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	<title>Ponte Jk Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Ponte Jk Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Reconstrução da ponte entre Tocantins e Maranhão teve falhas de planejamento, diz TCU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Aguiarnópolis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Auditoria identificou problemas nos critérios de pagamento, ausência de projeto básico e falhas no detalhamento do orçamento da obra executada após o desabamento da estrutura em 2024. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no planejamento da reconstrução da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Auditoria identificou problemas nos critérios de pagamento, ausência de projeto básico e falhas no detalhamento do orçamento da obra executada após o desabamento da estrutura em 2024.</em></p>



<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no planejamento da reconstrução da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). Segundo auditoria, a obra foi executada sem projeto básico, com orçamento pouco detalhado e critérios de medição diferentes dos previstos em contrato.</p>



<p>A fiscalização analisou a obra, contratada em caráter emergencial após o desabamento da estrutura, ocorrido em dezembro de 2024. O contrato, no valor de R$ 174,3 milhões, foi firmado por dispensa de licitação. A obra foi concluída em um ano.</p>



<p>O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central da ponte colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido.</p>



<p>Segundo o relatório de auditoria, feito ministro Jorge Oliveira, os critérios utilizados para medir e liberar os pagamentos não seguiram o que estava estabelecido no contrato.</p>



<p>O TCU também apontou que o orçamento da obra não apresentava detalhamento suficiente e que não houve elaboração de um projeto básico, documento considerado essencial para definir soluções técnicas, custos e etapas de execução em obras de maior complexidade.</p>



<p>O tribunal informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre as irregularidades encontradas e recomendou que o órgão adote medidas para melhorar o planejamento de futuras contratações emergenciais de obras complexas.</p>



<p>Entre as recomendações está a avaliação do uso do regime de contratação integrada, modelo que, segundo o TCU, pode trazer mais eficiência e maior clareza na execução de projetos desse tipo.</p>



<p>A auditoria também reforçou a necessidade de que os pagamentos sejam vinculados aos serviços efetivamente realizados, além da ampliação da transparência e da rastreabilidade das informações relacionadas à execução das obras.</p>



<p><strong>Relembre o acidente<br></strong><br>A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.</p>



<p>Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte.</p>



<p>O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro de 2025. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram. A nova ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025.</p>



<p>A Ponte JK tinha sido construída em 1960 e há anos era alvo de reclamações dos usuários. A última grande reforma da estrutura ocorreu entre 1998 e 2000. O laudo da Polícia Federal apontou que queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.</p>



<p><strong>Íntegra da nota do DNIT<br></strong><br><em>O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.</em></p>



<p><em>Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.</em></p>



<p><em>Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.</em></p>



<p><em>No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.</em></p>



<p><em>A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.</em></p>



<p><em>As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.</em></p>



<p><em>Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.</em></p>
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		<title>Relatório da CGU aponta valores acima do estimado em obra de ponte reconstruída entre TO e MA</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/relatorio-da-cgu-aponta-valores-acima-do-estimado-em-obra-de-ponte-reconstruida-entre-to-e-ma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 13:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Aguiarnópolis]]></category>
		<category><![CDATA[CGU]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Controladoria-Geral da União (CGU) apresentou um relatório que aponta &#8220;indicativo de risco de sobrepreço&#8221; na construção da ponte Juscelino Kubitschek, localizada entre Tocantins e Maranhão, na BR-226. O documento identificou inconsistências no orçamento e riscos contratuais. O relatório foi concluído e apresenta análises e recomendações. A CGU deve continuar o monitoramento. (CORREÇÃO: o g1 errou ao informar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Controladoria-Geral da União (CGU) apresentou um relatório que aponta &#8220;indicativo de risco de sobrepreço&#8221; na construção da ponte Juscelino Kubitschek, localizada entre Tocantins e Maranhão, na BR-226. O documento identificou inconsistências no orçamento e riscos contratuais. O relatório foi concluído e apresenta análises e recomendações. A CGU deve continuar o monitoramento.</p>



<p><em>(CORREÇÃO: o g1 errou ao informar que o relatório da CGU apontou sobrepreço na reconstrução da ponte que desabou entre Tocantins e Maranhão. O relatório aponta que há indicativo de risco de sobrepreço. A informação foi corrigida às 14h50 de 20 de fevereiro)</em></p>



<p>A ponte foi entregue em dezembro de 2025, um ano após a queda da antiga estrutura, que deixou 14 mortos e três desaparecidos.&nbsp;<strong>O investimento foi de R$ 171.969.000.</strong></p>



<p>Segundo o relatório, &#8220;verifica-se, portanto, que o valor contratado pelo DNIT (R$ 171.969.000,00) seria R$ 17.819237,16 (R$ 171.969.000,00 – R$ 154.149.762,84) acima do valor considerado pela equipe de auditoria (cerca de 12%)&#8221;.</p>



<p>O DNIT informou ao&nbsp;<strong>g1</strong>&nbsp;que o orçamento foi elaborado com base em estimativas técnicas compatíveis com a complexidade da obra e com as informações disponíveis à época da contratação. Caso a análise técnica constate a necessidade de ajustes nos quantitativos ou valores, o DNIT adotará todas as providências administrativas cabíveis<em>&nbsp;(veja a nota completa abaixo).</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Tal valor é um indicativo do risco de sobrepreço no contrato decorrente de possíveis inconsistências na forma da estimativa paramétrica, realçando a importância de que esta seja construída sobre uma amostra criteriosamente selecionada e tratada, a fim de melhor refletir os preços praticados no mercado&#8221;, apontou a CGU.</p>
</blockquote>



<p>A CGU, afirmou em nota, que o relatório não constatou um sobrepresso, mas inadequações na metodologia adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para estimar o valor de referência para a contratação da obra, especificamente no processo de orçamentação paramétrica<em>&nbsp;(veja nota completa abaixo)</em>.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/9fgVI04Yji3FvdA-IyvFT2bONQY=/0x0:1600x846/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/I/BNpq7zRyAeVKz4lcmy7A/whatsapp-image-2025-07-01-at-09.32.55.jpeg" alt="Ponte foi entregue no fim de 2025 — Foto: Divulgação/DNIT"/></figure>



<p><em>Ponte foi entregue no fim de 2025 — Foto: Divulgação/DNIT</em></p>



<p>A CGU também apontou que o DNIT teria simulado o valor da construção com base em obras antigas, algumas com mais de 10 anos, além de atualizações financeiras superiores a 100%. Isso teria levado à distorção dos valores reais de mercado.</p>



<p>Segundo a controladoria, as cartas de solicitação de propostas e as justificativas formais para a escolha das empresas consultadas não foram encontradas nos autos, prejudicando a rastreabilidade do processo.</p>



<p><strong>O relatório já foi concluído e apresenta análises e recomendações ao DNIT; veja abaixo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Criação de normativos internos para padronizar a escolha de amostras em orçamentos paramétricos</li>



<li>Realização de análise técnica rigorosa do orçamento detalhado da obra para ajustar eventuais distorções e avaliar a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro</li>



<li>Atualização do Manual de Contratações de Obras Emergenciais de acordo com a Nova Lei de Licitações</li>
</ul>



<p><strong>Desabamento da ponte</strong></p>



<p><a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2024/12/22/ponte-entre-maranhao-e-tocatins-desaba-sobre-rio.ghtml">A ponte caiu por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024.&nbsp;</a>No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros 22 mil litros de defensivos agrícolas.</p>



<p>Ao todo, 18 pessoas foram vítimas do colapso da ponte, sendo que apenas um homem conseguiu sobreviver. Antes da ponte cair, moradores dos dois estados alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/to/tocantins/cidade/aguiarnopolis/">Aguiarnópolis</a>, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte que liga a cidade a Estreito, no Maranhão.</p>



<p>O restante da estrutura antiga foi implodido em fevereiro de 2025 e as obras começaram logo depois. A ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025.</p>



<p>A estrutura tem 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros. Os veículos de pequeno, médio e grande porte vão trafegar por duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, e contar com dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro.</p>



<p><strong>Íntegra da nota do DNIT</strong></p>



<p><em>O DNIT informa que, acerca de auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), relacionada ao contrato de reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre os estados do Maranhão e Tocantins, cumpre esclarecer que o relatório da CGU, conforme noticiado, aponta indício de risco de sobrepreço associado à metodologia paramétrica de estimativa adotada, não havendo, até o presente momento, identificação de dano efetivo ao erário nem conclusão definitiva quanto à existência de irregularidade.</em></p>



