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	<title>Produtividade Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Produtividade Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Produtor do Tocantins alcança produtividade de 76 sacas de soja por hectare na safra 2025/26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 12:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[76 sacas]]></category>
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		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 2025/2026]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cooperado da Castrolanda colheu cerca de 2,6 mil toneladas e se destaca pelos resultados obtidos na última safra.A Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda no Tocantins, encerrou a safra 2025/26 de soja com produtividade média de 76 sacas por hectare. O resultado corresponde a aproximadamente 4,56 toneladas por hectare e totaliza cerca de [&#8230;]</p>
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<p><em>Cooperado da Castrolanda colheu cerca de 2,6 mil toneladas e se destaca pelos resultados obtidos na última safra.<br></em><br>A Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda no Tocantins, encerrou a safra 2025/26 de soja com produtividade média de 76 sacas por hectare. O resultado corresponde a aproximadamente 4,56 toneladas por hectare e totaliza cerca de 2.600 toneladas produzidas em uma área de 570 hectares.</p>



<p>Apesar das dificuldades climáticas registradas ao longo do ciclo, a safra foi considerada satisfatória pela equipe técnica da cooperativa. Segundo o engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, os principais desafios ocorreram durante a implantação da cultura.</p>



<p>“As primeiras chuvas começaram em outubro, mas não se consolidaram. Tivemos precipitações irregulares, o que trouxe dificuldades relacionadas às condições de clima e solo. Em algumas áreas houve perdas por falta de umidade durante o estabelecimento da lavoura”, explica.</p>



<p>O plantio foi realizado entre 13 de outubro e 10 de dezembro, estratégia adotada para aproveitar a janela ideal das culturas de segunda safra. A partir de dezembro, as condições climáticas se tornaram mais favoráveis, permitindo bom desenvolvimento das plantas e a execução do manejo fitossanitário dentro do planejado.</p>



<p>“No decorrer da safra, as condições foram relativamente tranquilas. As aplicações ocorreram conforme o programado e conseguimos manter as doenças em níveis aceitáveis”, afirma.</p>



<p><strong>Chuvas favoreceram grãos, mas dificultaram safrinha</strong></p>



<p>Na reta final do ciclo, o excesso de chuvas voltou a desafiar os produtores. Entre o fim de fevereiro e o início de abril, os volumes registrados ficaram acima do esperado. Embora tenham contribuído para o enchimento dos grãos, as precipitações dificultaram a implantação das culturas de segunda safra. A colheita teve início em 9 de fevereiro e foi concluída em abril, após cerca de 60 dias de trabalho.</p>



<p>Segundo o agrônomo, a produtividade ficou ligeiramente abaixo da registrada em safras anteriores, reflexo das condições climáticas enfrentadas na região. Ainda assim, o desempenho foi considerado positivo quando comparado ao cenário regional.</p>



<p>“Praticamente todos os produtores da região registraram produtividade menor do que em anos anteriores devido ao comportamento das chuvas. Mesmo assim, consideramos uma safra satisfatória e dentro do esperado para as condições que enfrentamos”, avalia.</p>



<p><strong>Diversificação amplia oportunidades</strong></p>



<p>Além da soja, a Fazenda Tropical mantém um sistema diversificado de produção. Atualmente, cerca de 320 hectares são destinados à segunda safra, com aproximadamente 60% da área ocupada por milho ou sorgo. O restante é cultivado com braquiária, além de uma área de 15 hectares destinada ao abacaxi, cultura com ciclo de aproximadamente 24 meses.</p>



<p>De acordo com Schuster, o Tocantins oferece condições favoráveis para a diversificação produtiva, especialmente para produtores que conseguem realizar o plantio da soja dentro da janela ideal, entre outubro e novembro.</p>



<p>O desempenho da propriedade acompanha o avanço da agricultura tocantinense. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 do estado deve se aproximar de 10 milhões de toneladas de grãos, impulsionada principalmente pela produção de soja.</p>



<p><em>Por Revista Cultivar. </em></p>
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		<title>Sumitomo Chemical realiza 3ª edição da Expedição da Produtividade e impacta 2 mil pecuaristas no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 12:28:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Sumitomo Chemical]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sumitomo Chemical, uma das principais empresas globais de pesquisa e desenvolvimento de soluções para agricultura e pecuária, inicia a terceira edição da Expedição da Produtividade, projeto que percorre as principais regiões pecuárias do país com a meta de atender 2 mil pecuaristas até janeiro de 2026. Após impactar 1.275 produtores na edição anterior, a [&#8230;]</p>
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<p>A Sumitomo Chemical, uma das principais empresas globais de pesquisa e desenvolvimento de soluções para agricultura e pecuária, inicia a terceira edição da Expedição da Produtividade, projeto que percorre as principais regiões pecuárias do país com a meta de atender 2 mil pecuaristas até janeiro de 2026.</p>



<p>Após impactar 1.275 produtores na edição anterior, a iniciativa reforça o compromisso da companhia em promover produtividade com sustentabilidade na pecuária brasileira, fundamentado nos pilares do Conceito E: Experiência, Excelência, Eficiência e Equilíbrio.</p>



<p>Durante a Expedição, representantes comerciais e técnicos da Sumitomo Chemical, em parceria com distribuidores regionais, visitam propriedades para avaliar o potencial produtivo das pastagens, realizar diagnósticos detalhados e sugerir estratégias personalizadas e alinhadas à eficiência econômica e ambiental.</p>



<p>“Esse time &#8211; indústria e distribuição, junto aos representantes comerciais &#8211; tem a oportunidade de levar o que há de mais atualizado na experiência de altas produtividades da pecuária a pasto a mais de dois mil pecuaristas. Esse movimento reforça nossa missão de impulsionar uma pecuária cada vez mais eficiente e sustentável. Assim, seguimos materializando nosso compromisso com a excelência na prática e com os compromissos sustentáveis assumidos pela companhia”, afirma Hélio Siqueira, gerente comercial de Pastagem da Sumitomo Chemical.</p>



<p>Entre os destaques desta edição estão o herbicida lançamento Tempest® E, o regulador de crescimento ProGibb®, com foco em Milho Silagem, e os inseticidas Carnadine® e Kaiso®, voltados para o controle da cigarrinha-das-pastagens, praga que vem preocupando produtores.</p>



<p>Inovação &#8211; Simulador de Produtividade</p>



<p>Nesta edição, a companhia também reforça o Simulador de Produtividade das Pastagens, ferramenta que permite ao pecuarista visualizar o potencial anual de produção de forragem, o impacto das plantas daninhas na produtividade e o retorno financeiro após o controle eficiente.</p>



<p>“Com base na vivência em campo e na escuta atenta aos desafios do produtor, a companhia identificou a oportunidade de criar uma ferramenta capaz de potencializar resultados. Assim nasceu o Simulador de Produtividade das Pastagens, um recurso simples e prático que transforma dados em apoio real às decisões do pecuarista, contribuindo para uma pecuária mais eficiente e sustentável”, destacam os idealizadores da iniciativa, Mauricio Peternelli e Carlos Ranulfo, do time de Trade Marketing de Pastagem.</p>



<p>Lançamento</p>



<p>Protagonista do Portfólio E, o Tempest® E é o mais novo herbicida da Sumitomo Chemical, desenvolvido para o manejo de plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle em pastagens. Com formulação exclusiva, possui amplo espectro de controle e alta seletividade, contribuindo para uma aplicação segura sobre o capim.</p>



<p>Por ter uma dose mais concentrada, possibilita o uso de menor volume de produto por hectare em relação a soluções convencionais, o que favorece a otimização logística, a redução do descarte de embalagens e o avanço em práticas de manejo mais eficientes e sustentáveis.</p>



<p>Silagem</p>



<p>Com desempenho comprovado em lavouras de norte a sul do país, o ProGibb®, para milho silagem, atua como regulador de crescimento vegetal, proporcionando maior incremento de massa verde por hectare, melhor tolerância a estresses climáticos e redução do acamamento.</p>



