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	<title>Quilombo Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Quilombo Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Mineradora planeja explorar terras raras em área de quilombo no Tocantins</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/mineradora-planeja-explorar-terras-raras-em-area-de-quilombo-no-tocantins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Exploração]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exploração de terras raras no Brasil, um grupo de minérios usados na alta tecnologia e alvo de interesse do governo dos Estados Unidos, afeta ao menos 41 áreas protegidas na Amazônia Legal, entre terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação ambiental. Uma delas é o quilombo Kalunga do Mimoso, no sul do Tocantins. [&#8230;]</p>
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<p>A exploração de terras raras no Brasil, um grupo de minérios usados na alta tecnologia e alvo de interesse do governo dos Estados Unidos, afeta ao menos 41 áreas protegidas na Amazônia Legal, entre terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação ambiental.</p>



<p>Uma delas é o quilombo Kalunga do Mimoso, no sul do Tocantins. Três processos de mineração da empresa Brasmet Exploration Participações estão integralmente dentro da comunidade. A ANM (Agência Nacional de Mineração) já deu sinal verde para o início das pesquisas. Os quilombolas, no entanto, não foram consultados e sequer sabiam da existência da demanda por terras raras em seu território até o contato da reportagem.</p>



<p>“Não temos conhecimento dessa pesquisa. Fiquei surpreso”, relata Eudemir de Melo da Silva, vice-presidente da Associação Kalunga do Mimoso.</p>



<p>Os polígonos requeridos pela empresa somam 5.049 hectares, aproximadamente 7 mil campos de futebol, ou quase 9% do quilombo. Cerca de 270 famílias vivem no território localizado entre os municípios de Arraias e Paranã, em uma região de transição entre o Cerrado e a Amazônia. “O nosso estatuto prevê a coletividade de todas as decisões. Espero que eles [empresa] repensem. A comunidade não tem interesse em mineração”, afirma Silva.</p>



<p>Terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos, como neodímio, escândio e praseodímio, usados na produção de ímãs para turbinas eólicas, carros elétricos, indústria aeroespacial e&nbsp;bélica. O Brasil tem a segunda maior reserva no mundo, atrás apenas da China. A Agência Internacional de Energia&nbsp;projeta um crescimento da demanda&nbsp;por terras raras entre 50 e 60% até 2040.</p>



<p>Na segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil&nbsp;pode discutir&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/economia/lula-defende-soberania-minerais/">a inclusão das terras raras&nbsp;nas negociações das tarifas impostas pelos Estados Unidos</a>. O país já havia sinalizado o entusiasmo nas reservas brasileiras no final de julho, quando o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, declarou que o governo Trump&nbsp;tem interesse nos minerais estratégicos&nbsp;– terras raras entre eles.</p>



<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/08/haddad-agencia-brasil.webp" alt="Mineradora quer explorar terras raras dentro de quilombo no Tocantins" width="1000" height="666"></p>



<p id="caption-attachment-84908"><em>Os minerais críticos e as terras raras podem entrar nas negociações tarifárias com os Estados Unidos, disse nesta semana o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)</em></p>



<p>Segundo dados da ANM analisados pela&nbsp;Repórter Brasil, existem 2,9 mil pedidos ativos para explorar terras raras no país – desse total, 82% foram protocolados a partir de 2022. A maior parte, porém, está em fase&nbsp; de autorização de pesquisa, etapa inicial do processo.</p>



<p>Na Amazônia Legal, os pedidos para mineração de terras raras somam 157 solicitações (5% do total). Em tamanho, porém, as áreas cobiçadas representam 17% de todos os polígonos com requerimentos sobre terras raras no país. O levantamento foi feito pela&nbsp;Repórter Brasil, com apoio da Rainforest Investigation Network (Pulitzer Center) e do grupo PoEMAS, da Universidade Federal de Juiz de Fora.</p>



<p><strong>O que diz a Brasmet</strong></p>



<p>A Brasmet tem outros pedidos para explorar terras raras sobrepostos ao quilombo Kalunga, em Goiás, vizinho ao Kalunga do Mimoso. Localizado do outro lado do rio Tocantins, na divisa que marca os limites da Amazônia Legal, é um dos maiores territórios quilombolas do Brasil.</p>



<p>“Em nenhum momento fomos notificados. A violação maior é as comunidades não saberem o que está acontecendo em relação às próprias vidas. Isso é gravíssimo”, afirma Vercilene Dias, coordenadora da assessoria jurídica da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) e assessora da Associação Quilombo Kalunga. “É uma violação o Estado aprovar uma pesquisa e não notificar a associação que representa o território”, diz.</p>



