setor espera “ser reconhecido como parte da solução para os desafios do clima, e não o vilão da história”.</p>



<p>Neste sentido, a Abag elaborou, junto a mais de 80 organizações, um posicionamento setorial que propõe práticas agrícolas de baixo carbono e caminhos para ampliar a resiliência climática. Entre as prioridades, estão o avanço na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), a inclusão de tecnologias sustentáveis no cálculo das metas nacionais e o destravamento de fontes de financiamento voltadas à inovação e ao mercado de carbono.</p>



<p>“Para que a participação do agro seja efetiva, o Brasil precisa apresentar resultados concretos em governança e credibilidade do sistema de emissões, prontos para serem reconhecidos internacionalmente”, destaca Giuliano.</p>



<p><strong>Financiamento é o ponto-chave da transição</strong></p>



<p>O tema do financiamento climático também aparece como prioridade na avaliação de Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone. Para ele, a COP30 deve ser lembrada como a conferência da implementação, ou seja, do momento em que os países precisam tirar do papel compromissos já assumidos.</p>



<p>“O maior desafio é fortalecer o financiamento e baratear o custo do crédito climático, fazendo o dinheiro chegar a quem precisa implementar as ações”, afirma.</p>



<p>Segundo Lima, as soluções agrícolas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas já estão dadas, mas dependem de recursos e de uma estrutura de cooperação que envolva governos, empresas e produtores.</p>



<p>Ele reforça que a agricultura tropical tem papel estratégico, tanto na segurança alimentar quanto na energética — com potencial em biogás, biometano e etanol. “Se a COP30 conseguir destravar o acesso a esses recursos, ela terá cumprido sua missão”, resume.</p>



<p><strong>O agro quer levar resultados concretos para Belém</strong></p>



<p>Na avaliação de Celso Moretti, ex-presidente da Embrapa e membro do Conselho Científico Agro Sustentável&nbsp;<a href="https://www.canalrural.com.br/tag/ccas/">(CCAS)</a>, o Brasil chega à COP30 com condições de liderar as discussões sobre agricultura sustentável e economia de baixo carbono.</p>



<p>Entre as entregas que o setor pode apresentar, Moretti cita o Pacto Metano Agro 2030, o fortalecimento do Programa ABC+ e um compromisso jurisdicional Amazônia-Cerrado, com metas voluntárias e bonificações financeiras ligadas ao desempenho ambiental.</p>



<p>Ele destaca ainda a necessidade de o país acelerar a regulamentação do SBCE, ampliar a integração entre o Plano Safra e o crédito verde e apresentar dados robustos sobre rastreabilidade e conformidade ambiental. “Essa coerência entre política de crédito e política climática é o que vai permitir que o produtor receba tanto pelo crédito rural quanto pelos serviços ambientais que presta”, afirma.</p>



<p><strong>De Belém para o mundo</strong></p>



<p>Embora os enfoques variem, as três fontes convergem em uma visão: a COP30 será decisiva para transformar promessas em resultados. O agro brasileiro quer sair de Belém com sinalizações concretas, sobre regras do mercado de carbono, crédito climático e reconhecimento do papel produtivo e ambiental da agricultura tropical.</p>



<p>Mais do que um palco de discursos, o setor espera que a conferência marque o início de uma nova etapa, em que sustentabilidade e competitividade caminhem lado a lado.</p>



<p><em>Por Canal Rural.</em></p>
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		<title>Tocantins participa da COP30 com foco no equilíbrio entre desenvolvimento produtivo e preservação ambiental</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/tocantins-participa-da-cop30-com-foco-no-equilibrio-entre-desenvolvimento-produtivo-e-preservacao-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:44:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 9, representantes do Tocantins partiram para Belém (PA), onde representarão o Estado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o maior evento global de discussões e negociações sobre o clima. Durante o evento, que ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro, o chefe do Executivo estadual participará [&#8230;]</p>
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<p>Neste domingo, 9, representantes do Tocantins partiram para Belém (PA), onde representarão o Estado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o maior evento global de discussões e negociações sobre o clima.</p>



<p>Durante o evento, que ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro, o chefe do Executivo estadual participará de painéis oficiais na Blue Zone da Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado dos demais governadores da Amazônia Legal, apresentando as políticas públicas que têm transformado o estado com equilíbrio entre produção e conservação.</p>