<p><em>Conforme consta na própria matéria já veiculada trata-se de análise baseada em parâmetros comparativos e estimativas ajustadas de mercado, de natureza técnica e opinativa, voltada ao aprimoramento metodológico, e não à constatação conclusiva de sobrepreço consolidado.</em></p>



<p><em>Ressalta-se que a reconstrução da ponte ocorreu em contexto emergencial, que à época comprometeu gravemente a mobilidade e a economia regional. Diante desse cenário, o DNIT atuou com prioridade absoluta à recomposição da infraestrutura e à preservação da segurança da população, observando o arcabouço legal aplicável às contratações emergenciais.</em></p>



<p><em>O orçamento foi elaborado com base em estimativas técnicas compatíveis com a complexidade da obra e com as informações disponíveis à época da contratação. Os pagamentos contratuais são realizados exclusivamente com base nos serviços efetivamente executados e devidamente medidos. Eventuais divergências quantitativas, quando identificadas, são submetidas à apuração técnica detalhada, nos termos dos procedimentos administrativos regulares.</em></p>



<p><em>Caso, ao término da análise técnica, venha a ser constatada a necessidade de ajustes em quantitativos ou valores, o DNIT adotará todas as providências administrativas cabíveis para a recomposição contratual e a adequada proteção do erário.</em></p>



<p><em>O relatório da CGU encontra-se em análise pelas áreas técnicas competentes, e suas recomendações estão sendo avaliadas com vistas ao aperfeiçoamento contínuo dos procedimentos internos de formação de preços e de estimativas paramétricas.</em></p>



<p><em>Registra-se, ainda, que o DNIT vem aprimorando continuamente seus mecanismos de controle e governança orçamentária, especialmente em contratos de grande porte, adotando instrumentos contratuais que reforçam a possibilidade de adequação imediata de valores sempre que identificada qualquer inconsistência técnica ou quantitativa.</em></p>



<p><em>O DNIT reafirma seu compromisso institucional com a transparência, a responsabilidade fiscal, o rigor na aplicação dos recursos públicos e a cooperação permanente com os órgãos de controle.</em></p>



<p><strong>Íntegra da nota da Controladoria-Geral da União</strong></p>



<p><em>A Controladoria-Geral da União (CGU) destaca que o &#8220;Relatório nº 1776208&#8221;, citado na reportagem, não constatou sobrepreço no processo de reconstrução da Ponte sobre o Rio Tocantins, mas inadequações na metodologia adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para estimar o valor de referência para a contratação da obra, especificamente no processo de orçamentação paramétrica.</em></p>



<p><em>A orçamentação paramétrica é uma estimativa de custo feita a partir de obras com características semelhantes. Pelas limitações deste tipo de orçamento, que não conta com projeto e detalhamento de custos antes da execução, a análise da CGU trata de estimativas de preço, sem concluir, no entanto, qual seria o valor real e justo da contratação.</em></p>



<p><em>Diante disso, uma das recomendações feitas pela CGU é que o DNIT realize a análise sobre o orçamento detalhado da obra para verificar se o valor contratado é compatível com os custos efetivamente registrados.</em></p>



<p><em>Por Stefani Cavalcante, g1 Tocantins.</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Queda de ponte entre TO e MA completa um ano sem respostas para famílias das vítimas</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/queda-de-ponte-entre-to-e-ma-completa-um-ano-sem-respostas-para-familias-das-vitimas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 12:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Desaparecido]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[Queda de ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um ano após a queda da Ponte JK, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), familiares das vítimas ainda aguardam respostas. Durante a tragédia, 18 pessoas e vários veículos caíram no Rio Tocantins. Três vítimas seguem desaparecidas e uma pessoa sobreviveu. A nova estrutura foi inaugurada nesta segunda-feira (22). Victor Gabriel Ribeiro convive com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um ano após a queda da Ponte JK, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), familiares das vítimas ainda aguardam respostas. Durante a tragédia, 18 pessoas e vários veículos caíram no Rio Tocantins. Três vítimas seguem desaparecidas e uma pessoa sobreviveu. A nova estrutura foi inaugurada nesta segunda-feira (22).</p>



<p>Victor Gabriel Ribeiro convive com a dor da perda. Ele é filho de Alessandra do Socorro Ribeiro, de 40 anos, e de Salmon Alves Santos, de 65 anos, que segue desaparecido. O casal viajava com o neto Felipe Giuvannuci Ribeiro, de 10 anos, também desaparecido.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Toda situação foi algo muito repentino. Em um momento você está se despedindo, depois eles vão visitar alguém, visitar um parente, e no outro você perdeu sua família inteira e não conseguiu recuperar os corpos em um ano. Então é um sentimento confuso e angustiante&#8221;, disse Victor.</p>
</blockquote>



<p>Para Victor, a inauguração da nova ponte no mesmo dia da tragédia é um contraste doloroso. “Vão ter pessoas comemorando a construção de uma ponte que demorou um ano, enquanto nesse ano nada aconteceu para tentar justificar, encontrar culpados. Minha família morreu e nada aconteceu para honrar a morte”, afirmou.</p>



<p>Durante a inauguração da nova ponte, o ministro dos Transportes, Renan Filho, falou sobre as indenizações para as vítimas do desabamento. &#8220;Dnit já está preparado para fazer a indenização, mas a checagem do valor de cada vítima porque não só pessoas, tem as pessoas, tem propriedade que estão sendo reivindicadas. Então, assim que o devido processo legal for cumprido, for aferido o valor, a gente fará a indenização completa de todos&#8221;, afirmou à TV Anhanguera.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/KZ5jsfOx6Zc-LDbOImk6XVFQhyA=/0x0:1300x730/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/s/I/d2bYQOTi2Y09gNHEB0XQ/cobra-resposta.png" alt="Filho cobra resposta sobre desaparecimento da mãe em desabamento de ponte — Foto: Reprodução/TV Anhanguera"/></figure>



<p><em>Filho cobra resposta sobre desaparecimento da mãe em desabamento de ponte — Foto: Reprodução/TV Anhanguera</em></p>



<p>A cerimônia de inauguração da nova ponte contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, e dos governadores do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), e do Maranhão, Carlos Brandão (PSB).</p>



<p>O corte de uma fita foi realizado no meio da estrutura por volta de 12h. Depois, a comitiva seguiu para uma estrutura montada em Estreito, onde foi ralizada a cerimônia oficial de inauguração.</p>



<p>A celebração causou um misto de sentimentos. &#8220;É um sentimento de crueldade. No mesmo dia em que eu perdi minha família inteira nessa própria ponte, ir lá e comemorar, como se fosse um momento festivo, um aniversário de alguém. Não, foi só a morte de várias pessoas. Não só da minha família, mas de todas que estavam lá&#8221;, comentou Victor.</p>



<p><strong>Investigações paradas e famílias sem respostas</strong></p>



<p>O colapso da Ponte Juscelino Kubitschek ocorreu por volta das 14h50 de domingo, 22 de dezembro de 2024, quando o vão central da estrutura cedeu. O laudo da Polícia Federal apontou que o colapso foi causado pelo excesso de peso aliado à falta de manutenção. O documento também indicou omissão de agentes públicos.</p>



<p>Apesar disso, não houve indiciamentos ou prisões, e o inquérito segue sem previsão de conclusão. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) abriu sindicância, mas não apresentou resultados.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/VjeKuagzl86FIZ8IfsVCqgkayQc=/0x0:3840x2160/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/T/g/gzkGK3Rg6BAk0yGUiOpg/buscas-3.jpeg" alt="Vista aérea de ponte que desabou entre MA e TO — Foto: Reprodução/TV Globo"/></figure>



<p><em>Vista aérea de ponte que desabou entre MA e TO — Foto: Reprodução/TV Globo</em></p>



<p>O Ministério Público Federal investiga os danos ambientais causados pela queda de caminhões com produtos tóxicos no rio.</p>



<p>Pelo menos oito veículos, incluindo motos, carros, caminhonetes e quatro caminhões, afundaram na água, sendo que três deles carregavam substâncias perigosas como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.</p>