<p>A mineração dentro de quilombos não é ilegal, porém, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ratificada pelo Brasil, determina que as comunidades sejam consultadas previamente a respeito de atividades econômicas em seus territórios.</p>



<p>Procurada pela&nbsp;Repórter Brasil, a ANM não respondeu até o momento. O espaço permanece aberto.</p>



<p>A reportagem entrou em contato com a Brasmet, empresa ligada ao&nbsp;fundo de investimentos Ropa, com sede em Gibraltar. Dedicado a investimentos em mineração, o fundo afirma em seu site “promover relações positivas com as comunidades locais” e assegurar compromissos com elas.</p>



<p>O representante legal das duas empresas no Brasil, Alexandre Galvão Olímpio, confirmou à&nbsp;Repórter Brasil&nbsp;a sobreposição dos requerimentos minerários com o território quilombola, e disse que até o momento a empresa realizou “levantamentos geológicos de superfície, sem qualquer intervenção física no meio ambiente”.</p>



<p>“Não há obrigação legal de consulta prévia às comunidades locais para a realização deste tipo de atividade, que é considerada de baixíssimo impacto, não ensejando qualquer modificação física da área ou interferência nos modos de vida locais”, declarou Olímpio, por email (veja o posicionamento na íntegra). O fundo foi procurado diretamente pela&nbsp;Repórter Brasil, mas não retornou até o momento.</p>



<p><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/08/mapa-terras-raras-brasmet-quilombos.webp" alt="Mineradora quer explorar terras raras dentro de quilombo no Tocantins" width="1081" height="1080"></p>



<p id="caption-attachment-84909"><em>Cruzamento de dados mostra seis requerimentos minerários da empresa Brasmet sobrepostos ou a menos de 10 km dos quilombos Kalunga do Mimoso, Tocantins, e Kalunga, Goiás (Ilustração: Rodrigo Bento/Repórter Brasil)</em></p>



<p><strong>ANM autorizou pesquisa sem conhecimento dos quilombolas</strong></p>



<p>Os requerimentos da Brasmet foram protocolados em março de 2024. Em abril, ao analisar os processos, a ANM reconheceu que os polígonos estavam sobrepostos às comunidades quilombolas.</p>



<p>“Caso V.Sa. não manifeste expressamente sua desistência do requerimento de autorização de pesquisa no prazo de 10 dias após o recebimento deste comunicado, o processo tramitará normalmente”, escreveu a ANM em ofício enviado à empresa em maio do ano passado. Dois meses depois, a agência concedeu o alvará de pesquisa, válido por três anos. Nesta etapa, são feitos estudos para avaliar a incidência e a qualidade do minério na região.</p>



<p>Contudo, especialistas ouvidos pela&nbsp;Repórter Brasil&nbsp;afirmam que essa fase já teria potencial para causar impactos ambientais e sociais nos territórios, o que obrigaria a consulta às comunidades.</p>



<p>“Como há sobreposição aos territórios quilombolas, essa decisão de aprovar a pesquisa por parte da ANM não deveria ser feita sem a consulta”, afirma Mariel Nakane, assessora técnica do ISA (Instituto Socioambiental). “A pesquisa é o primeiro passo para uma possível futura exploração mineral dentro do território”, acrescenta.</p>



<p>“Apesar de ser menor do que a lavra (exploração), a pesquisa também gera um dano ambiental”, reforça Bernardo Meyer Cabral Machado, do MPF-TO (Ministério Público Federal do Tocantins).</p>



<p>“É uma falha da etapa de pesquisa de não ter a consulta”, concorda Juliana Siqueira Gay, engenheira ambiental e professora no Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da USP.</p>



<p>“Ainda que seja uma pesquisa minerária não invasiva, as empresas não podem lotear o território das comunidades sem consulta”, analisa Rodrigo Magalhães Oliveira, pesquisador da Universidade de Brasília. Ele lembra que, em 2020, a&nbsp;Justiça ordenou o cancelamento de requerimentos minerários&nbsp;em fase inicial sobrepostos a terras indígenas no oeste do Pará.</p>



<p>É o que defende Vercilene Dias, assessora jurídica da Conaq. “A consulta deve ser iniciada assim que for feita a solicitação para pesquisa minerária”, diz.</p>



<p>A ANM foi questionada pela reportagem sobre a necessidade de consulta às comunidades afetadas na etapa de pesquisa, mas não respondeu.</p>



<p><img decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/08/terras-raras-wikimedia-commons.webp" alt="Mineradora quer explorar terras raras dentro de quilombo no Tocantins" width="1000" height="650"></p>