<p>A participação do governador também inclui reuniões bilaterais com organismos internacionais e investidores interessados em contribuir para o crescimento do Tocantins, com o objetivo de ampliar a captação de recursos e impulsionar novas oportunidades para o estado.</p>



<p>“O Tocantins mostra ao mundo que é possível produzir e preservar. Somos o elo entre a Amazônia e o Cerrado, e estamos provando que desenvolvimento e sustentabilidade não são caminhos opostos, são a mesma estrada percorrida com responsabilidade”, ressalta o governador Laurez Moreira.</p>



<p>Laurez Moreira levará à COP30 a defesa de um novo pacto de justiça climática, no qual estados subnacionais possam acessar diretamente os recursos dos fundos internacionais voltados à preservação ambiental. “O mundo cobra metas dos países tropicais e está certo em fazê-lo, mas é preciso garantir que os recursos cheguem a quem protege a floresta e produz de forma responsável. O Tocantins não veio para prometer, veio para mostrar resultados”, reforça o governador.</p>



<p><strong>Comitiva tocantinense</strong></p>



<p>Além do governador Laurez Moreira e da primeira-dama e desembargadora, Ângela Prudente, compõem a comitiva tocantinense o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende; a secretária de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria; o presidente da Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias (Tocantins Parcerias), Aleandro Lacerda; o presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Cledson da Rocha Lima; o presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Paulo Ricardo Silva Machado; o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Vitor Teles, além de equipe de técnicos da área, totalizando 16 pessoas.</p>



<p><em>Por Governo do Tocantins.</em></p>
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		<title>Vozes do Tocantins rumo à COP30: delegação leva Cerrado e justiça climática à Conferência do Clima</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/vozes-do-tocantins-rumo-a-cop30-delegacao-leva-cerrado-e-justica-climatica-a-conferencia-do-clima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:39:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[coalizão vozes do tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do Oscar do meio ambiente à Conferência da ONU, representantes de diferentes regiões do Estado pedem proteção para a savana mais biodiversa do planeta O maior evento de enfrentamento à crise climática começa no dia 10 de novembro, em Belém (PA), e reunirá chefes de Estado, sociedade civil e comunidades de todo o mundo para [&#8230;]</p>
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<p><em>Do Oscar do meio ambiente à Conferência da ONU, representantes de diferentes regiões do Estado pedem proteção para a savana mais biodiversa do planeta</em></p>



<p>O maior evento de enfrentamento à crise climática começa no dia 10 de novembro, em Belém (PA), e reunirá chefes de Estado, sociedade civil e comunidades de todo o mundo para debater alternativas ao colapso climático global. A Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática participa pela segunda vez da agenda internacional e anuncia sua delegação, formada por representantes de diferentes territórios do estado.&nbsp;</p>



<p>Entre os integrantes estão Genifer Oliveira, Edicleia Piabassa, Angélica Beatriz, Maurício Araújo, Laudeci Ribeiro e as juventudes Sarah Tamioso, Geniffe Kariny, Gabriel Cavalcante, Caylane Gleize, Gaby Sousa e Olavo Lisboa. Juntos, representam Palmas, Tocantinópolis, Mateiros, São Félix do Tocantins, Caseara, Porto Nacional e São Valério.&nbsp;</p>



<p>As agendas do grupo incluem a participação na Zona Azul, Zona Verde e na Cúpula dos Povos, evento paralelo e simultâneo criado para garantir a manifestação de movimentos sociais nas pautas climáticas. Delegação da Associação Pyka Mex (Apinajé), do Movimento Estadual de Direitos Humanos e Ambientais (MEDHA) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também devem se unir ao grupo.</p>



<p>A participação da rede, composta por quinze organizações, ocorre em um momento importante para o Cerrado, bioma que ocupa cerca de 90% do estado e que é conhecido por sua capilaridade hídrica, distribuindo água para os demais biomas. “A presença do Tocantins na COP30 é estratégica, pois o estado ocupa posição decisiva nas discussões climáticas por estar no bioma Cerrado, um dos principais reguladores do regime hídrico do Brasil. Nossa participação reforça a visibilidade do território e amplia nossa capacidade de incidência pela valorização e proteção desse bioma essencial”, afirma Ediclea Piabassa, bióloga e diretora da Associação Onça D’água.&nbsp;</p>