<p>O trabalho de retirada dos veículos e dos galões de produtos químicos ainda não foi finalizado. A Marinha informou que não é responsável pela retirada dos produtos químicos. O&nbsp;<strong>g1</strong>&nbsp;questionou o Dnit, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/-6CCSIjvQwAVZMV-qVTUJb7Pnpg=/0x0:1600x900/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/m/y/q4lTHqTX2Qa6kCCoBNmg/whatsapp-image-2024-12-22-at-19.23.15.jpeg" alt="Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira após desabamento — Foto: Francisco Sirianno/Grupo Mirante"/></figure>



<p><em>Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira após desabamento — Foto: Francisco Sirianno/Grupo Mirante</em></p>



<p><em>Por Anne Acioli, Brenda Santos, g1 Tocantins, TV Anhanguera.</em></p>
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		<title>Entrega da nova ponte JK marca retomada da mobilidade e do desenvolvimento entre TO e MA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 11:39:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A população das Regiões Norte e Nordeste do país passa a contar novamente com uma ligação essencial para a mobilidade e o transporte de pessoas e de cargas. Nesta segunda-feira, 22, os governadores do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do Maranhão, Carlos Brandão, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, inauguraram a nova ponte Juscelino Kubitschek de [&#8230;]</p>
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<p>A população das Regiões Norte e Nordeste do país passa a contar novamente com uma ligação essencial para a mobilidade e o transporte de pessoas e de cargas. Nesta segunda-feira, 22, os governadores do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do Maranhão, Carlos Brandão, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, inauguraram a nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, que conecta os municípios de Aguiarnópolis/TO e Estreito/MA pela rodovia BR-226. A entrega da obra foi simbolizada pelo descerramento da placa inaugural e pelo corte da fita, nas duas cabeceiras da estrutura, contando com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais e da comunidade em geral.&nbsp;</p>



<p>Durante a cerimônia, Wanderlei Barbosa destacou que Tocantins e Maranhão mantêm uma relação histórica de proximidade. “O Tocantins é habitado, em boa parte, por maranhenses; somos muito unidos. A queda da ponte separou os dois estados por um ano, &nbsp;mas hoje [segunda-feira, 22] estamos restabelecendo essa união entre Aguiarnópolis e Estreito por meio da Ponte JK”, pontuou. O chefe do Executivo também relembrou as ações do Governo do Tocantins na região, enquanto a ponte era construída. “Nós disponibilizamos embarcações, trouxemos a Agência de Fomento e o próprio governo para dentro de Aguiarnópolis e de Palmeiras, para que pudéssemos atender a população”, acrescentou.</p>



<p>O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a importância estratégica da ponte. “Imagine a importância dessa interligação. Essa ponte liga o Maranhão ao Brasil inteiro e também à América do Sul. As pessoas passam por aqui para seguir para a Argentina, o Uruguai, o Chile e para qualquer estado brasileiro. E, a partir de hoje [segunda-feira, 22], elas voltarão a passar por este trecho”, reforçou.</p>



<p>“Vivemos uma tragédia quando a infraestrutura deixou de funcionar entre esses estados, as vítimas sofreram e as rodovias foram impactadas pelos desvios. Estivemos aqui desde o primeiro momento, assumimos um compromisso com os governos estaduais e, hoje [segunda-feira, 22], um ano depois, estamos entregando essa ponte de volta à sociedade”, reforçou o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício Galvão.</p>



<p><strong>Integração e desenvolvimento</strong></p>



<p>A obra da Ponte JK, de responsabilidade do governo federal, foi executada pelo Dnit e contou com um investimento de R$ 171,97 milhões.&nbsp;A estrutura possui 630 m de extensão, 19 m de largura, um vão livre de 154 m, duas faixas de rolamento de 3,6 m cada, dois acostamentos com 3 m de largura, barreiras de proteção do tipo<em>&nbsp;New Jersey</em>, dois passeios para pedestres e guarda-corpos em ambas as extremidades do tabuleiro, garantindo segurança e funcionalidade à travessia.&nbsp;</p>



<p>A conexão é reestabelecida após um ano do desabamento da estrutura anterior, ocorrido em 22 de dezembro de 2024, e marca um recomeço para a comunidade local com a melhoria das atividades cotidianas de quem utiliza o trajeto, além de impulsionar a economia e o desenvolvimento de ambos os estados, que desempenham papel importante na produção agrícola e industrial do país.</p>



<p>O caminhoneiro Welismar Alves da Silva, morador de Estreito/MA, elencou as dificuldades enfrentadas após o desabamento da ponte. Antes do ocorrido, ele trafegava pela ponte transportando cargas cerca de três vezes por semana, mas passou a depender da travessia por balsa, o que tornava o deslocamento mais demorado. “Depois que a ponte caiu, eu precisava usar a balsa e o transtorno era grande por causa da demora. Com a nova ponte, a situação vai melhorar com certeza”, afirmou.</p>



<p>Moradora de Estreito há quatro anos e técnica de enfermagem que trabalha em Aguiarnópolis, Auricilene Lima Silva Dias precisou mudar de cidade após o desabamento da ponte, já que realizava o deslocamento diariamente para cumprir sua jornada de trabalho. “A queda da ponte impactou diretamente a nossa vida, assim como a de muitas outras famílias. Para mim, em especial, a entrega dessa nova estrutura tem um significado muito grande. A população de Aguiarnópolis é grata, assim como a de Estreito, porque essa estrutura é fundamental”, salientou.</p>



<p>Presente na cerimônia, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, evidenciou a importância do momento. “Hoje, 22 de dezembro de 2025, estamos aqui inaugurando esta ponte. Aproveito também para cumprimentar e parabenizar os operários que construíram essa ponte em tempo recorde. Como foi dito aqui, temos agora mais de 100 anos pela frente com essa ponte em condições de servir à população”, afirmou.</p>



<p>O prefeito de Aguiarnópolis, Wanderly dos Santos Leite, manifestou solidariedade às famílias atingidas pelo acidente e agradeceu o apoio do Governo do Tocantins. “Neste momento, queremos expressar a solidariedade do povo de Aguiarnópolis a todos os familiares das vítimas do acidente ocorrido com o colapso da ponte, em 22 de dezembro. Mais uma vez, agradecemos ao governador Wanderlei Barbosa pelo empenho e pelos investimentos destinados ao nosso município, ações pelas quais as famílias de Aguiarnópolis sempre serão gratas”, expressou.</p>



<p>O prefeito de Estreito, Léo Cunha, relembrou o significado simbólico da entrega da obra para a população do município e reconheceu o compromisso do governo federal. “Em 22 de dezembro de 2024, vivemos um momento de profunda tristeza, mas agora celebramos a reconstrução&#8221;, concluiu.</p>



<p><strong>Ações emergenciais adotadas pelo Governo do Tocantins</strong></p>



<p>Desde as primeiras horas após o desabamento da ponte, por determinação do governador Wanderlei Barbosa, foram adotadas medidas emergenciais e contínuas para reduzir os impactos à população da região. Entre as ações iniciais, destaca-se a força-tarefa com atuação integrada do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) e da Polícia Civil, que prestou apoio nas operações de busca, resgate e identificação das vítimas, além de garantir a ordem e a segurança local.</p>



<p>Outra medida adotada foi a destinação de recursos para a travessia gratuita de passageiros por meio de voadeiras, atendendo tanto os moradores de Aguiarnópolis como de Estreito, de janeiro até dezembro deste ano. Na área social, a Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) antecipou o repasse de benefícios eventuais ao município de Aguiarnópolis, com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), para beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade.</p>



<p>A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) intensificou os serviços de manutenção nas rodovias estaduais utilizadas como rotas alternativas, incluindo as rodovias TO-126, que liga Tocantinópolis a Aguiarnópolis; a TO-134, entre Darcinópolis e Axixá do Tocantins; e a TO-201, conectando Axixá ao distrito de Bela Vista, em São Miguel do Tocantins.</p>



<p>Além disso, serviços públicos estaduais e federais foram disponibilizados à população durante a&nbsp;<em>Feira da Colheita</em>, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), com o apoio do governo federal e da prefeitura de Aguiarnópolis. Por meio da Agência de Fomento do Estado, também foi liberada uma linha de crédito emergencial de R$ 6 milhões para comerciantes de Aguiarnópolis e Palmeiras do Tocantins.&nbsp;</p>



<p>Na área da saúde, quase R$ 1 milhão foi destinado para serviços &nbsp;em Aguiarnópolis, Filadélfia, Palmeiras do Tocantins e Tocantinópolis, municípios afetados pela queda da ponte. Ainda foram entregues medicamentos e insumos para a rede hospitalar nessas cidades, entre outras ações prioritárias.</p>