<p id="caption-attachment-84912"><em>Apesar do nome, as terras raras são minérios abundantes; etapas de extração e refino são complexas e explicam alto valor de mercado (Foto: Wikimedia Commons)</em></p>



<p><strong>Mineração em terras quilombolas</strong></p>



<p>No caso dos quilombos, além da Convenção 169 da OIT, o artigo 68 da Constituição Federal garante o direito das comunidades sobre o território, afirma Vandeli Paulo dos Santos, coordenador da Conaq.</p>



<p>Além disso, o estatuto do quilombo Kalunga do Mimoso determina que as decisões devem ser tomadas coletivamente em assembleia. Já o quilombo Kalunga tem um regimento interno que estabelece que as atividades minerárias dependem “do consentimento de todo o povo Kalunga”.</p>



<p>O quilombo Kalunga do Mimoso ainda está em processo de titulação. A comunidade&nbsp;foi certificada pela Fundação Palmares em 2005&nbsp;e, em 2010, o governo federal&nbsp;decretou a desapropriação e criação&nbsp;do território com 57 mil.</p>



<p>“A não demarcação do território não pode ser impedimento ao exercício de direitos pela comunidade. Assim, os processos têm que observar as mesmas regras dos territórios demarcados”, reforça Álvaro Manzano, procurador-chefe do MPF-TO.</p>



<p><strong>Áreas protegidas na Amazônia Legal estão na mira das terras raras</strong></p>



<p>Além da comunidade Kalunga, outros 4o territórios podem ser impactados pela mineração de terras raras na Amazônia Legal, segundo o levantamento da Repórter Brasil, realizado com apoio da Rainforest Investigation Network (Pulitzer Center) e do grupo PoEMAS, da Universidade Federal de Juiz de Fora.</p>



<p>Dos 157 requerimentos na Amazônia, 103 estão dentro ou a menos de 10 km de territórios protegidos. Ao todo, são 41 áreas afetadas: três territórios quilombolas, quatro terras indígenas e 34 unidades de conservação.</p>



<p>Foram analisados os&nbsp; mapas oficiais dos territórios, fornecidos por ANM, Funai, Incra e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.</p>



<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/08/grafico-ranking-terras-raras.webp" alt="" width="1080" height="1081"></p>



<p id="caption-attachment-84914"><em>Ao menos 41 áreas protegidas na Amazônia Legal são afetadas por pedidos de exploração de terras raras (Imagem: Rodrigo Bento/Repórter Brasil)</em></p>



<p>A mais afetada é a Floresta Estadual do Amapá, com 57 requerimentos minerários próximos.</p>



<p>Na sequência estão o Parque Nacional Montanhas do Tucumaque, também no Amapá, com 12 pedidos, e o Quilombo Kalunga do Mimoso (TO), com seis. Cada processo minerário pode afetar um ou mais territórios.</p>



<p>A legislação ambiental não proíbe atividades minerárias a menos de 10 km de áreas protegidas. Porém, especialistas dizem que empresas e órgãos reguladores devem considerar os impactos nos territórios. Na Amazônia Legal, uma&nbsp;portaria federal de 2015&nbsp;determina estudos específicos e a consulta às comunidades indígenas e quilombolas afetadas nestes casos.</p>



<p>“[A distância de 10 km] É uma referência importante tanto para a avaliação dos impactos quanto para proposição de medidas mitigadoras e de monitoramento”, explica Juliana Siqueira Gay.</p>



<p>“Sob o discurso de inovação tecnológica e transição energética, a mineração pode ter um novo boom, avançando sobre áreas protegidas, causando impactos, danos e possíveis novos desastres no país”, aponta Fábio Ishisaki, advogado e assessor de Políticas Públicas do Observatório do Clima.</p>



<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/08/escandio-terras-raras-.webp" alt="" width="1000" height="612"></p>



<p id="caption-attachment-84915"><em>O escândio (acima) é 1 dos 17 elementos que formam as terras raras. Ele é usado na indústria aeroespacial e na fabricação de semicondutores (Foto: Alchemist-hp/Wikimedia Commons)</em></p>



<p>Isso se agrava, segundo ele, com a aprovação da nova lei de licenciamento ambiental, que flexibiliza o regramento para áreas ainda em processo de demarcação. Esse é o caso do quilombo Kalunga do Mimoso e de&nbsp;outros 1.152 territórios quilombolas.</p>



<p>“O Brasil tem uma reserva significativa de minerais críticos, mas temos que ter responsabilidade na hora de explorar esses minerais. Não podemos aceitar a pressão externa e atropelar a responsabilidade ambiental e social”, alerta o procurador Bernardo Meyer Cabral Machado, do MPF-TO.</p>