<p>A tecnologia contribui diretamente para aumentar a eficiência alimentar do rebanho. Esta ação eleva o potencial produtivo das fazendas e protege o investimento do produtor. A solução é certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), reforçando o compromisso da Sumitomo Chemical com práticas sustentáveis e com o uso responsável dos recursos naturais.</p>



<p>Compromisso Linha Pastagem</p>



<p>O Conceito E é um propósito criado pela Sumitomo Chemical para proporcionar ao pecuarista brasileiro uma experiência positiva que une excelência no uso do solo, eficiência econômica e equilíbrio entre o meio ambiente e o sistema produtivo. Mais do que um posicionamento, trata-se de um compromisso da companhia em apoiar a pecuária nacional com soluções e iniciativas que gerem valor sustentável, produtividade e segurança para o campo.</p>



<p>Desse propósito nasceu a Expedição da Produtividade. Durante quase três meses, equipes da Sumitomo Chemical e dos distribuidores regionais estarão em campo, organizando visitas, encontros e eventos locais que promovem a troca de conhecimento e a valorização da pecuária brasileira.</p>



<p>Toda a jornada da Expedição da Produtividade Sumitomo Chemical poderá ser acompanhada nos canais oficiais da companhia. Informações sobre o portfólio completo da linha de Pastagens da Sumitomo Chemical podem ser obtidas no: Linhas de Produtos &#8211; Sumitomo Chemical Brasil</p>



<p><strong>Sobre a Sumitomo Chemical &#8211; Soluções para o Agro</strong></p>



<p>Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical &#8211; Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer propostas sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade. No Brasil, a Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.</p>



<p><em>Por Luis Fernando Duarte/Assessoria de imprensa da Sumitomo Chemical.</em></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr></tbody></table></figure>
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		<title>Presente no Tocantins, Frísia registra alta de quase 10% na produtividade da soja na safra 2024/2025</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/presente-no-tocantins-frisia-registra-alta-de-quase-10-na-produtividade-da-soja-na-safra-2024-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 12:41:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frísia Cooperativa]]></category>
		<category><![CDATA[Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Presente no Tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, [&#8230;]</p>
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<p><em>Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis</em></p>



<p>A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, respectivamente. O resultado é cerca de 10% superior comparado com a safra passada. Com 100 anos de história, completados em 2025, e quase uma década no Tocantins, a Frísia é a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, com cerca de 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O presidente da Frísia, Geraldo Slob, afirma que o resultado da cooperativa se deve a um conjunto de ações que visa auxiliar o cooperado a otimizar seus recursos, reduzir seus custos e ampliar o potencial produtivo das áreas. “Esses números foram impulsionados pela tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis. Os dois primeiros fatores podemos controlar, já que investimos constantemente em inovação. Temos um corpo técnico com alta capacidade que se soma ao trabalho eficiente da Fundação ABC, nossa parceira e referência em pesquisa no Brasil”, destaca Slob.</p>



<p>A cooperativa investiu recentemente R$ 53,7 milhões em melhorias em unidades dos dois estados, como um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa (PR) e Tibagi (PR) e obras nos armazéns e secadores de grãos em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins.&nbsp;</p>



<p>Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa tem 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.</p>



<p><strong>100 anos</strong></p>



<p>Com foco no centenário da cooperativa, em 2020, a Frísia lançou o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”,&nbsp; que estruturou um mapa de ações que norteou a cooperativa. Já em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o século da cooperativa. Para este ano, diversas atividades estão programadas. Em fevereiro, aconteceu o lançamento do livro “Histórias que contam a história”. A obra é composta por 100 crônicas que contam os momentos importantes, inspiradores e fundamentais da história da Frísia. Foi inaugurada ainda a “Galeria dos Presidentes”, para eternizar os diretores-presidentes dos Conselhos de Administração ao longo dos 100 anos, e levadas exposições até os entrepostos.&nbsp;</p>



<p>As comemorações continuam ao longo dos próximos meses. Entre elas estão uma exposição no Palácio Iguaçu &#8211; sede do governo do Paraná; o Dia da Família para colaboradores e cooperados e suas famílias, além da realização da ‘Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia’. O evento esportivo acontece no dia 24 de agosto, com pontos de largada e chegada no Parque Histórico de Carambeí. As inscrições podem ser feitas neste link.</p>



<p><strong>História</strong></p>



<p>A trajetória da Cooperativa Frísia começou em 1911 quando as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar.&nbsp;</p>



<p>O contrato de trabalho incluía uma casa, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros por dia (atualmente, essa é a quantidade de leite registrada por minuto), produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível graças à união das quatro pequenas fábricas existentes, originando a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios.</p>



<p>Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu, iniciando o processo de introdução da cultura mecanizada e aprimoramento genético na atividade pecuária, com a vinda dos primeiros gados puros da raça holandesa. Importados diretamente da Holanda, esse plantel bovino tornou a região referência em produtividade com qualidade.</p>



<p>Em 1954, surgiu a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL) e a marca Batavo foi incorporada à CCLPL para industrialização de produtos para o varejo. Já em 1997, a CCLPL transformou-se na Batávia S.A e, em 2007, foi totalmente incorporada por outra empresa do setor. No ano de 2011, a cooperativa retornou à industrialização, com a produção dos seus cooperados. Foi inaugurada a Central de Processamento de Leite Frísia. Em agosto de 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial decide mudar sua denominação social para Frísia Cooperativa Agroindustrial. Em 2016, almejando novas fronteiras, a Frísia concretiza seu plano de expansão, inaugurando seu primeiro entreposto fora do estado de origem, localizado em Tocantins.<br><br><em>Por Ascom. </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Especialistas nacionais debatem inovação e produtividade em evento do Sebrae Tocantins</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/especialistas-nacionais-debatem-inovacao-e-produtividade-em-evento-do-sebrae-tocantins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 11:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae Tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Iniciativa promove cultura da produtividade e oferece orientações práticas ao empreendedor local Com o tema&#160;Tração: a produtividade e inovação que faz o seu negócio andar, o Sebrae Tocantins, em parceria com a Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL) de Palmas,realiza, no dia 04 de setembro, o seminário Inovação e Produtividade. O evento, que tem o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Iniciativa promove cultura da produtividade e oferece orientações práticas ao empreendedor local</em></p>



<p>Com o tema&nbsp;<em>Tração: a produtividade e inovação que faz o seu negócio andar</em>, o Sebrae Tocantins, em parceria com a Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL) de Palmas,realiza, no dia 04 de setembro, o seminário Inovação e Produtividade.</p>



<p>O evento, que tem o propósito de impulsionar a competitividade e a eficiência dos pequenos negócios no Estado, marca a divulgação do Programa ALI Produtividade, que oferece acompanhamento técnico gratuito e personalizado, conduzido por Agentes Locais de Inovação. O objetivo é promover melhorias reais nas rotinas empresariais, desde a gestão de processos internos até a identificação de oportunidades inovadoras com potencial para transformar resultados.</p>



<p>A programação reúne especialistas de renome nacional, reconhecidos pelo impacto direto que promovem na transformação de empresas e na melhoria da performance empresarial em diversas regiões do país. Um dos nomes confirmados é Rafael Medeiros, referência nacional em gestão do tempo e produtividade. Fundador da Time School, ele foi selecionado pelo Comitê Olímpico Brasileiro para capacitar os líderes das delegações que representarão o Brasil nas Olimpíadas de Paris. Ao longo da carreira, já alcançou mais de 500 mil pessoas com palestras, treinamentos e consultorias que reforçam a importância da organização, foco e eficiência nos resultados.</p>



<p>Também integra o time de especialistas a palestrante Tudy Vieira, referência em comportamento empreendedor e inovação. Com sólida experiência na capacitação de líderes, Tudy se destaca pela abordagem prática e inspiradora que conecta teoria e ação de maneira envolvente e transformadora, sempre com foco na realidade dos pequenos negócios.</p>