<p><strong>Pela defesa do povo no campo</strong></p>



<p>Segundo dados do ISPN e WWF-Brasil, o Cerrado já perdeu cerca de 50% da vegetação nativa e pode ser considerado o bioma mais ameaçado da atualidade devido ao rápido avanço do agronegócio, do fogo e uso intensivo de defensivos sobre os territórios. Em roda de conversa com lideranças comunitárias foram relatados períodos de seca mais severos, longas distâncias para acessar água potável, aumento na carga de trabalho para as mulheres e impactos na saúde com o aumento das temperaturas. Problemas respiratórios, alergias, contaminação da água e doenças crônicas são observados pelas comunidades como mais frequentes e entre os jovens cresce a pressão para deixar o campo, sendo a permanência no território um desejo, mas também um desafio devido à falta de políticas de educação. cultura e geração de renda no campo.</p>



<p><strong>Cerrado e Amazônia: biomas interdependentes</strong></p>



<p>O Tocantins é um ecótono, um encontro dos biomas Cerrado e Amazônia, uma zona de transição e interdependência em que os biomas interagem e se complementam. Não existe Amazônia sem Cerrado e nem Cerrado sem Amazônia, por isso políticas integradas são essenciais para garantir segurança hídrica, biodiversidade e soberania alimentar.</p>



<p>O avanço das fronteiras agrícolas, a expansão da monocultura irrigada e o desmonte de mecanismos de proteção ambiental ameaçam esse equilíbrio e colocam em risco os rios, os territórios e os modos de vida. A crise climática não atinge todas as populações da mesma forma, os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares, juventudes periféricas e mulheres sentem os impactos com mais intensidade. Ao mesmo tempo em que esses grupos são verdadeiros guardiões de conhecimentos, práticas e tecnologias sociais capazes de construir uma transição justa.</p>



<p>“A COP30 vem num momento estratégico e importante para as vozes do Cerrado que clamam por justiça climática. Os mais afetados são as mulheres e os jovens, que muitas vezes não têm ferramentas para lidar com seca, fogo e enchentes”, afirma Genifer Oliveira, articuladora da Coalizão. “Estamos aqui para garantir que nossas vozes tenham lugar e que nossos territórios não sejam invisibilizados”, complementa.</p>



<p><strong>A juventude quer ser ouvida</strong></p>



<p>Como grupo que será mais afetado devido à tendência de eventos climáticos cada vez mais extremos e frequentes, a juventude tocantinense se mostra engajada. “As expectativas para a COP30 passam por defender o Cerrado e denunciar o avanço do desmatamento e das queimadas. Queremos um Cerrado em pé e uma juventude viva, presente e protagonista nessa luta. Sem a presença das juventudes negras, periféricas e indígenas, não há justiça climática possível”, afirma Olavo Lisboa, representante da juventude da Coalizão e participante do Earthshot Generation 2025.&nbsp;</p>



<p><strong>Earthshot Generation</strong></p>



<p>Juventudes da Coalizão Vozes do Tocantins, Sarah Tamioso e Olavo Lisboa, foram selecionados para participar do Earthshot Generation, programa que reuniu lideranças entre 18 e 30 anos entre os dias 02 e 06 de novembro no Rio de Janeiro. Os jovens, 50 brasileiros, 15 asiáticos e 15 africanos tiveram a oportunidade de se conectar e conhecer iniciativas de impacto que culminaram no Earthshot Prize, premiação fundada pelo príncipe William, da coroa britânica, para apoiar iniciativas de combate à crise climática.&nbsp;</p>



