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	<title>demarcações indígenas Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Ministro Fávaro reage a demarcações indígenas em MT e fala em “exagero” e revisão da medida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:53:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou como problemática a homologação administrativa de três terras indígenas em Mato Grosso, Estação Parecis, em Diamantino; Manoki, em Brasnorte; e Uirapuru, entre Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste, assinada pelo presidente Lula no dia 18 de novembro. Fávaro afirmou, durante a inauguração do escritório da ApexBrasil em Cuiabá nesta segunda-feira (24), que [&#8230;]</p>
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<p>O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou como problemática a homologação administrativa de três terras indígenas em Mato Grosso, Estação Parecis, em Diamantino; Manoki, em Brasnorte; e Uirapuru, entre Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste, assinada pelo presidente Lula no dia 18 de novembro.</p>



<p>Fávaro afirmou, durante a inauguração do escritório da ApexBrasil em Cuiabá nesta segunda-feira (24), que ainda analisa os processos, mas adiantou que vê conflitos que não estavam pacificados. Ele ressaltou que é possível garantir direitos indígenas e segurança jurídica aos produtores sem <em>“tirar de A para dar para B”</em>.</p>



<p><strong>Ministro questiona bases da decisão</strong></p>



<p>De acordo com o ministro, a convivência entre os diferentes povos no campo depende de respeito e equilíbrio. <em>“Se for caso de ter desapropriação, tem que ser com indenização por valor venal em dinheiro e à vista. Se não ocorreu dessa forma, para mim é uma injustiça que está beneficiando um grupo e tirando a paz e a tranquilidade de outros”</em>. Fávaro relatou que<strong> busca mais informações</strong> sobre o caso, mas adiantou que não considera o processo pacificado. “Eu estou levantando um pouco mais a fundo esse processo. Me parece que ele foi muito mais que uma busca, levaram o presidente na busca que estava tudo pronto e poderia fazer sem nenhum conflito, estava pacificado, o que não é verdade e ele acabou publicando esse decreto. Então, não sei se ele foi induzido ao erro, mas foi de forma exacerbada. Eu estou levantando os dados e eu vou procurar dentro da minha capacidade, dentro do governo, ajudar a reverter essa situação”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://uploads-matogrosso.canalrural.com.br/sites/5/2024/12/50969871752_3ac84c4596_k-1024x682.jpg" alt="fachada stf foto reprodução stf" class="wp-image-4027271"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: STF/Reprodução</em></figcaption></figure>



<p><strong>Governo de MT aciona STF para suspender decreto</strong></p>



<p>Paralelamente às declarações do ministro, o Governo de Mato Grosso <strong>ingressou</strong> na última semana no Supremo Tribunal Federal (STF) para <strong>suspender os efeitos do decreto que ampliou a Terra Indígena Manoki</strong> de 46 mil para 252 mil hectares. A ação foi anexada na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 87 (confira aqui), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.</p>



<p>A Procuradoria-Geral do Estado sustenta que o ato presidencial viola a Lei 14.701/2023, que estabelece o marco temporal e veda a ampliação de terras já homologadas. O governo também aponta ausência de comprovação de ocupação indígena na área até 5 de outubro de 1988 e risco à segurança jurídica de famílias e produtores com regularização fundiária.</p>



<p>Para o Estado, a medida&nbsp;<em>“desestrutura a malha fundiária da região e instaura o caos jurídico”</em>, atingindo diretamente centenas de produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e títulos legítimos. O governo ainda critica a falta de diálogo com os entes locais antes da assinatura do decreto.</p>



<p>O governador Mauro Mendes afirma que a ação não contesta direitos indígenas, mas sim o descumprimento das normas legais. <em>“Não aceitaremos que um decreto presidencial, editado de forma açodada e sem respaldo legal, prejudique quem produz e vive há décadas nessas regiões”</em>, declarou.</p>



<p>Mato Grosso possui atualmente 73 terras indígenas homologadas, somando mais de 15 milhões de hectares, cerca de 16% do território estadual.</p>



<p><em>Por Canal Rural. </em></p>
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