<p>Outro destaque do evento é Vagner Cassol, profissional de referência nacional nas áreas de inovação e transformação digital. Com vasta experiência na condução de projetos voltados à modernização empresarial e ao uso estratégico de tecnologias no setor produtivo, Cassol vai apresentar uma leitura prática sobre como a inovação pode ser incorporada ao dia a dia das empresas de forma simples, eficiente e com foco em resultados.</p>



<p>Para a analista do Sebrae Tocantins, Adelice Novak, o evento representa uma oportunidade estratégica para empresários, gestores e lideranças que buscam evoluir na gestão e na competitividade de seus negócios. Segundo ela, o encontro oferece acesso a experiências práticas, metodologias eficazes e ferramentas capazes de gerar resultados concretos nas empresas.</p>



<p>“O Programa ALI Produtividade é totalmente gratuito e foi pensado para apoiar micro e pequenas empresas em sua jornada de crescimento. Durante o evento, os participantes vão conhecer de perto soluções que realmente fazem a diferença no dia a dia dos negócios, promovendo mais eficiência, inovação e competitividade”, destaca Adelice.</p>



<p>As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas por meio do site da CDL Palmas, no endereço eletrônico:&nbsp;<a href="http://www.cdlpalmas.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.cdlpalmas.com.br</a>.</p>



<p><em>Por Ascom Sebrae Tocantins. </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Plantio de precisão é fator decisivo para alcançar alta produtividade no campo</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/plantio-de-precisao-e-fator-decisivo-para-alcancar-alta-produtividade-no-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 12:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Plantio de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uniformidade na emergência, espaçamento ideal e tecnologia embarcada, principalmente nas plantadeiras, são essenciais para garantir o máximo potencial produtivo da lavoura desde o início A etapa do plantio é considerada uma das mais determinantes para o sucesso de uma safra. Segundo dados da Embrapa, falhas nessa fase podem reduzir em até 30% o potencial produtivo [&#8230;]</p>
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<p><em>Uniformidade na emergência, espaçamento ideal e tecnologia embarcada, principalmente nas plantadeiras, são essenciais para garantir o máximo potencial produtivo da lavoura desde o início</em></p>



<p>A etapa do plantio é considerada uma das mais determinantes para o sucesso de uma safra. Segundo dados da Embrapa, falhas nessa fase podem reduzir em até 30% o potencial produtivo das lavouras, independentemente da cultura. Isso ocorre porque diversos fatores que afetam diretamente o rendimento final, como emergência uniforme, qualidade das sementes e preparo do solo, têm origem nas decisões tomadas no início do cultivo. Com o avanço da tecnologia no campo, a atenção aos detalhes tornou-se uma exigência para o agricultor que busca eficiência e rentabilidade.</p>



<p>De acordo com Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil, fabricante de plantadeiras de precisão, a produtividade agrícola pode ser representada por uma pirâmide técnica, cuja base é a nutrição do solo, seguida pela emergência das plantas. A partir desse ponto, o papel das máquinas torna-se central. “Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca.</p>



<p>A chave para uma emergência uniforme está na capacidade das máquinas de adaptar a profundidade e a pressão de plantio conforme o tipo de solo. Tecnologias como o Delta Force, presente nas plantadeiras da linha Plantor, ajustam automaticamente a força aplicada pelo carrinho da máquina (Down Force), permitindo o posicionamento ideal da semente, mesmo em diferentes tipos de solos como cascalho, argila, areia ou trilhos de outras máquinas. O controle adequado do Down Force, evitará a compactação excessiva do sulco ou a formação de bolsões de ar, garantindo melhor desenvolvimento radicular e maior eficiência na absorção de nutrientes.</p>



<p>Além da profundidade e pressão, o espaçamento e a distribuição das sementes também exercem influência direta no crescimento das plantas. Quando este é muito estreito, há aumento da competição entre as culturas, o que pode resultar em lavouras mais fracas e propensas a doenças devido à menor ventilação. Por outro lado, espaçamentos mais largos subutilizam a área cultivável e favorecem a evaporação da água do solo. “O ideal é à medida que permite boa interceptação da luz solar, arejamento adequado e uso eficiente dos recursos disponíveis&#8221;, reforça Cassalha.</p>



<p>A distribuição correta das sementes no sulco é outro ponto crítico. Quando dispostas de forma irregular com falhas ou em duplicidade geram desuniformidade na emergência e prejudicam os tratos culturais e a colheita. A uniformidade, por sua vez, contribui para um estande de plantas mais equilibrado e com maior eficiência fotossintética, o que reflete diretamente na produtividade por hectare.</p>



<p><strong>Erros que custam caro</strong></p>



<p>Entre os erros mais comuns que comprometem o plantio, estão o uso de sementes de baixa qualidade ou não adaptadas ao clima local, a realização do plantio fora da época ideal, o preparo inadequado do solo, frequentemente sem análise ou correção e a má regulagem da plantadeira. “A profundidade incorreta, o controle deficiente de pragas e a negligência em relação ao microclima local, como incidência de ventos, geadas ou seca, também figuram como fatores críticos”, alerta o especialista da Crucianelli.</p>



<p>A velocidade de plantio é outro elemento frequentemente subestimado. Embora muitos produtores tentam acelerar essa etapa para aproveitar janelas climáticas curtas, o excesso de velocidade pode comprometer a uniformidade da emergência e a formação correta do sulco. “Mesmo com tecnologias modernas, o tipo de solo ainda dita a velocidade ideal de trabalho. Solos úmidos e argilosos, por exemplo, exigem atenção redobrada quanto ao fechamento do sulco e à distribuição das sementes”, explica Cassalha. A recomendação é seguir as orientações do fabricante e monitorar os resultados agronômicos em tempo real, ajustando conforme necessário.</p>



<p>Outro ponto de atenção para garantir um plantio de alta qualidade, é a calibragem e regulagem das plantadeiras, que devem ser realizadas antes de cada safra, considerando as especificidades de cada cultura. Tecnologias embarcadas, como dosadores a vácuo, sensores de carga, fluxo e motores elétricos, auxiliam na entrega precisa das sementes e permitem ajustes dinâmicos durante a operação, aumentando a eficiência do plantio e reduzindo perdas.</p>



<p>Mesmo diante de condições climáticas adversas, o produtor pode adotar estratégias para preservar a qualidade do plantio, como escalonamento de áreas, escolha de sementes mais tolerantes e análise criteriosa do solo. “Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.</p>



<p><strong>Opções com alta tecnologia</strong></p>



<p>A Crucianelli por meio de uma joint venture com o Grupo Piccin, formando a Aliança Crucianelli Piccin (ACP), disponibiliza aos produtores brasileiros a Plantor, sua plantadora fabricada 100% em território nacional, na unidade industrial de São Carlos-SP. O equipamento é “autotransportável”, oferecido em duas versões: uma com 3,9 metros de largura de transporte e outra com 3,2 metros e sistema de duplo dobramento, sendo a 3,9 metros com até 18 metros na largura de trabalho e a 3,2 com 15 metros na largura de trabalho.<br><br><em>Por Rural Press.</em></p>
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		<title>Estudo revela caminhos para aumentar a produtividade da pecuária sem abrir novas áreas</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/estudo-revela-caminhos-para-aumentar-a-produtividade-da-pecuaria-sem-abrir-novas-areas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 13:15:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Meio-Norte (PI) concluiu que a adoção de sistemas integrados de lavoura-pecuária é a estratégia mais adequada para dar sustentabilidade à produção de grãos na região do Matopiba, área que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A pesquisa avaliou a dinâmica do carbono orgânico no solo e dos [&#8230;]</p>
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<p>Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Meio-Norte (PI) concluiu que a adoção de sistemas integrados de lavoura-pecuária é a estratégia mais adequada para dar sustentabilidade à produção de grãos na região do Matopiba, área que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>