<p><em>Por Débora Gomes/Governo do Tocantins.</em></p>
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		<title>Aprosoja Tocantins projeta que reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek normalizará rotas agrícolas e reduzirá o custo do frete</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/aprosoja-tocantins-projeta-que-reconstrucao-da-ponte-juscelino-kubitschek-normalizara-rotas-agricolas-e-reduzira-o-custo-do-frete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 14:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprosoja Tocantins]]></category>
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		<category><![CDATA[Ponte Juscelino Kubitschek]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre os estados do Maranhão e Tocantins, vai dar normalidade ao tráfego e restabelecer o escoamento agrícola para a região. A projeção é da presidente da&#160;Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Tocantins, Caroline Barcellos.&#160; Na avaliação dela, trata-se de uma via estratégica para o setor. [&#8230;]</p>
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<p>A reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre os estados do Maranhão e Tocantins, vai dar normalidade ao tráfego e restabelecer o escoamento agrícola para a região. A projeção é da presidente da&nbsp;<a href="https://aprosojato.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Tocantins</a>, Caroline Barcellos.&nbsp;</p>



<p>Na avaliação dela, trata-se de uma via estratégica para o setor. “Essa também é uma rota de abastecimento dos insumos que vem dos portos e também o escoamento dos grãos que vão para esses portos.&nbsp;</p>



<p>De acordo com a entidade, ainda não há dados oficiais sobre qual foi a alteração nos valores de fretes sobre essa rota. Mas, para Caroline, é possível afirmar que será notada uma redução dos custos logísticos, pois haverá exclusão das quantias pagas para transporte das cargas em balsas, além da diminuição na extensão dos percursos.&nbsp;</p>



<p>“Os produtores e transportadoras relataram aumento durante o período da interrupção, principalmente devido ao desvio por rotas mais longas, maior consumo de combustível, o aumento do tempo da viagem em filas, além do que algumas taxas que alguns prefeitos dessas cidades que foram impactadas acabaram colocando para que tentassem amenizar os prejuízos que acabaram tendo nas suas estradas e rodovias. Isso fez com que houvesse o encarecimento do frete na conta final”, afirma.&nbsp;</p>



<p><strong>Municípios afetados </strong></p>



<p>De maneira geral, as áreas mais afetadas foram as que englobam regiões como Bico do Papagaio e Matopiba, uma das principais áreas de expansão agrícola do Brasil. Além de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) – divididos pela ponte, outros municípios impactados citados pela Aprosoja Tocantins foram os seguintes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Filadélfia (TO)</li>



<li>Araguaína (TO)</li>



<li>Babaçulândia (TO)</li>



<li>Ananás (TO)</li>



<li>Xambioá (TO)</li>



<li>Darcinópolis (TO)</li>



<li>Axixá (TO)</li>



<li>Carolina (MA)</li>



<li>Riachão (MA)</li>



<li>Porto Franco (MA)</li>



<li>Balsas (MA)</li>
</ul>



<p>“São regiões que compram os insumos via Maranhão e também levam os grãos para o Porto de Itaqui, e São Luís (MA). &nbsp;É um corredor logístico extremamente importante, e essa ponte voltando a funcionar, com certeza vai trazer benefícios para todos que poderão utilizá-la novamente”, avalia Caroline.&nbsp;</p>



<p><strong>Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira: liberação do tráfego prevista para o fim de dezembro</strong></p>



<p>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes&nbsp;<a href="https://www.gov.br/dnit/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(DNIT)</a>&nbsp;informou que a previsão é de que o trânsito no trecho seja liberado até o final de dezembro de 2025. Segundo a autarquia, mais de 80% das obras já foram concluídas.&nbsp;</p>



<p><strong>Reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira: tráfego pode ser liberado até o fim de dezembro, diz DNIT</strong></p>



<p>“Atualmente, faltam apenas duas aduelas convencionais e três aduelas de fechamento, que são essenciais para finalizar o projeto. As aduelas têm 4,5 metros de comprimento e estão localizadas nos lados do Maranhão e Tocantins”, afirmou o órgão.&nbsp;</p>



<p>Além disso, as equipes já iniciaram os trabalhos de acabamento, incluindo o tratamento do concreto e a instalação de guarda-corpos.&nbsp;</p>



<p><strong>O incidente</strong></p>



<p>A queda da ponte ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024. &nbsp;O DNIT informou que o desabamento ocorreu porque o vão central da ponte cedeu. Pelo menos 14 pessoas morreram. Por conta do incidente, foram estabelecidas rotas alternativas para travessia do Rio Tocantins.&nbsp;</p>



<p><em>Por Marquezan Araújo/Brasil 61. </em></p>
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		<title>Caminhão com carga de agrotóxicos é retirado de rio após desabar de ponte entre Tocantins e Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 12:30:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Aguiarnópolis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um caminhão que caiu com o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre o Tocantins e o Maranhão, foi retirada do Rio Tocantins nesta segunda-feira (13). O cavalo mecânico veículo Volvo/FH 500 foi içado da água com ajuda de guindastes na margem do rio. A queda da ponte aconteceu no dia 24 de dezembro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais um caminhão que caiu com o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre o Tocantins e o Maranhão, foi retirada do Rio Tocantins nesta segunda-feira (13). O cavalo mecânico veículo Volvo/FH 500 foi içado da água com ajuda de guindastes na margem do rio.</p>



<p>A queda da ponte aconteceu no dia 24 de dezembro de 2024, deixando 14 mortos, três desaparecidos e um ferido. A ponte que ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) pela BR-226. Carretas, caminhonetes e carros de passeio foram parar no fundo do rio com escombros do vão central da ponte.</p>



<p>A ação para retirada do caminhão começou na quinta-feira (9). Com ajuda de balões de reflutuação com capacidade de cinco tonelada e o trabalho de mergulhadores, o veículo submergiu. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), informou na sexta-feira (10), que o caminhão seria transportado por rebocadores até a margem do rio.</p>



<p>O DNIT explicou que também foi feita a retirada da carreta do mesmo caminhão, no final desta segunda-feira, conforme etapas de planejamento. Depois da retirada do rio, o Departamento informou que os veículos são encaminhados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para os devidos procedimentos.</p>



<p>Com relação às bombonas de defensivos agrícolas que eram transportadas pela ponte no momento do colapso, três já foram localizadas e removidas.</p>



<p>Uma equipe técnica composta por dez mergulhadores, equipamentos especializados, entre eles geradores de 40 e 170 kVA, compressor, tenda de cobertura, lancha e balsa de apoio, além de balões de diferentes capacidades, guindaste e escavadeira estão sendo usados na retirada dos veículos do rio.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/xdjBibAA0gZ-JxzLTHG-aym6aWo=/0x0:1200x823/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/p/C/BJCnVdQ72RZY4cIDaI3Q/modelo-foto-fundo-borrado-9-.png" alt="Carreta foi retirada do Rio Tocantins nesta segunda-feira (13) — Foto: Reprodução/Instagram Elias Júnior"/></figure>



<p>Carreta foi retirada do Rio Tocantins nesta segunda-feira (13) — Foto: Reprodução/Instagram Elias Júnior</p>



<p><strong>Relembre</strong></p>



<p>O vão da ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro do ano passado. Na época foi apurado pelas forças de segurança que duas caminhonetes, um carro, três motos e quatro caminhões passavam pelo local no momento do colapso. Três desses caminhões carregavam ácido sulfúrico e agrotóxicos.</p>



<p>As ações para início da retirada dos veículos e posterior remoção dos galões dependeu de um mapeamento da área e um estudo técnico, conforme detalhou o departamento anteriormente.</p>



<p>O momento em que a estrutura cedeu foi registrado pelo vereador Elias Junior (Republicanos). O que restou da estrutura antiga, após a queda, foi demolido no dia 2 de fevereiro e, logo depois, começaram as obras. A previsão é de que a obra seja entregue ainda em 2025.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/kenxTu1NcBBboprxFr96ESUJIbM=/0x0:1785x869/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/L/B/DCDns0QBScmvUhVa0ybQ/carro.png" alt="Carro ficou preso em fenda aberta na ponte entre o Tocantins e o Maranhão — Foto: Divulgação/ Instagram VShenrique"/></figure>



