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	<title>Manejo hídrico Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Manejo hídrico Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Manejo hídrico adequado corta em 50% as emissões do trigo no Cerrado, segundo Embrapa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 12:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que ajustar o momento da irrigação no trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem comprometer a produtividade. A pesquisa identificou que o ponto de equilíbrio ideal ocorre quando as plantas utilizam 40% da água disponível no solo, resultado que promete transformar o manejo do trigo [&#8230;]</p>
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<p>Um estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que ajustar o momento da irrigação no trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem comprometer a produtividade. A pesquisa identificou que o ponto de equilíbrio ideal ocorre quando as plantas utilizam 40% da água disponível no solo, resultado que promete transformar o manejo do trigo irrigado em regiões tropicais, especialmente no Cerrado — área estratégica para a expansão da cultura no Brasil.</p>



<p>Publicado na revista&nbsp;<em>Sustainability</em>&nbsp;(MDPI), o estudo avaliou pela primeira vez como diferentes estratégias de irrigação afetam a produtividade do trigo, o uso da água, a emissão de gases como óxido nitroso (N₂O) e metano (CH₄), além da atividade biológica do solo.</p>



<p>O trabalho oferece um novo caminho para tornar a produção irrigada mais eficiente e ambientalmente responsável em um cenário de mudanças climáticas.</p>



<p><strong>O ponto ideal: 40% da água do solo</strong></p>



<p>Durante dois anos de experimentos, os pesquisadores compararam quatro níveis de depleção de água no solo: 20%, 40%, 60% e 80%. A reposição da água após o uso de&nbsp;<strong>40% da capacidade de água disponível (CAD)</strong>&nbsp;mostrou-se o ponto de equilíbrio — garantindo&nbsp;<strong>a maior produtividade (6,8 t/ha)</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>as menores emissões de óxido nitroso</strong>, gás quase 300 vezes mais potente que o CO₂.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens-cdn.canalrural.com.br/2025/11/AIELZt50-image.png" alt="" class="wp-image-4142069"/></figure>



<p>Segundo a pesquisadora Alexsandra Oliveira, responsável pelo estudo, essa faixa de umidade no solo proporcionou “o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global (PAG)”, reduzindo em&nbsp;<strong>41% as emissões</strong>&nbsp;quando comparada ao cenário de irrigação após o uso de 60% da CAD, que apresentou o maior pico de N₂O e o PAG mais elevado (1.185,8 kg de CO₂ equivalente).</p>



<p>“Irrigar no momento certo altera radicalmente a intensidade das emissões de gases de efeito estufa”, afirma Oliveira. “Manter a umidade intermediária, próxima dos 40%, oferece o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental.”</p>



<p><strong>Por que irrigar tarde aumenta emissões?</strong></p>



<p>A explicação está nos chamados&nbsp;<strong>ciclos de reumidificação do solo</strong>. Quando a terra seca demais e depois recebe uma carga grande de água, ocorre um estímulo às reações microbianas que produzem óxido nitroso. Por isso, irrigar apenas após depleções de 60% ou 80% aumenta significativamente as emissões.</p>



<p>Para explicar bem o experimento, a Embrapa propõe comparar o solo a uma caixa d’água<br>subterrânea. Quando os pesquisadores falam em “depleção de 60%”, significa que essa<br>caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água, irrigar de menos causa<br>estresse nas plantas.</p>



<p>“O segredo é monitorar a água do solo como se fosse uma caixa d’água subterrânea”, afirma o pesquisador Jorge Antonini. “Quando ela fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, desperdiçamos água e estimulamos emissões.”</p>



<p><strong>Produtividade alta com menor impacto</strong></p>



<p>Os dados mostram que, ao respeitar o limite dos 40%, é possível manter&nbsp;<strong>produtividades próximas a 7 t/ha</strong>, com melhor uso dos insumos e menor impacto climático. Para Antonini, isso reforça a necessidade da agricultura tropical avançar em&nbsp;<strong>precisão hídrica</strong>.</p>



<p>“Não é irrigar mais ou menos, é irrigar com precisão. O Cerrado pode produzir trigo competitivo e de baixo impacto climático”, resume.</p>



<p><strong>Metano vira aliado no Cerrado</strong></p>



<p>Outro achado importante do estudo foi o comportamento do metano. Em vez de emitir CH₄, o solo do Cerrado atuou como&nbsp;<strong>um dreno natural</strong>, absorvendo o gás da atmosfera nas condições ideais de irrigação — algo raro em sistemas irrigados.</p>



<p>Isso ocorre porque os solos tropicais apresentam boa drenagem, alta aeração e ausência de encharcamento, favorecendo microrganismos que consomem metano.</p>



<p><strong>Como o estudo foi conduzido</strong></p>



<p>O experimento ocorreu entre 2022 e 2024 em Planaltina (DF), em sistema de plantio direto com sucessão soja–trigo, modelo comum entre produtores da região. O monitoramento da umidade foi feito com sondas instaladas a 70 cm de profundidade, enquanto as emissões foram quantificadas por câmaras estáticas, método adotado pelo IPCC.</p>



<p>As cultivares usadas foram BRS 4782 RR (soja) e BRS 264 (trigo), amplamente adotadas no Cerrado.</p>



<p><strong>Impactos para a agricultura sustentável</strong></p>



<p>O trigo irrigado já ocupa mais de&nbsp;<strong>30 mil hectares no Cerrado</strong>&nbsp;e é uma alternativa para reduzir a dependência das importações. Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça que&nbsp;<strong>é possível combinar alta produtividade com baixa emissão</strong>, marcando um passo importante para a agricultura tropical de baixo carbono.</p>



<p>“Ajustar o momento da irrigação otimiza o uso da água e do nitrogênio, garantindo rendimento elevado e menor impacto ambiental”, destaca Oliveira.</p>



<p>A equipe continuará avaliando o efeito da irrigação em outras culturas tropicais, como milho, café e soja, para ampliar a adoção de práticas clim smart no campo.</p>



<p><em>Por Canal Rural.</em></p>
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