<p>A pesquisa avaliou a dinâmica do carbono orgânico no solo e dos estoques de carbono e nitrogênio sob diversos arranjos de cultivo: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF); Integração Lavoura-Pecuária (ILP) sob plantio direto; Integração Lavoura-Pecuária (ILP) com aração recente do solo; pastagem; e vegetação nativa do Cerrado. As duas opções de ILP e a pastagem apresentaram maiores estoques de carbono e nitrogênio. A Integração Lavoura-Pecuária também garantiu maior quantidade de substâncias húmicas, que são essenciais para a fertilidade, influenciando a retenção de água e nutrientes, a estrutura do solo e a atividade microbiana.</p>



<p>O pesquisador da Embrapa Edvaldo Sagrilo afirma que, com base nos dados dessa pesquisa, para obter maior estoque de carbono no solo, é fundamental que o produtor faça um bom manejo do sistema adotado. Tanto um pecuarista que implantar uma pastagem bem manejada, quanto um agricultor que investir em um sistema ILP bem conduzido terão como consequência esse benefício ambiental.</p>



<p><strong>Vantagens de estocar carbono no solo</strong></p>



<p>O pesquisador ressalta que adotar sistemas que melhoram o estoque de carbono no solo traz várias vantagens. “Primeiramente, o agricultor ganha do ponto de vista financeiro, com a melhoria da fertilidade do solo e, consequentemente, o aumento sustentável da produtividade das culturas. Esses sistemas também otimizam o uso de insumos como fertilizantes, pois reduzem as perdas desse insumo para o meio ambiente, ” relata o cientista.</p>



<p>Além disso, Sagrilo explica que o aumento dos estoques de carbono no solo significa menos emissão para a atmosfera, o que contribui para mitigar o aquecimento global, beneficiando a sociedade como um todo. Por fim, ele lembra que, com o processo de regulamentação do mercado de carbono, o aumento dos estoques no solo poderá resultar, no futuro, no pagamento por serviços ambientais (créditos de carbono) aos produtores.</p>



<p>A capacidade dos solos de atuar como sumidouro (absorvendo e armazenando carbono da atmosfera) ou como fonte (liberando carbono para a atmosfera) depende do equilíbrio entre as entradas e saídas de carbono e está relacionada ao manejo da terra ou da cultura.</p>



<p><strong>Como foi feita a pesquisa</strong></p>



<p>A equipe de pesquisadores acredita que os sistemas de uso da terra afetam de forma distinta os estoques de carbono orgânico no solo, com frações mais estáveis (que demoram a se decompor) sendo obtidas em sistemas integrados como ILP e ILPF e que sistemas integrados estabelecidos no longo prazo podem aumentar os estoques de carbono e nitrogênio em comparação à vegetação nativa do Cerrado. Para estudar essas hipóteses, o grupo comparou estoques de carbono e nitrogênio e a dinâmica das frações de carbono no solo sob condições de pastagem, sistemas de manejo integrado (ILP e ILPF) e vegetação natural.</p>



<p>A pesquisa foi realizada no município de São Raimundo das Mangabeiras (MA), em áreas com características de clima e solo semelhantes, comparando área de Cerrado nativo próxima a outros sistemas de cultivo. Foram observados: sistema ILPF cultivado com braquiária por 13 anos; sistema ILP cultivado por 16 anos com milho consorciado com braquiária e posteriormente soja com milheto; sistema ILP com preparo superficial do solo cultivado da mesma forma, com posterior revolvimento do solo em profundidade para consorciação de milho com capim Marandu; e pastagem cultivada por 15 anos para produção de carne bovina. Cerca de um hectare de cada sistema de manejo foi escolhido para as amostragens de solo, realizadas em quatro profundidades diferentes.</p>



<p>Os resultados das análises indicaram maiores estoques de carbono em sistemas ILP e em pastagem, em todas as profundidades de solo. O sistema de produção ILPF e áreas de Cerrado nativo apresentaram os menores estoques em todas as profundidades.</p>



<p>A implantação de sistema de ILP e pastagem em áreas de Cerrado nativo aumentou consideravelmente os estoques de carbono orgânico e nitrogênio total no solo. Os valores de carbono em ILP com plantio direto, ILP com aração recente no solo, e áreas de pastagem tiveram um incremento de 84%, 108% e 66%, respectivamente.</p>



<p>Os pesquisadores atribuem esse resultado a dois fatores. Primeiro, o estudo foi conduzido em uma área de vegetação nativa baixa com manchas de pastagem e árvores esparsas, que geralmente apresentam baixa fertilidade natural e plantas com pequena capacidade de produzir biomassa, características da região. Assim, os sistemas de ILP e pastagem com Urochloa brizantha proporcionaram a entrada de um volume consistente de resíduos orgânicos. Outro fator apontado é o tempo de adoção desses sistemas de manejo conservacionistas ao longo dos anos, cerca de 16 anos. A literatura aponta que esses sistemas possuem maior potencial para armazenamento de carbono após mais de uma década de adoção.</p>



<p>Fernando Devicari, produtor de soja no município de Brejo (MA), adotou o sistema ILP há 15 anos e o ILPF há nove anos. “O motivo da gente iniciar com esse sistema é que o que a gente fazia não estava dando resultado. Temos um problema bem sério de matéria orgânica aqui na região. A principal cultura era o milho e a gente avaliava a matéria orgânica ano a ano e vinha reduzindo. Aqui, a época chuvosa é muito, muito quente, muito úmido, então essa palhada se degradava muito rápido e aí você fazia uma palhada boa assim para aumentar a matéria orgânica do solo, você ia medir na outra safra e tinha menos em que a safra anterior. A ideia era entrar com algum outro sistema que fosse mais robusto em relação à matéria orgânica e a gente encontrou a integração lavoura-pecuária”.</p>



<p>Hoje, o consórcio de milho e capim ocupa anualmente cerca de 20% da propriedade de Devicari o que o fez perceber melhorias em relação à qualidade do solo. “Quando avaliamos o solo nas áreas em que começamos primeiro, a temos o dobro de matéria orgânica. Então, em áreas da ILP, dobramos a quantidade de matéria orgânica”. Devicari também afirma que, em função dessa mudança, colhe 7,8 sacas de soja a mais por hectare.</p>



<p>Sagrilo explica que embora os resultados apresentados tenham sido obtidos em uma condição e local específicos do Matopiba, o conceito de sustentabilidade embutido nas técnicas utilizadas pode ser extrapolado para outras áreas de Cerrado. “Na verdade, estudos similares vem sendo desenvolvidos em outras regiões do Matopiba e fora dele têm demonstrado uma tendência similar de resultados, em que a adoção de sistemas integrados resulta em melhoria dos indicadores de sustentabilidade produtiva e ambiental, comparados a sistemas convencionais”.</p>



<p><em>Por Embrapa Meio-Norte.</em></p>
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		<title>Alta na produtividade da soja eleva estimativas para a safra 2024/25</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/alta-na-produtividade-da-soja-eleva-estimativas-para-a-safra-2024-25/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 12:39:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mato Grosso]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 24/25]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As consultorias agrícolas estão revisando para cima suas previsões para safra 2024/25 de soja, incentivadas pelas boas produtividades registradas em regiões produtoras, especialmente o Mato Grosso. A Agroconsult elevou nesta quinta-feira (27/3) sua estimativa para a safra de soja no Brasil em 2024/25 para 172,1 milhões de toneladas, acima das 171,3 milhões divulgadas pela empresa em fevereiro. No [&#8230;]</p>
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<p>As consultorias agrícolas estão revisando para cima suas previsões para safra 2024/25 de soja, incentivadas pelas boas produtividades registradas em regiões produtoras, especialmente o Mato Grosso.</p>



<p>A Agroconsult elevou nesta quinta-feira (27/3) sua estimativa para a safra de soja no Brasil em 2024/25 para 172,1 milhões de toneladas, acima das 171,3 milhões divulgadas pela empresa em fevereiro. No ciclo 2023/24, a projeção da consultoria ficou em 155,5 milhões.</p>