<p><em>Carro ficou preso em fenda aberta na ponte entre o Tocantins e o Maranhão — Foto: Divulgação/ Instagram VShenrique</em></p>



<p><strong>Íntegra da nota do DNIT</strong></p>



<p><em>O DNIT informa que foi retirado, nesta segunda-feira (13), o cavalo mecânico do caminhão Volvo/FH 500, conforme o cronograma da operação de reflutuação no Rio. A ação contou com o uso de balões de reflutuação com capacidade de até cinco toneladas, que permitiram elevar o veículo com segurança e eficiência.</em></p>



<p><em>A retirada da carreta do mesmo caminhão foi retirada no final desta segunda-feira, dando continuidade às etapas planejadas da operação.</em></p>



<p><em>No que diz respeito às bombonas de defensivos agrícolas, três já foram localizadas e removidas. Todos os veículos recuperados são encaminhados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para os devidos procedimentos.</em></p>



<p><em>A operação mobiliza uma equipe técnica composta por dez mergulhadores e diversos equipamentos especializados, entre eles geradores de 40 e 170 kVA, compressor de 910 pcm, tenda de cobertura, lancha e balsa de apoio, além de balões de diferentes capacidades, guindaste e escavadeira.</em></p>



<p><em>A autarquia reforça que a região se encontra em período de chuvas, o que pode influenciar o andamento das atividades. Novas informações serão divulgadas à medida que a operação avançar.</em></p>



<p><em>Por Patricia Lauris, g1 Tocantins e TV Anhanguera.</em></p>
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		<title>Obras da ponte que liga Maranhão e Tocantins avançam e chegam a 75% de execução, segundo DNIT</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/obras-da-ponte-que-liga-maranhao-e-tocantins-avancam-e-chegam-a-75-de-execucao-segundo-dnit/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 12:53:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[DNIT]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As obras de reconstrução da ponte Juscelino Kubitscheck, que liga o Maranhão ao Tocantins, estão com 75% dos serviços executados e finalizados, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). A ponte caiu em dezembro de 2024 e a previsão é que a obra seja entregue até o fim de 2025. A ponte sobre o Rio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As obras de reconstrução da ponte Juscelino Kubitscheck, que liga o Maranhão ao Tocantins,<strong> estão com 75% dos serviços executados e finalizados</strong>, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). A ponte caiu em dezembro de 2024 e a previsão é que a obra seja entregue até o fim de 2025.</p>



<p>A ponte sobre o Rio Tocantins liga os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnopólis (TO) e faz parte de um trecho da BR-226. O investimento do Governo Federal para a reconstrução da estrutura é de R$ 171,1 milhões.</p>



<p>A estrutura que fará a travessia do Rio Tocantins&nbsp;terá 630 metros de extensão,&nbsp;19 metros de largura&nbsp;e um&nbsp;vão livre de 154 metros. Essa nova estrutura deverá receber um&nbsp;sistema de monitoramento de deformações e vibrações.</p>



<p>De acordo com o DNIT, a ponte terá duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro.</p>



<p>O acidente causou a morte de 14 pessoas e até hoje,&nbsp;<strong>três seguem desaparecidas</strong>, segundo a Marinha do Brasil. São elas&nbsp;<strong>Salmon Alves Santos</strong>, de 65 anos;&nbsp;<strong>Felipe Giuvannuci Ribeiro</strong>, 10 anos, e<strong>&nbsp;Gessimar Ferreira da Costa</strong>, de 38 anos.</p>



<p>Um laudo da Polícia Federal apontou que a <strong>ponte desabou por conta da deformação do vão central</strong>, causado pelo <strong>excesso de peso dos veículos</strong>.</p>



<p><strong>Detalhes da nova estrutura</strong></p>



<p>Após o desabamento da ponte, o que sobrou da estrutura foi implodido em 2 de fevereiro e, logo depois, as obras foram iniciadas no local. Foram usados mais de 250 kilos de explosivos.</p>



<p>A estrutura está sendo construída com o método de balanço sucessivo. A técnica é utilizada para construir pontes e viadutos de grandes vãos, especialmente, quando não é possível usar escoramentos convencionais apoiados no solo.</p>



<p>Com isso, a estrutura está sendo executada em segmentos que são concretados ou pré-moldados e avançam em balanço. Eles são colocados um atrás do outro a partir de um ou mais pilares. Em setembro, foram colocados todas as 24 fundações e os 26 pilares da ponte.</p>



<p>As 45 vigas pré-moldadas que vão compor a nova Obra de Arte Especial (OAE) também foram concluídas e a montagem de cinco das nove lajes foram concretadas.</p>



<p>Ao todo, mais de 500 profissionais se revezam em dois turnos, somando quase 24 horas de trabalho, inclusive aos domingos e feriados, para entregar a estrutura no prazo.</p>



<p><strong>O acidente</strong><a href="https://globoplay.globo.com/categorias/lollapalooza/?origemId=1779&amp;utm_source=g1&amp;utm_medium=tapume&amp;utm_campaign=aq-org_g1_conteudo_up_perf_banner_web_tier2_live_lolla-24&amp;utm_content=banner&amp;utm_term=tapume-g1-assista"></a></p>



<p>O acidente aconteceu na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados de Maranhão e Tocantins no dia 22 de dezembro de 2024.</p>



<p>A estrutura foi construída na década de 1960, tem 533 metros de extensão e liga as cidades de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, pela BR-226.</p>



<p>O laudo final que aponta as causas do desabamento aponta que a ponte desabou por conta da deformação do vão central,<strong> causada pelo excesso de peso dos veículos</strong>. O processo de colapso durou entre 15 segundos. O vão central caiu em menos de um segundo.</p>



<p>A perícia da Polícia Federal durou mais de sete meses. Os peritos usaram drones, scanners a laser e modelagem 3D para reconstruir a cena do colapso.</p>



<p>Dos veículos que caíram no rio estavam carretas carregadas de defensivos agrícolas e ácido sulfúrico. O processo de retirada desses materiais ainda não foi finalizado.</p>



<p><em>Por g1 MA. </em></p>
<p>The post <a href="https://tocantinsrural.com.br/obras-da-ponte-que-liga-maranhao-e-tocantins-avancam-e-chegam-a-75-de-execucao-segundo-dnit/">Obras da ponte que liga Maranhão e Tocantins avançam e chegam a 75% de execução, segundo DNIT</a> appeared first on <a href="https://tocantinsrural.com.br">Tocantins Rural</a>.</p>
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		<title>Famílias ainda aguardam respostas sete meses após queda de ponte entre TO e MA</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/familias-ainda-aguardam-respostas-sete-meses-apos-queda-de-ponte-entre-to-e-ma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 16:57:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[sete meses]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de sete meses se passaram desde a queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Tocantins e do Maranhão pela BR-226. Das 18 pessoas que atravessavam a estrutura no momento do colapso, três ainda não foram encontradas. A falta de respostas é motivo de angústia para as famílias, que não conseguem &#8216;encerrar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mais de sete meses se passaram desde a queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Tocantins e do Maranhão pela BR-226. Das 18 pessoas que atravessavam a estrutura no momento do colapso, três ainda não foram encontradas. A falta de respostas é motivo de angústia para as famílias, que não conseguem &#8216;encerrar o ciclo&#8217;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;A gente precisa fechar esse ciclo que a gente não fechou. A gente está nesta expectativa, nessa espera que é angustiante, que demora demais. A gente não sabe onde buscar, a quem recorrer. É muito difícil para a família&#8221;, disse Maristelia Alves Santos em entrevista à TV Anhanguera, ela é professora e irmã de um dos desaparecidos.</p>
</blockquote>



<p>O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024 e o que restou da ponte foi demolido no dia 2 de fevereiro deste ano. Carretas, caminhonetes e carros de passeio ainda estão no fundo do Rio Tocantins, <strong>assim como mais de 1,3 mil galões de ácido sulfúrico e defensivos agrícolas </strong>que eram transportados quando o vão central desabou.</p>



<p>Dentre os 17 desaparecidos iniciais, foram confirmadas 14 mortes e três pessoas seguem desaparecidas, segundo a Marinha do Brasil. As vítimas que ainda não foram localizadas são Salmon Alves Santos, de 65 anos, Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos, e Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos.</p>



<p>Alessandra do Socorro Ribeiro, de 40 anos, que também morreu no acidente, era esposa de Salmon e avó de Felipe. O corpo dela foi o último a ser encontrado pelas equipes de resgate.</p>