<p>A premiação, considerada o Oscar do meio ambiente, foi apresentada por Luciano Hulk e contou com a presença de celebridades nacionais e internacionais como Cafu, Anitta, Gilberto Gil, Rebeca Andrade, Shawn Mendes, Kylie Minogue, entre outros.<br><br><em>Por Assessoria de Comunicação/Coalizão Vozes do Tocantins</em>.</p>
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		<title>Sistema CNA/Senar mostra Agro sustentável na COP 30</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/sistema-cna-senar-mostra-agro-sustentavel-na-cop-30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 13:51:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agro sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema CNA/Senar]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema CNA/Senar vai mostrar, durante a COP 30, de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA), a produção sustentável da agropecuária brasileira e o papel do setor para contribuir com as soluções climáticas e a segurança alimentar e energética. Na Conferência, a entidade vai promover dias temáticos sobre a produção agropecuária brasileira e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Sistema CNA/Senar vai mostrar, durante a COP 30, de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA), a produção sustentável da agropecuária brasileira e o papel do setor para contribuir com as soluções climáticas e a segurança alimentar e energética.</p>



<p>Na Conferência, a entidade vai promover dias temáticos sobre a produção agropecuária brasileira e levar porta-vozes, exemplos de tecnologias sustentáveis aplicadas no campo, conteúdos, debates, vídeos e documentos, em uma extensa programação.</p>



<p>As ações do Sistema CNA/Senar vão ocorrer em dois espaços: na AgriZone e na BlueZone.</p>



<p><strong>AgriZone</strong></p>



<p>A AgriZone vai funcionar em um amplo espaço da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. No local, o Sistema CNA/Senar terá o Pavilhão AgroBrasil, com uma programação voltada ao público da COP entre os dias 10 e 21 de novembro. Outros estandes de parceiros também irão funcionar na AgriZone.</p>



<p>No Pavilhão, haverá dias temáticos, com debates sobre cadeias produtivas importantes para a economia do Brasil como grãos, café, frutas e cacau, pecuária de corte, aves, suínos e pescados, além de temas transversais como práticas sustentáveis, segurança alimentar, agroenergia e comunicação.</p>



<p>O espaço do Sistema CNA/Senar na AgriZone vai ter uma praça central, um auditório, praça de alimentação e em todos os locais haverá uma infraestrutura digital projetada para atender o público da COP com conteúdo e informações sobre o agro sustentável do Brasil e com as ações do Sistema CNA/Senar para os produtores rurais.</p>



<p><strong>Carreta</strong></p>



<p>A Carreta Agro pelo Brasil também vai estar na AgriZone. O veículo do Sistema CNA/Senar percorre feiras agropecuárias em todo o país para apresentar o trabalho feitos aos produtores rurais.</p>



<p>Com espaços fixos e variáveis, a Carreta Agro pelo Brasil possui 98 metros quadrados de área útil com espaços multiusos para realização de palestras técnicas, cursos, treinamentos, uma cozinha experimental, um espaço de imersão com vídeos sobre o agro e um estúdio de podcast, montado com todos os equipamentos.</p>



<p><strong>Blue Zone</strong></p>



<p>O Sistema CNA/Senar também terá um estande na Blue Zone, espaço destinados a países e observadores de empresas, segmentos da sociedade civil, governos, representações diplomáticas e organismos internacionais, além de ser o local onde acontecem as negociações e decisões entre os países em torno das questões climáticas.</p>



<p>O espaço também terá dias temáticos, de 10 a 20 de novembro, com debates sobre adaptação, transição justa, mitigação, mercado de carbono (artigo 6 do Acordo de Paris), energias renováveis, transparência e balanço global das ações climáticas (Global Stock Take).</p>



<p>O Sistema CNA/Senar também fará o Dia do Agro, em 19 de novembro, com uma série de painéis para discutir a importância da agricultura para as soluções do clima. Os debates devem abordar temas como “Produtores Rurais como agentes da ação climática” e “O futuro do Agro no Acordo de Paris”.</p>



<p><strong>Posicionamento</strong></p>



<p>A CNA também levará para Belém o documento “Agropecuária Brasileira na COP 30” com o posicionamento do setor agropecuário.</p>



<p>As propostas e as contribuições dos produtores rurais brasileiros vão servir como subsídio aos negociadores brasileiros, às autoridades envolvidas nas negociações, aos produtores rurais, além de embasar os debates durante a COP 30.</p>



<p>Acesse aqui a página especial do sistema CNA/Senar sobre a&nbsp;<a href="https://www.cnabrasil.org.br/eventos/agropecuaria-brasileira-na-cop30" target="_blank" rel="noreferrer noopener">COP 30</a>&nbsp;(Da CNA)</p>



<p><em>Por CNA. </em></p>
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