<p><strong>Mais Sobre Soja</strong></p>



<p>Em coletiva do Rally da Safra, expedição realizada pela Agronconsult que percorre as principais áreas produtoras de soja, André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, destacou que o rendimento das lavouras variou do início da colheita até agora.</p>



<p>Em Mato Grosso, maior Estado produtor, a estimativa de produção cresceu 3,1 milhões de janeiro até este mês. Por outro lado, nesse mesmo intervalo, o Rio Grande do Sul perdeu 5 milhões de toneladas do seu potencial produtivo.</p>



<p>Em sua apresentação, Debastiani destacou que seis Estados estão com recorde de produtividade neste ciclo, com destaque para Goiás, com 68 sacas por hectare, versus 65,5 sacas na safra passada; e Mato Grosso 66,5 sacas (63 sacas no ciclo passado). Com a confirmação desse rendimento, os produtores mato-grossenses podem superar, pela primeira vez, as 50 milhões de toneladas de soja produzidas.</p>



<p>A Bahia se igualou ao Estado de Goiás com produtividade de 68 sacas por hectare, acima das 67 sacas do último ciclo, e das 70 sacas esperadas em fevereiro. Os produtores baianos poderiam ter um rendimento maior não fosse a estiagem observada no Estado neste mês, segundo o coordenador do Rally da Safra.</p>



<p>Sobre o Rio Grande do Sul, onde a seca tem sido um empecilho para a produção desde o início do ano, Debastiani disse que as altas temperaturas seguem tirando peso dos grãos. “A safra ainda está em aberto, mas depende de umidade para se desenvolver, caso contrário, pode perder ainda mais produtividade”, alertou.</p>



<p>São esperadas 37,5 sacas de rendimento para a soja no Rio Grande do Sul, menor que as 39 divulgadas em fevereiro, e distante das 49,5 sacas projetadas no primeiro mês de 2025.</p>



<p>A nível nacional, a produtividade da soja no ciclo 2024/25 deverá crescer 8,4% neste ciclo em relação ao anterior, podendo alcançar 60 sacas por hectare, de acordo com a Agroconsult.<a href="https://adclick.g.doubleclick.net/pcs/click?xai=AKAOjst43ng6gnYehs-cjRyVZYt37Cm6aTIsak5w1fvxONhEeKQ8hOUMnCb6t1sjQO8yH3Tr20LtgZ0ZVpxHcnHtYycnoWHZCS3hTlFrZSnHGz2dibmdieRRLVfVcAjNaKq2WsDEQdDJD42xPlZ72VQSWbMX_2L5V4cm0oA5aTnvT13-kA-DACMQHWM7nmAXokjQC3kQIEi1TvwqMuE-ph1rdXH01fHiigMmHOFOiE0GB0NwAQ4NuMwJQSD_TWQK7DNS4WS6A6RJp0HyXx2LivYOpLKse3FOGBoeo55Ywz5fhh9AMx7W3jJ-n-3vwQuLPyhaI3ZBIyZ6ofk6HV0qngPRsSj22P6r-ttGbpijaAKQav4_njrTMLYNiaii5Vqs48RVaUsP5hkueOlPKhfDyf9k_GMriFyhw2mlHALWIwpnB0c8IiA&amp;sai=AMfl-YR_kHChtY4wre3Z74sCb8kR37KWe7ucQonNbBFRqPwNW3pRUycYGNFCnQjivQqVazghFCl6o4P51cpgBmzvttfdR2vOiTkWyMkPcsAk5GTbB-sJvzrDiLf9pL5gI0W7qiXp&amp;sig=Cg0ArKJSzGZcBvpT3GOyEAE&amp;fbs_aeid=%5Bgw_fbsaeid%5D&amp;urlfix=1&amp;adurl=http://home.valorone.globo.com/%3Fcampanha%3Dsim%26interno_origem%3Dvone%26interno_midia%3Dopec%26interno_campanha%3Dve_opec_inicio" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<p><strong>Datagro</strong></p>



<p>A Datagro Consultoria também elevou para 169,1 milhões de toneladas sua previsão para a safra de&nbsp;<a class="" href="https://globorural.globo.com/tudo-sobre/agricultura/soja/">soja</a>&nbsp;no Brasil em 2024/25. No mês passado, a projeção indicava 167,6. Se confirmada a atual projeção, a colheita do Brasil deverá crescer 9,2% neste ciclo, acima dos 154,9 milhões da revisada safra do ano passado.</p>



<p>Segundo a consultoria, o principal destaque do levantamento é a recuperação das lavouras em Mato Grosso, responsável pela produção de cerca de 30% da soja brasileira. A Datagro estima que a produtividade média no Estado tenha se elevado em 20,4% se comparado com 2023/24, alcançando 3.900 kg/hectare.</p>



<p>“Caso confirmada, esta será a maior produtividade média registrada na região, superando até mesmo a supersafra de 2022/23, quando o rendimento calculado fora de 3.875 kg/hectare”, destacou a Datagro, em nota.</p>



<p>Com o incremento de área de 2%, atingindo 12,75 milhões de hectares, espera-se que a produção total de&nbsp;<a class="" href="https://globorural.globo.com/tudo-sobre/agricultura/soja/">soja</a>&nbsp;no Mato Grosso seja de 49,76 milhões de toneladas – recorde histórico, até mesmo superior à lavoura total da Argentina, por exemplo, projetada em 48 milhões de toneladas.</p>



<p>Os ganhos esperados em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia compensam as perdas registradas no Paraná e, em maior grau, em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul.</p>



<p>“Para este último, afetado negativamente por temperaturas extremas e estresse hídrico severo, a Datagro estima produção de apenas 16 milhões de toneladas de soja, recuo de 22% em relação ao ciclo anterior”.</p>



<p>No que diz respeito à área de soja, são esperados 47,8 milhões de hectares, incremento de 1,6 milhão de hectares se comparado com o ano anterior.</p>



<p><strong>Milho</strong></p>



<p>O novo levantamento da Datagro também traz perspectivas positivas para o milho brasileiro. Na safra total, a área está estimada em 21,6 milhões de hectares, leve avanço sobre os 21,5 milhões divulgados em fevereiro. Ao todo, a consultoria projeta uma safra 126,9 milhões de toneladas, 4% superior à temporada anterior, quando a colheita chegou em 122,1 milhões de toneladas.</p>



<p>A Datagro projeta uma redução de 7% na área plantada com milho de primeira safra, resultado de baixos incentivos na época do plantio e custos ainda elevados. Não obstante, dada recuperação de 8% no rendimento médio dos Estados, estima-se uma colheita total de 24,8 milhões de toneladas, volume 1% acima do registrado na última temporada.</p>



<p>Em relação ao milho de inverno – responsável por 80% do cereal brasileiro neste ano –, a expectativa é mais otimista. A consultoria prevê incremento de 2,1% na área, alcançando 17,8 milhões de hectares. O rendimento médio deverá mostrar melhora de 2,7% neste ciclo. Assim, espera-se uma produção de 102,1 milhões de toneladas, volume equivalente a 109% do consumo doméstico total durante o ano.</p>



<p>“Com quase 100% das lavouras plantadas dentro da janela ótima de plantio e perspectivas climáticas positivas para os próximos meses, há expectativa de uma safra cheia, melhorando as condições de oferta no Brasil”, destacou a Datagro.</p>