<p>No momento em que a ponte desabou, o casal e a criança, que moravam em Palmas, seguiam para o Maranhão, para passar o Natal com a família de Alessandra.</p>



<p>A professora Maristelia Alves Santos, irmã de Salmon, contou que depois de tantos meses, ainda não é possível ter um atestado de óbito das vítimas, que oficialmente são consideradas desaparecidas.</p>



<p>Nos dias que se passaram após a tragédia, a família viveu momentos de angústia durante as buscas pelas vítimas do acidente, sempre na expectativa do encontro dos corpos. Maristelia ajudou a reconhecer o corpo de Alessandra pelas roupas que ela usava, mas após mais de sete meses, Salmon e Felipe ainda não foram localizados.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Sempre naquela expectativa e infelizmente a gente não teve como fazer um velório para meu irmão. E até hoje a gente não tem a certidão de óbito dele. Ele está como desaparecido, não como morto. O que a família quer hoje, pelo menos, é a certidão de óbito. Porque enterrar a gente não tem mais essa esperança&#8221;, lamentou.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/oivK-vGGKn34DfP6n8fCg1y2Teg=/0x0:1561x903/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/i/e/8A6gKrTyGcNStEnhdUUg/salmon-e-alessandra.png" alt="Alessandra do Socorro Ribeiro e Salmon Alves Santos morreram na queda da ponte JK — Foto: Divulgação/ Redes Sociais"/></figure>



<p><em>Alessandra do Socorro Ribeiro e Salmon Alves Santos morreram na queda da ponte JK — Foto: Divulgação/ Redes Sociais</em></p>



<p><strong>Processo demorado</strong></p>



<p>A família ainda pode ter que esperar mais para conseguir encerrar o ciclo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a declaração de morte presumida pode ser fornecida em casos de desaparecimento sem localização de corpo, como aconteceu com Salmon, Felipe e Gessimar. Mas somente por via judicial.</p>



<p>Por isso, a família precisa formalizar um requerimento e o Poder Judiciário vai analisar a documentação para deliberar sobre a emissão da certidão de óbito&nbsp;<em>(veja nota na íntegra no fim da reportagem).</em></p>



<p>O Corpo de Bombeiros, que integrou as equipes de buscas, informou que os trabalhos duraram 42 dias ininterruptos e que o encerramento oficial aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2025, véspera da implosão da estrutura remanescente da ponte. Mas segue mobilizando as comunidades locais para informar o Corpo de Bombeiros, por meio do telefone de emergência 193, em caso de novos detalhes <em>(veja nota na íntegra no fim da reportagem).</em><a href="https://globoplay.globo.com/categorias/lollapalooza/?origemId=1779&amp;utm_source=g1&amp;utm_medium=tapume&amp;utm_campaign=aq-org_g1_conteudo_up_perf_banner_web_tier2_live_lolla-24&amp;utm_content=banner&amp;utm_term=tapume-g1-assista"></a></p>



<p><strong>Último encontro</strong></p>



<p>A última vez que Maristelia e a família viram Salmon foi na manhã do dia 21 de dezembro, um dia antes da ponte desabar. Ele participou de uma novena e se despediu de todos, depois, ele e Alessandra seguiriam viagem.</p>



<p>No domingo, 22 de dezembro, a professora disse que após o almoço, começou a ver as notícias sobre a queda da ponte JK. A família viu a caminhonete de Salmon passando em uma das imagens de pessoas que filmaram a situação da ponte.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;O momento em que nós identificamos a caminhonete foi um baque, um susto muito grande para nossa família toda. Tinha uma Starlink no carro e nós conseguimos identificar por isso, porque ele estava conversando com a gente o tempo todo, com as minhas irmãs, passando mensagem. Ela [Alessandra] passava para o filho também. Era o tempo todo comunicando&#8221;, explicou, contando que o desespero tomou conta da família nesse momento.</p>
</blockquote>



<p>Maristelia também contou que o irmão trabalhou por anos em setores que atuavam justamente na construção de pontes, na parte administrativa. Mas, atualmente, ele estava aposentado.</p>



<p>&#8220;Ele passou a vida toda construindo pontes e veio essa fatalidade, morrer justamente em um acidente onde a ponte caiu. Foi terrível para nós recebermos essa notícia. Ele estava aposentado, muito feliz, tinha comprado uma chácara junto com meu sobrinho, e eles estavam indo todo final de semana e quando não ia para lá, ia para minha chácara. Estava muito perto da família dele&#8221;, lamentou a irmã.</p>



<p>Quando completar um ano do acidente que marcou a família, será celebrada uma missa e, segundo Maristela, contará com a presença dos parentes de Alessandra. &#8220;A gente vai receber a família para não perder esse vínculo, porque eles perderam uma irmã e nós perdemos um irmão. E a gente está junto para superar essa dor&#8221;, afirmou.</p>



<p><strong>Veículos e galões no rio</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/XNq6P9OEu7SZhY3GBMfRV5AXYVc=/0x0:1920x1080/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/T/k/8fLwbsRbmMiMDfzBXxyg/defensivos.jpg" alt="Marinha divulga imagens de tanques que caíram no rio Tocantins; substâncias tóxicas não teriam vazado — Foto: Marinha do Brasil"/></figure>



<p><em>Marinha divulga imagens de tanques que caíram no rio Tocantins; substâncias tóxicas não teriam vazado — Foto: Marinha do Brasil</em></p>



<p>Dentre os veículos que seguem submersos no Rio Tocantins há carretas que carregavam galões com ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.</p>



<p>Conforme laudo da Polícia Federal, que analisou as circunstâncias do colapso da ponte, havia 1,3 mil galões no fundo do rio. Até a conclusão do documento, em maio de 2025,&nbsp;somente 29 haviam sido retirados.&nbsp;A previsão para retirada de todo o material seria setembro de 2025.</p>



<p>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que até esta quarta-feira (30), a Marinha do Brasil conduziu a validação dos protocolos de segurança para analisar as condições do local para a retomada dos trabalhos.</p>



<p>Também ainda será realizado um mapeamento da área e um estudo técnico para poder ser feita a retirada dos veículos&nbsp;<em>(veja nota na íntegra no fim da reportagem).</em></p>



<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que também atua para garantir que o meio ambiente não seja prejudicado pelos materiais que estão na água, informou que está sendo &#8216;elaborado um relatório sobre o assunto após a visita de equipe ao local para vistorias&#8217;.</p>



<p><strong>Íntegra da nota da SSP</strong></p>



<p><em>A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que a declaração de morte presumida é medida judicial cabível em casos de desaparecimento sem localização de corpo, especialmente quando o desaparecimento ocorre em situação de risco à vida, conforme previsto no Código Civil.</em></p>



<p><em>Quando não há risco de vida relacionado ao desaparecimento, a declaração só pode ser solicitada após dois anos da decretação de ausência judicial com curador nomeado. Nos casos em que há presunção de morte em razão de risco grave, como acidentes ou tragédias, o pedido pode ser feito imediatamente.</em></p>



<p><em>O requerimento deve ser formalizado por via legal, cabendo ao Poder Judiciário a análise e eventual declaração, conforme os critérios legais estabelecidos. Além disso, cabe ao juiz analisar os documentos e deliberar sobre a declaração, nos termos da legislação. Após o trânsito em julgado da sentença, a certidão de óbito poderá ser emitida pelo cartório competente.</em></p>



<p><strong>Íntegra da nota do DNIT</strong></p>



<p><em>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que, nesta terça-feira (29) e quarta-feira (30), a Marinha do Brasil está conduzindo a validação dos protocolos de segurança, em razão da complexidade do ambiente e dos riscos envolvidos na operação.</em></p>



<p><em>Após essa etapa, será realizado o mapeamento completo da área e um estudo técnico detalhado para a remoção dos veículos, levando em consideração as características específicas de cada unidade, a profundidade em que se encontram e a presença de escombros.</em></p>



<p><em>O DNIT reforça que todas as ações estão sendo executadas com o rigor técnico e a responsabilidade que a situação exige, priorizando a segurança das equipes e a eficiência das operações.</em></p>