<p><em>Por<strong> </strong>Paulo Santos/Globo Rural. </em></p>
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		<title>Jornada Tecnológica impulsiona produtividade de soja na região de Pedro Afonso</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/jornada-tecnologica-impulsiona-produtividade-de-soja-na-regiao-de-pedro-afonso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 13:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Coapa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Afonso]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, a Jornada Tecnológica de Pedro Afonso e Região chegou à sua 15ª edição. O evento, organizado pela Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA), é um dos principais quando se fala em difusão de novidades e tecnologias voltadas à produção de grãos, troca de experiências e atualização para produtores rurais, profissionais do agronegócio e outros [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2025, a Jornada Tecnológica de Pedro Afonso e Região chegou à sua 15ª edição. O evento, organizado pela Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA), é um dos principais quando se fala em difusão de novidades e tecnologias voltadas à produção de grãos, troca de experiências e atualização para produtores rurais, profissionais do agronegócio e outros interessados no tema.&nbsp;</p>



<p>A última edição, realizada no dia 24 de janeiro, na Fazenda Uruçu, em Pedro Afonso, reuniu cerca de 700 pessoas. Pelo terceiro ano seguido, o Sistema FAET/Senar foi parceiro da COAPA na realização. A jornada ainda recebeu apoio do Sindicato Rural de Pedro Afonso e Região (SIRPAR) e de 17 empresas dos segmentos de sementes, defensivos, fertilizantes, máquinas, equipamentos, finanças e de internet. São elas: J&amp;H Sementes, Uniggel, Grupo Progresso, SeedCorp HO, LG Sementes, Nortox, Agripon, JCO, Yara, Fabiano Parafusos, MaqCampo John Deere, Grandtec, Sicredi, Marca Motors, Autovia Fiat, Grão de Ouro e Movi Conect.&nbsp;</p>



<p><strong>Dinâmica</strong></p>



<p>Em uma área experimental com 16 hectares onde foram instaladas 21 estações, profissionais de cinco empresas desenvolvedoras e produtoras de sementes explanaram sobre potencial produtivo, adaptabilidade aos solos da região, práticas mais eficientes e sustentáveis para o cultivo da oleaginosa e sanidade, além de responderem questionamentos dos participantes.Na sede da Fazenda Uruçu, empresas de diferentes segmentos expuseram máquinas e equipamentos agrícolas de última geração, bioinsumos, fertilizantes e veículos, e ainda disponibilizaram serviços nas áreas financeira e de internet.</p>



<p><strong>Impulso na produtividade</strong></p>



<p>Em um mercado cada vez mais competitivo, a informação confiável é apontada como uma das principais ferramentas para alavancar os índices de produtividade das lavouras de forma sustentável. Neste contexto, o presidente da COAPA, Ricardo Khouri, lembra que a Jornada Tecnológica tem como foco a geração de dados confiáveis.</p>



<p>O dirigente destaca que o uso de cultivares e técnicas apresentadas na jornada, bem como os investimentos em máquinas agrícolas modernas e a aplicação de técnicas de manejo mais eficazes, refletem no aumento da produtividade na região. “Um exemplo é que há 15 safras tínhamos níveis de produtividade em torno de 40 a 45 sacas por hectare e, hoje, se alcança até 80 sacas na mesma área. É uma demonstração inequívoca de que o potencial genético das cultivares de soja e as técnicas aplicadas se aprimoraram”, explicou Khouri, ressaltando ainda a importância da parceria entre a COAPA e as empresas sementeiras.</p>



<p>A presidente do Sindicato Rural de Pedro Afonso e Região (SIRPAR), Simone Sandri, também considera a Jornada Tecnológica fundamental para o aumento no desempenho das lavouras. “Quando começamos a plantar, colher 40 sacas por hectare era ter uma super safra. Atualmente, se colhe até mais que o dobro, graças à tecnologia, inovação e pesquisa. A jornada possibilita ao agricultor conhecer novas cultivares para melhorar sua produtividade e ganhos financeiros”, disse Simone, que também destacou a importância da união da COAPA com o Sistema FAET/Senar, o Sindicato Rural e empresas que participam da jornada.</p>



<p>Para o agricultor Luiz Gilberto Ramos, proprietário da Fazenda Uruçu, que há 11 anos sedia o evento, a jornada auxilia o produtor na tomada de decisão. “No evento, o produtor recebe dados confiáveis e conhece materiais com maior potencial produtivo e mais adaptados à nossa região. Isso diminui a chance de errar”, avalia o agricultor.</p>



<p><strong>Ampla participação</strong></p>



<p>Ao comemorar o êxito de mais uma jornada, o superintendente Juliano Ribeiro ressaltou a presença massiva dos associados da COAPA nas atividades, superando edições anteriores. “Recebemos cooperados de vários municípios, muitos deles novatos que participaram pela primeira vez e elogiaram a organização”, explicou. O executivo também chamou atenção para a apresentação de novas cultivares para plantio na região, garantindo novos patamares de produção.</p>



<p><em>Por Fred Alves/Assessor de Comunicação Coapa.</em></p>
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		<title>Como doses elevadas de calcário podem aumentar a produtividade da soja em até 30%?</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/como-doses-elevadas-de-calcario-podem-aumentar-a-produtividade-da-soja-em-ate-30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2024 14:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Calcário]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A utilização de altas doses de calcário para cultivo de soja de primeira safra, na região do Matopiba (parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), garante um aumento de até 30% na produtividade em relação às doses recomendadas pelos documentos oficiais. Essa é a principal conclusão dos estudos que vêm sendo conduzidos pela&#160;Embrapa Meio-Norte&#160;(PI) na região [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A utilização de altas doses de calcário para cultivo de soja de primeira safra, na região do Matopiba (parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), garante um aumento de até 30% na produtividade em relação às doses recomendadas pelos documentos oficiais.</p>



<p>Essa é a principal conclusão dos estudos que vêm sendo conduzidos pela&nbsp;Embrapa Meio-Norte&nbsp;(PI) na região desde o ano de 2019.</p>



<p>De acordo com a pesquisa, a prática não causa desbalanceamento na fertilidade do solo, embora possa ocorrer uma diminuição dos nutrientes, que pode ser corrigida com adubação.</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-pratica-dificultava-acesso-a-credito-bancario"><strong>Prática dificultava acesso a crédito bancário</strong></h5>



<p>As pesquisas foram iniciadas a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Soja do estado do Piauí (Aprosoja-PI), que identificou, junto a alguns produtores, a utilização de doses de calcário mais elevadas em algumas áreas.</p>



<p>O pesquisador da Embrapa&nbsp;Henrique Antunes&nbsp;explica que a prática tem sido adotada pelo valor dessa commodity.</p>



<p>“Os produtores vêm abrindo áreas com doses mais altas de calcário e já plantando soja, que traz um certo retorno. Em outras situações, começam com forrageiras e no segundo ano entram com a soja”, afirma.&nbsp;</p>



<p>A adoção dessa prática, sem respaldo técnico-científico, dificulta o acesso dos produtores ao crédito bancário, “por isso, a pesquisa ajuda a gerar novos critérios que tragam mais segurança para o agricultor”, avalia.<br><br><strong>Revisão dos documentos oficiais</strong></p>



<p>Antunes afirma que grande parte dos documentos oficiais sobre fertilidade do solo foram elaborados com base em pesquisas das décadas de 1980 e 1990 e que hoje os agricultores utilizam cultivares de soja com características e demandas nutricionais diferentes, sistemas de manejo do solo mais intensivos e maior quantidade de insumos biológicos e nutricionais.</p>



<p>“Tudo isso justifica a necessidade de revisão das documentações oficiais, sobretudo para regiões de fronteira agrícola com condições peculiares”, defende.</p>



<p>O primeiro estudo da Embrapa sobre o tema, realizado em parceria com a Universidade Federal do Piauí&nbsp;(UFPI), buscava avaliar os efeitos da aplicação de altas quantidades de calcário e gesso em áreas de abertura, na fertilidade do solo, no estado nutricional das plantas e na produtividade da soja no Cerrado piauense.</p>



<p>O gesso combinado com o calcário ajuda na melhoria das características do solo reduzindo sua acidez.</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-cultivar-de-soja-utilizada"><strong>Cultivar de soja utilizada</strong></h5>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://imagens-cdn.canalrural.com.br/2024/11/calcario.jpg" alt="Calcário" class="wp-image-4077041" style="width:1174px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Doze Batista/Embrapa</em></figcaption></figure>



<p>O experimento foi conduzido por duas safras agrícolas (2019/2020 e 2020/2021) utilizando a cultivar de soja BRS 9180. Foram testadas cinco doses de calcário (zero, 5, 10, 15 e 20 toneladas por hectare) e quatro de gesso (zero, 1, 2 e 4 toneladas por hectare), em parcelas com&nbsp;dimensões de 13,2 m x 6,6 m.</p>



<p>As doses de 5 toneladas por hectare de calcário e 1 tonelada por hectare de gesso são as mais próximas do padrão atualmente recomendado. Os resultados indicam que doses de calcário próximas a 15 toneladas por hectare praticamente neutralizam a toxicidade do solo por alumínio.</p>



<p>Doses entre 10 e 15 toneladas por hectare aumentaram as concentrações de fósforo e potássio, mas quantidades maiores (entre 15 e 20 toneladas por hectare) reduziram as concentrações desses elementos e de micronutrientes, o que ocasionou perda de rendimento dos grãos.</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-ajuda-do-calcario-na-produtividade"><strong>Ajuda do calcário na produtividade</strong></h5>



<p>O engenheiro-agrônomo Doze Batista de Oliveira, que escreveu sua tese de doutorado na UFPI a partir dos resultados do projeto, explica que a aplicação de uma dose de 10 toneladas de calcário por hectare resultou em aumentos significativos na produtividade da soja, com incrementos de 18% e 12% nas safras de 2019/2020 e 2020/2021, respectivamente.</p>



<p>“Isso demonstra que a calagem promoveu melhorias na fertilidade do solo, o que impulsionou a produção de grãos. O uso combinado de gesso e calcário proporcionou uma rápida melhoria nas características químicas do solo, com a redução da acidez em profundidade”, detalha o agrônomo. </p>



<p>Após os estudos iniciais em parceria com a IFPI, Antunes vem conduzindo outras ações de pesquisa na região do Matopiba e no Pará com o apoio da&nbsp;Rede FertBrasil&nbsp;e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).</p>



<p>Segundo ele, dados posteriores revelam um aumento de&nbsp;<strong>20% e até 30%</strong>&nbsp;na produção da soja em áreas onde foram utilizadas altas doses de calcário e gesso.</p>



<p>Ele explica que, quando se corrige as características do solo com a aplicação desses corretivos e há uma boa incorporação, as raízes das plantas conseguem explorá-lo melhor, atingindo camadas nas quais não conseguiam chegar anteriormente. Ali elas encontram água e nutrientes e passam pelo período sem chuvas sob uma condição de estresse menor.</p>



<p>“O uso de corretivos cria um ambiente propício para o pleno desenvolvimento das plantas, algo fundamental principalmente em regiões de fronteira agrícola, como o Matopiba, que tem uma condição climática um pouco mais sensível, e onde ainda se está criando a fertilidade do solo”, ressalta Antunes. <br><br><strong>Experiências de produtores</strong></p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://imagens-cdn.canalrural.com.br/2024/03/Soja_Foto_RR_Rufino-1024x683.jpg" alt="grãos - soja" class="wp-image-4041523" style="width:1175px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: R.R. Rufino/Embrapa</em></figcaption></figure>



<p>O pesquisador chama a atenção para a diminuição das concentrações de fósforo, potássio e micronutrientes no solo, quando se utiliza elevadas doses de calcário. Isso se reflete na redução de macro e micronutrientes nas plantas; assim, é necessário que o produtor se atente para uma adubação que corrija essas deficiências.&nbsp;</p>



<p>A experiência do consultor Diógenes Brandalize tem sido positiva. Ele trabalha com uma propriedade de 3 mil hectares no município de Água Branca (PI), na qual planta soja, milho, sorgo e milheto e costumava utilizar 4 toneladas de calcário e meia tonelada de gesso por hectare. Há três anos, passou a empregar doses mais elevadas visando maior produção. O resultado foi um ganho de 20% na produtividade.</p>



<p>Há agricultores que participam do projeto, seguem com o manejo tradicional e aguardam os resultados definitivos das pesquisas. É o caso de Luís Fernando Devicari, que produz soja e milho, além de criar bovinos e ovinos numa propriedade de 1.020 hectares, na Fazenda Barbosa, em Brejo (MA).</p>



<p>Devicari relata que costuma utilizar cerca de três toneladas de calcário por hectare, em áreas de abertura e, a cada dois ou três anos, acrescenta uma tonelada por hectare.</p>



<p>“Em algumas áreas mais deficitárias aqui na região, os produtores usam doses maiores. Aqui na fazenda, fazemos análise do solo todos os anos e, quando necessário, a gente coloca calcário”, conta.</p>



<p>O engenheiro-agrônomo e consultor Christofer Andre Garanhani, de Paragominas (PA), afirma que os estudos têm ajudado o produtor a tomar decisões sobre o volume de calcário a ser utilizado nas propriedades.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Com a extensão de áreas bastante argilosas que a gente tem, as doses de calcário precisam ser revistas. E os trabalhos aqui têm comprovado que a gente precisa de doses crescentes, principalmente para a composição, formação do perfil e depois, logicamente, para as reposições.”</p>
</blockquote>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-doses-baixas-de-calcario-ja-nao-fazem-efeito"><strong>“Doses baixas de calcário já não fazem efeito”</strong></h5>



<p>Ele conta que havia uma expectativa para o uso de doses até mais elevadas, mas com os resultados das pesquisas compreenderam como deve ser utilizado o calcário, buscando equilíbrio para a qualidade do solo. Garanhani acredita que a maior barreira para a adoção dessa prática é o custo mais alto.</p>



<p>“Em uma região de fronteira, a gente tem muito custo de abertura, construção e infraestrutura, mas acredito que a maioria dos produtores sabe que doses baixas já não fazem o mesmo efeito, principalmente quando a gente trata de cultivares que já têm alto potencial genético”, analisa.</p>



<p>Brandalize acredita que os produtores da região estão começando a adotar essa prática. “Está ocorrendo uma migração lenta e gradual; em alguns casos, os produtores parcelam a dose total mais alta. A dificuldade de acesso ao crédito atrapalha de certa forma”, conta.&nbsp;</p>



<p><em>Por Canal Rural. </em></p>
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		<title>Elevadas doses de calcário no solo aumentam produtividade da soja no Matopiba</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/elevadas-doses-de-calcario-no-solo-aumentam-produtividade-da-soja-no-matopiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 14:21:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[MATOPIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A utilização de altas doses de calcário para cultivo de soja de primeira safra, na região do Matopiba, garante um aumento de até 30% na produtividade, em relação às doses recomendadas pelos documentos oficiais. A prática não causa desbalanceamento na fertilidade do solo, embora possa ocorrer uma diminuição dos nutrientes, que pode ser corrigida com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A utilização de altas doses de calcário para cultivo de soja de primeira safra, na região do Matopiba, garante um aumento de até 30% na produtividade, em relação às doses recomendadas pelos documentos oficiais. A prática não causa desbalanceamento na fertilidade do solo, embora possa ocorrer uma diminuição dos nutrientes, que pode ser corrigida com adubação. Estas são as principais conclusões dos estudos que vêm sendo conduzidos pela Embrapa Meio-Norte (PI) nos estados do Piauí, Maranhão e Pará desde o ano de 2019. O Matopiba abrange parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>



<p>As pesquisas foram iniciadas a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Soja do Estado do Piauí (<a href="https://aprosojapi.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aprosoja-Piauí</a>), que identificou, junto a alguns produtores, a utilização de doses de calcário mais elevadas em algumas áreas. O pesquisador da Embrapa&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/351901/henrique-antunes-de-souza" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Henrique Antunes</a>&nbsp;explica que a prática tem sido adotada pelo valor dessa commodity. “Os produtores vêm abrindo áreas com doses mais altas de calcário e já plantando soja, que traz um certo retorno. Em outras situações, começam com forrageiras e no segundo ano entram com a soja”, afirma.&nbsp;</p>