<p><strong>Íntegra da nota dos Bombeiros</strong></p>



<p><em>Em resposta à solicitação de informações, destacamos que, conforme previsão constitucional e legislação infraconstitucional, o Corpo de Bombeiros Militar tem entre suas atribuições a atuação em ações de defesa civil, prevenção e combate a incêndios, buscas, salvamento e resgate, além do apoio a outras atividades de segurança pública. Diante do colapso e da queda da ponte sobre o Rio Tocantins, na divisa entre os estados do Tocantins e Maranhão, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), ocorrido na tarde de 22 de dezembro de 2024, o CBMTO integrou a operação de busca e resgate em conjunto com diversos órgãos, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e a Marinha do Brasil, esta última responsável pelo comando da operação.</em></p>



<p><em>No referido desastre, das 18 vítimas registradas, além daquela resgatada por populares no momento do incidente, 14 (quatorze) das 17 (dezessete) restantes foram localizadas e tiveram seus corpos recuperados. Entretanto, apesar dos esforços intensivos, que incluíram buscas subaquáticas e de superfície, três vítimas não foram encontradas. Mesmo após o encerramento oficial das buscas subaquáticas, equipes do CBMTO permaneceram no local realizando buscas de superfície até o dia 1º de fevereiro de 2025, véspera da implosão da estrutura remanescente da ponte.</em></p>



<p><em>Dessa forma, o CBMTO esteve mobilizado na operação por um total de 42 dias ininterruptos. Além disso, antes da desmobilização das equipes, informamos às comunidades locais que qualquer nova informação relevante deveria ser comunicada ao Corpo de Bombeiros por meio do telefone de emergência 193. Diante do exposto, ressaltamos que eventuais solicitações adicionais sobre a operação podem ser encaminhadas diretamente à Marinha do Brasil, por meio do respectivo Distrito Naval responsável pela área.</em><br><br><em>Por Patricia Lauris, Ana Paula Rehbein, g1 Tocantins e TV Anhanguera.</em></p>
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		<title>Após 7 meses, operação retoma retirada de agrotóxicos do Rio Tocantins deixados por desabamento de ponte</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/apos-7-meses-operacao-retoma-retirada-de-agrotoxicos-do-rio-tocantins-deixados-por-desabamento-de-ponte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 12:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Aguiarnópolis]]></category>
		<category><![CDATA[desabamento]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo do mês de julho, uma equipe técnica do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) vem retomando os trabalhos para a remoção de mais de mil&#160;galões de agrotóxicos&#160;alojados no fundo do rio Tocantins desde dezembro de 2024. Documentos obtidos pela&#160;Repórter Brasil&#160;via LAI (Lei de Acesso à Informação) revelam que o cronograma da operação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao longo do mês de julho, uma equipe técnica do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) vem retomando os trabalhos para a remoção de mais de mil<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/12/24/9-toneladas-de-agrotoxicos-proibidos-na-uniao-europeia-foram-derramados-no-rio-tocantins-eles-nao-somem-alerta-especialista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;galões de agrotóxicos</a>&nbsp;alojados no fundo do rio Tocantins desde dezembro de 2024.</p>



<p>Documentos obtidos pela&nbsp;<em>Repórter Brasil</em>&nbsp;via LAI (Lei de Acesso à Informação) revelam que o cronograma da operação prevê atividades contínuas até setembro.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>São 219 dias desde o acidente com três caminhões que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico. Os veículos caíram no rio após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). Apenas 29 bombonas foram retiradas até agora.</p>



<p>As cargas transportavam substâncias como 2,4-D, picloram e acetamiprido, agrotóxicos classificados como perigosos para a saúde humana e para o meio ambiente. No entanto, a maior parte desse material segue submersa até hoje, sob risco de vazamento.</p>



<p>As ações de retirada começaram logo após o acidente, mas foram&nbsp;<a href="https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/notas/2025/retirada-das-bombonas-de-agrotoxicos-no-rio-tocantins" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suspensas no início de janeiro</a>, após o aumento do nível do rio devido às chuvas e à abertura das comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, localizada a 3 km do ponto do acidente. O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) interrompeu os trabalhos alegando risco à segurança das equipes de mergulho.</p>



<p>Desde então, o processo segue com lentidão. Em maio, o Dnit informou à&nbsp;<em>Repórter Brasil</em>&nbsp;que a retomada das atividades dependia de fatores externos, como clima, força da correnteza e atividade da barragem. Somente no início de julho – pouco mais de seis meses após a suspensão – o órgão confirmou a retomada dos trabalhos.</p>



<p>Em resposta enviada à reportagem, o Ibama afirmou que está elaborando um relatório sobre o tema após visita de equipes ao local.&nbsp;</p>



<p>Já o Dnit informou que uma equipe técnica reiniciou as inspeções no rio no dia 1º de julho, utilizando sonares e equipamentos não tripulados para localizar os veículos e as cargas submersas. A próxima etapa é a de mergulhos técnicos.</p>



<p>Após essa fase, será feito o mapeamento completo do local e um plano de remoção individualizado para cada carga, considerando profundidade, escombros e riscos associados.&nbsp;<a href="https://reporterbrasil.org.br/2025/07/integra-das-respostas-enviadas-para-reportagem-sobre-as-operacoes-de-retirada-de-agrotoxicos-do-rio-tocantins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leia aqui</a>&nbsp;a nota completa.</p>



<p><strong>Análises ainda não detectaram contaminação do rio</strong></p>



<p>Boletins hidrometeorológicos consultados pela<em>&nbsp;Repórter Brasil</em><strong>&nbsp;</strong>mostram que as condições atuais do rio Tocantins são favoráveis para a execução dos mergulhos e da retirada dos galões.</p>



<p>Análises de vazão e nível da água feitas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e pela ANA (Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico) indicam que o rio está sob regime estável, com baixa pluviosidade e correnteza reduzida – cenário oposto ao que justificou a paralisação das atividades em janeiro. A turbidez da água também está baixa, o que favorece a visibilidade subaquática necessária para a operação.</p>



<p>A Usina Hidrelétrica Estreito, responsável pela barragem que influencia o nível do rio, afirmou que opera no modelo “a fio d’água” e que a vazão segue as regras da Resolução ANA nº 070/2021. Segundo o consórcio, qualquer ajuste depende de solicitação e autorização dos órgãos reguladores.</p>



<p>De acordo com o relatório de monitoramento da água do&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/04/28/galoes-de-agrotoxico-viajam-300-km-pelo-rio-tocantins-e-sao-encontrados-no-para/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rio Tocantins</a>, obtido pela&nbsp;Repórter Brasil&nbsp;por meio de LAI, as análises realizadas até o dia 10 de abril não detectaram a contaminação da água por agrotóxicos acima do limite permitido.&nbsp;</p>



<p>Contudo, o risco ambiental persiste. A permanência prolongada dos galões no fundo do rio aumenta as chances de vazamento e de impactos ao ecossistema aquático e às populações que dependem do Tocantins para abastecimento e pesca.</p>



<p><strong>Comunidades se queixam da falta de diálogo com o poder público</strong></p>



<p>O rio Tocantins nasce em Goiás e percorre os estados do Tocantins, Maranhão e Pará. Ele é uma das principais fontes de água da região, utilizado no abastecimento de municípios, na irrigação de lavouras, no sustento de comunidades pesqueiras e até como espaço de lazer para a população.</p>



<p>Apesar da importância do rio para as populações locais, lideranças se queixam da falta de diálogo do poder público com comunidades próximas ao ponto do acidente.</p>



<p>“Não houve, em nenhum momento, nenhum tipo de conversa ou de aproximação dos órgãos responsáveis pela retirada dos materiais que estão no fundo do rio com as comunidades Apinayé”, afirma Ricardo Murakami, representante de uma associação da Terra Indígena Apinayé, na região de Tocantinópolis (TO).</p>



<p>Especialistas apontam que há riscos do consumo contínuo de pequenas quantidades de agrotóxicos, mesmo quando estão dentro dos limites considerados seguros.</p>



<p>Logo após o acidente, a ANA chegou a dizer que a alta vazão do rio Tocantins ajudaria a diluir rapidamente os pesticidas, o que diminuiria os riscos para a população. Para Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não é possível garantir essa afirmação sem que os resultados sejam divulgados à população.</p>



<p>“É muito fácil assumir que está chovendo, que a vazão está alta e que não há risco. É um discurso válido, mas sem dados numéricos, é um discurso vazio”, afirma. “Se está tudo normal, por que não divulgam os dados?”, disse o pesquisador em reportagem publicada em abril, na qual a<em>&nbsp;Repórter Brasil</em>&nbsp;revelou que parte dos galões foi&nbsp;<a href="https://reporterbrasil.org.br/2025/04/galoes-agrotoxicos-viajam-rio-tocantins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">arrastada pela correnteza e chegou a municípios do Pará</a>, a mais de 300 km do local do acidente. Alguns foram recolhidos por prefeituras e devolvidos à empresa responsável pela carga.</p>



<p><em>Conteúdo originalmente publicado em <a href="https://reporterbrasil.org.br/2025/07/retirada-agrotoxicos-submersos-7-meses-rio-tocantins-retomada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Repórter Brasil</a></em>.</p>
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		<title>Seis meses após acidente com vítimas, ponte entre TO e MA tem 50% das obras concluídas</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/seis-meses-apos-acidente-com-vitimas-ponte-entre-to-e-ma-tem-50-das-obras-concluidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 17:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[OBRAS]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Jk]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A construção da nova ponte entre os estados do Tocantins e do Maranhão chegou a 50% dos trabalhos executados nos últimos dias, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A antiga estrutura da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou em dezembro de 2024, deixando 14 mortos e três desaparecidos. A previsão é de que a nova [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A construção da nova ponte entre os estados do Tocantins e do Maranhão chegou a 50% dos trabalhos executados nos últimos dias, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A antiga estrutura da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou em dezembro de 2024, deixando 14 mortos e três desaparecidos.</p>



<p>A previsão é de que a nova ponte,<strong>&nbsp;estimada em R$ 171,1 milhões,</strong>&nbsp;seja entregue ainda em 2025. A obra é tocada por mais de 500 profissionais que se revezam em dois turnos, somando quase 24 horas de trabalho, inclusive aos domingos e feriados.</p>



<p>A ponte está sendo construída entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), na BR-226. O que restou da estrutura antiga, após a queda, foi demolida no dia 2 de fevereiro e, logo depois, começaram as obras da nova ponte.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/9fgVI04Yji3FvdA-IyvFT2bONQY=/0x0:1600x846/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/I/BNpq7zRyAeVKz4lcmy7A/whatsapp-image-2025-07-01-at-09.32.55.jpeg" alt="Reconstrução da ponte que faz divisa entre TO e MA chega a 50% — Foto: Divulgação/DNIT"/></figure>



<p><em>Reconstrução da ponte que faz divisa entre TO e MA chega a 50% — Foto: Divulgação/DNIT</em></p>



<p>De acordo com o Dnit, a nova estrutura está com todas as 24 fundações e os 26 pilares prontos. Equipes estão construindo 45 vigas pré-moldadas que vão compor a nova Obra de Arte Especial (OAE).</p>



<p>&#8220;Todos os pilares estão concluídos. As travessas foram executadas e estamos formando as primeiras vigas pré-moldadas. Estamos trabalhando muito para que tenhamos essa marca da entrega até o final do ano de 2025&#8221;, comentou o superintendente do Dnit, Luiz Antônio Ehret Garcia.</p>



<p>A nova travessia do Rio Tocantins terá 630 metros de extensão, dezenove metros de largura e um vão livre de 154 metros. Serão duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro.</p>



<p>Essa nova estrutura deverá receber um sistema que deve monitorar as deformações e vibrações.</p>



<p>A queda da ponte afetou a economia local, com reflexos na infraestrutura de outros municípios próximos, que passaram a receber o tráfego de veículos. Em Aguiarnópolis, os comerciantes impactados celebram o andamento das obras.</p>



<p>&#8220;Mesmo visualmente a gente consegue entender que o ritmo dela está seguindo. Nós estamos otimistas com essa programação da inauguração em de 22 de dezembro&#8221;, comentou o presidente da associação comercial, Paulo Roberto Dias.</p>



<p><strong>Relembre a queda</strong></p>



<p>A Ponte Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira tinha sido construída em 1960. Pouco antes das 15h do dia 22 de dezembro de 2024, o vão central da estrutura cedeu. Pessoas que estavam nas proximidades conseguiram fazer vídeos do acidente que deixou famílias em luto nos dias que sucederam o colapso.</p>



<p>As condições da estrutura era motivo de reclamação de autoridades e moradores tanto de Aguiarnópolis como de Estreito.&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2025/01/11/vereador-que-filmou-queda-da-ponte-entre-o-to-e-o-ma-diz-que-realidade-da-regiao-mudou-a-gente-sofre-junto.ghtml">Um vereador estava fazendo um vídeo&nbsp;</a>para denunciar a situação da ponte no momento em que ela cedeu.</p>



<p>Dos veículos que caíram no rio estavam carretas carregadas de defensivos agrícolas e ácido sulfúrico. O processo de retirada desses materiais ainda não foi finalizado.</p>



<p><strong>Relembre quem são as vítimas</strong></p>



<p>O desabamento da ponte JK deixou 14 mortos e três desaparecidos, além do sobrevivente Jairo Silva Rodrigues. Ele foi encontrado ferido no rio logo após o colapso da estrutura.</p>



<p>Seguem desaparecidos: Salmon Alves Santos, 65 anos, e o neto, Felipe Giuvannuci, de 10 anos, além de Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos.</p>



<p>Veja quem são as vítimas encontradas no rio:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lorena Ribeiro Rodrigues</strong>, de 25 anos, era natural de Estreito (MA) mas morava em Aguiarnópolis (TO). O corpo dela foi localizado no domingo (22);</li>



<li><strong>Lorranny Sidrone de Jesus</strong>, de 11 anos. O corpo dela foi localizado na terça-feira (24). Ela estava em um caminhão que transportava portas de MDF, que saiu de Dom Eliseu (PA) e que caiu no rio Tocantins;</li>



<li><strong>Kécio Francisco Santos Lopes</strong>, de 42 anos. O corpo dele foi localizado na terça-feira (24). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele era o motorista do caminhão de defensivos agrícolas;</li>



<li><strong>Andreia Maria de Souza</strong>, de 45 anos. O corpo foi encontrado na terça-feira (24). Ela era motorista de um dos caminhões que carregavam ácido sulfúrico;</li>



<li><strong>Anisio Padilha Soares</strong>, de 43 anos. O corpo dele foi localizado na quarta-feira (25);</li>



<li><strong>Silvana dos Santos Rocha Soares</strong>, de 53 anos. O corpo dela foi localizado na quarta-feira (25);</li>



<li><strong>Elisangela Santos das Chagas</strong>, de 50 anos. O corpo dela foi encontrado por mergulhadores na manhã da quinta-feira (26). Ela estava em uma caminhonete, junto com o marido, o vereador Alison Gomes Carneiro (PSD);</li>



<li><strong>Rosimarina da Silva Carvalho</strong>, de 48 anos. O corpo dela foi localizado também na quinta (26);</li>



<li><strong>Alison Gomes Carneiro</strong>, de 57 anos. O vereador do PSD teve o corpo localizado na manhã de domingo (29). Ele estava na caminhonete com a esposa, Elisangela Santos, que também morreu na tragédia.</li>



<li><strong>Cássia de Sousa Tavares</strong>, de 34 anos. O corpo dela foi retirado do rio na terça-feira (31) e estava dentro de um veículo. Ela viajava com a filha, Cecília de três anos e o marido, Jairo Silva Rodrigues. Apenas ele sobreviveu a tragédia.</li>



<li><strong>Cecília Tavares Rodrigues</strong>, de 3 anos. O corpo dela foi retirado do rio na terça-feira (31). A menina viajava com a mãe, Cássia e com o pai, Jairo Silva Rodrigues.</li>



<li><strong>Beroaldo dos Santos</strong>, de 56 anos. Ele foi retirado da água no fim da manhã de quarta-feira (1º), segundo a Marinha. O corpo dele havia sido localizado no domingo (29), dentro da água, na cabine da carreta que transportava as 76 toneladas de ácido sulfúrico.</li>



<li>Na manhã de sexta-feira (3), um corpo foi encontrado no rio Tocantins. Era o mototaxista <strong>Marçonglei Ferreira</strong>, de 43 anos, que trabalhava na região.</li>



<li><strong>Alessandra do Socorro Ribeiro</strong>, de 40 anos, natural de Palmas, no Tocantins. A identificação foi realizada em São Luís por meio de exame de DNA, realizado pelo Instituto de Análise Forense (IGF).</li>
</ul>



<p><em>Por Brenda Santos, Ana Paula Rehbein, Patrício Reis, g1 Tocantins e TV Anhanguera.</em></p>
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