<p>A adoção dessa prática, sem respaldo técnico-científico, dificulta o acesso dos produtores ao crédito bancário, “por isso, a pesquisa ajuda a gerar novos critérios que tragam mais segurança para o agricultor”, avalia Antunes. Ele afirma que grande parte dos documentos oficiais sobre fertilidade do solo foram elaborados com base em pesquisas das décadas de 1980 e 1990 e que hoje os agricultores utilizam cultivares de soja com características e demandas nutricionais diferentes, sistemas de manejo do solo mais intensivos e maior quantidade de insumos biológicos e nutricionais. “Tudo isso justifica a necessidade de revisão das documentações oficiais, sobretudo para regiões de fronteira agrícola com condições peculiares”, defende.</p>



<p>O primeiro estudo da Embrapa sobre o tema, realizado em parceria com a Universidade Federal do Piauí&nbsp;<a href="https://www.ufpi.br/">(</a><a href="https://www.ufpi.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFPI</a>), buscava avaliar os efeitos da aplicação de altas quantidades de calcário e gesso em áreas de abertura, na fertilidade do solo, no estado nutricional das plantas e na produtividade da soja no Cerrado piauiense. O gesso combinado com o calcário ajuda na melhoria das características do solo reduzindo sua acidez.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/86473972/241119_Calca%CC%81rioSolo__HenriqueAntunes_preparo+do+solo.jpg/d3a27bfd-679b-a5ce-8062-64a800f4e8eb?t=1731864567884" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://www.embrapa.br/documents/10180/86473972/241119_Calca%CC%81rioSolo__HenriqueAntunes_preparo+do+solo.jpg/d3a27bfd-679b-a5ce-8062-64a800f4e8eb?t=1731864567884" alt=""/></a></figure>



<p><em>Foto: Henrique Antunes</em></p>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-a-pesquisa"><strong>A pesquisa</strong></h5>



<p>O experimento foi conduzido por duas safras agrícolas (2019/2020 e 2020/2021) utilizando a cultivar de soja BRS 9180. Foram testadas cinco doses de calcário (zero, 5, 10, 15 e 20 toneladas por hectare) e quatro de gesso (zero, 1, 2 e 4 toneladas por hectare), em parcelas com&nbsp;dimensões de 13,2 m x 6,6 m. As doses de 5 toneladas por hectare de calcário e 1 tonelada por hectare de gesso são as mais próximas do padrão atualmente recomendado. Os resultados indicam que doses de calcário próximas a 15 toneladas por hectare praticamente neutralizam a toxicidade do solo por alumínio. Doses entre 10 e 15 toneladas por hectare aumentaram as concentrações de fósforo e potássio, mas quantidades maiores (entre 15 e 20 toneladas por hectare) reduziram as concentrações desses elementos e de micronutrientes, o que ocasionou perda de rendimento dos grãos.</p>



<p>O engenheiro-agrônomo Doze Batista de Oliveira, que escreveu sua tese de doutorado na UFPI a partir dos resultados do projeto, explica que a aplicação de uma dose de 10 toneladas de calcário por hectare resultou em aumentos significativos na produtividade da soja, com incrementos de 18% e 12% nas safras de 2019/2020 e 2020/2021, respectivamente. “Isso demonstra que a calagem promoveu melhorias na fertilidade do solo, o que impulsionou a produção de grãos. O uso combinado de gesso e calcário proporcionou uma rápida melhoria nas características químicas do solo, com a redução da acidez em profundidade”, detalha o agrônomo.&nbsp;</p>



<p>Após os estudos iniciais em parceria com a IFPI, Antunes vem conduzindo outras ações de pesquisa na região do Matopiba e no Pará com o apoio da Rede FertBrasil e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (<a href="http://www.finep.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Finep</a>). Segundo ele, dados posteriores revelam um aumento de 20% e até 30% na produção da soja em áreas onde foram utilizadas altas doses de calcário e gesso.</p>



<p>Ele explica que, quando se corrige as características do solo com a aplicação desses corretivos e há uma boa incorporação, as raízes das plantas conseguem explorá-lo melhor, atingindo camadas nas quais não conseguiam chegar anteriormente. Ali elas encontram água e nutrientes e passam pelo período sem chuvas sob uma condição de estresse menor. “O uso de corretivos cria um ambiente propício para o pleno desenvolvimento das plantas, algo fundamental principalmente em regiões de fronteira agrícola, como o Matopiba, que tem uma condição climática um pouco mais sensível, e onde ainda se está criando a fertilidade do solo”, ressalta Antunes.&nbsp;</p>



<p>O pesquisador chama a atenção para a diminuição das concentrações de fósforo, potássio e micronutrientes no solo, quando se utiliza elevadas doses de calcário. Isso se reflete na redução de macro e micronutrientes nas plantas; assim, é necessário que o produtor se atente para uma adubação que corrija essas deficiências.&nbsp;</p>



<p>A experiência do consultor Diógenes Brandalize tem sido positiva. Ele trabalha com uma propriedade de 3 mil hectares no município de Água Branca (PI), na qual planta soja, milho, sorgo e milheto e costumava utilizar 4 toneladas de calcário e meia tonelada de gesso por hectare. Há três anos, passou a empregar doses mais elevadas visando maior produção. O resultado foi um ganho de 20% na produtividade.</p>



<p>Há agricultores que participam do projeto, seguem com o manejo tradicional e aguardam os resultados definitivos das pesquisas. É o caso de Luís Fernando Devicari, que produz soja e milho, além de criar bovinos e ovinos numa propriedade de 1.020 hectares, na Fazenda Barbosa, em Brejo (MA). Devicari relata que costuma utilizar cerca de três toneladas de calcário por hectare, em áreas de abertura e, a cada dois ou três anos, acrescenta uma tonelada por hectare. “Em algumas áreas mais deficitárias aqui na região, os produtores usam doses maiores. Aqui na fazenda, fazemos análise do solo todos os anos e, quando necessário, a gente coloca calcário”, declara.</p>



<p>O engenheiro-agrônomo e consultor Christofer Andre Garanhani, de Paragominas (PA), afirma que os estudos têm ajudado o produtor a tomar decisões sobre o volume de calcário a ser utilizado nas propriedades. “Com a extensão de áreas bastante argilosas que a gente tem, as doses de calcário precisam ser revistas. E os trabalhos aqui têm comprovado que a gente precisa de doses crescentes, principalmente para a composição, formação do perfil e depois, logicamente, para as reposições.”</p>



<p>Ele conta que havia uma expectativa para o uso de doses até mais elevadas, mas com os resultados das pesquisas compreenderam como deve ser utilizado o calcário, buscando equilíbrio para a qualidade do solo. Garanhani acredita que a maior barreira para a adoção dessa prática é o custo mais alto. “Em uma região de fronteira, a gente tem muito custo de abertura, construção e infraestrutura, mas acredito que a maioria dos produtores sabe que doses baixas já não fazem o mesmo efeito, principalmente quando a gente trata de cultivares que já têm alto potencial genético”, analisa.</p>



<p>Brandalize acredita que os produtores da região estão começando a adotar essa prática. “Está ocorrendo uma migração lenta e gradual; em alguns casos, os produtores parcelam a dose total mais alta. A dificuldade de acesso ao crédito atrapalha de certa forma”, conta.&nbsp;</p>



<p><em>Por Adriana Brandão/Embrapa Meio-Norte.</em></p>
<p>The post <a href="https://tocantinsrural.com.br/elevadas-doses-de-calcario-no-solo-aumentam-produtividade-da-soja-no-matopiba/">Elevadas doses de calcário no solo aumentam produtividade da soja no Matopiba</a> appeared first on <a href="https://tocantinsrural.com.br">Tocantins Rural</a>.</p>
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