<p>“Esse argumento que a mineração vem para desenvolver o país ou uma energia limpa é para um grupo isolado. O Brasil até hoje é um país explorado para enriquecer outros países, sobretudo da Europa, EUA e China. A população preta, parda, pobre, indígena, quilombola e as demais comunidades tradicionais não têm nenhum usufruto dessa riqueza”, avalia Vandeli Paulo dos Santos, coordenador da Conaq.</p>



<p><em>Esta reportagem foi realizada com o apoio da Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center</em></p>
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		<item>
		<title>Polícia Federal investiga incêndio em casas de quilombo em Lagoa do Tocantins</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/policia-federal-investiga-incendio-em-casas-de-quilombo-em-lagoa-do-tocantins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 13:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Casas]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[Lagoa do Tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma casa foi incendiada no&#160;Quilombo&#160;Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO). O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (19) e é o quinto caso de uma série de violências contra o território quilombola, que sofre com ameaças desde, pelo menos, 2023. O caso está em investigação pela Polícia Federal (PF). Moradores da área relatam [&#8230;]</p>
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<p>Mais uma casa foi incendiada no&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/07/29/todos-os-negros-do-brasil-sao-quilombolas-so-o-que-falta-e-procurarem-as-suas-raizes/">Quilombo&nbsp;</a>Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO). O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (19) e é o quinto caso de uma série de violências contra o território quilombola, que sofre com ameaças desde, pelo menos, 2023. O caso está em investigação pela Polícia Federal (PF).</p>



<p>Moradores da área relatam ter visto alguns homens passando em motocicletas e, minutos depois, a fumaça. Em um vídeo gravado após o incêndio, um morador da área mostra as cinzas da construção. Feita de palha e madeira, a casa foi rapidamente consumida pelas chamas.</p>



<p>“Eles pegaram a casa, cortaram e juntaram tudo (…). Tocou gasolina e tocou fogo” conta Dalva, nome fictício de uma moradora que pede para não ter a identidade revelada por medo de retaliações. “E aí quando os quilombolas chegaram lá, filmaram. Ainda tinha fumaça”, diz.</p>



<p>Em nota publicada no site oficial, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) informa ter encaminhado um ofício para a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) solicitando providências urgentes em defesa do território.</p>



<p>“O fato agrava ainda mais a insegurança dos moradores e evidencia a necessidade urgente de intervenção efetiva por parte das forças de segurança do Estado para a proteção da comunidade e a apuração rigorosa dos crimes praticados”, destaca Kenia Martins Pimenta, coordenadora da Defensoria Pública Agrária e Ambiental (DPagra).</p>



<p>Ela informa que a defensoria acompanha o caso desde 2023, quando aconteceram os primeiros incêndios. “Estamos cobrando respostas das autoridades nas apurações desses atos criminosos de violência”, diz.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-para-moradores-impunidade-instiga-novos-crimes"><strong>Para moradores, impunidade instiga novos crimes</strong></h4>



<p>No dia 24 de setembro de 2023, moradores estavam dentro de uma casa quando ouviram barulhos do lado de fora. Ao sair, viram chamas no telhado de palha. “Nós apagamos a tempo, antes de queimar mais”, contou um morador, em reportagem publicada pelo&nbsp;<a href="https://deolhonosruralistas.com.br/2023/09/29/empresarios-curitibanos-sao-a-face-oculta-de-violencia-contra-quilombolas-no-to/">observatório De Olho nos Ruralistas</a>.</p>



<p>Naquele ano, os moradores foram ameaçados com tiros disparados perto das casas e tiveram roçados destruídos por tratores comandados pelos invasores da área. Os acusados também barraram a estrada de acesso ao município, deixando os quilombolas isolados.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://assets.brasildefato.com.br/2025/02/Casa-queimada-na-C.Q-Rio-Preto-1_MARCUS-MESQUITA-603x375.png" alt="" class="wp-image-645812" style="width:1170px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Marcas de um dos incêndios de 2023 (Arquivo pessoal)</em></figcaption></figure>



<p>De acordo com reportagem publicada pelo <strong>Brasil de Fato</strong>, os ataques de 2023 se intensificaram depois que a juíza Aline Iglesias do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) revogou a reintegração de posse que ameaçava expulsar as famílias. O pedido negado havia sido feito por Cristiano Rodrigues de Sousa – político que tentou se eleger vice-prefeito da cidade pelo MDB em 2020 – e pela empresa Lagoa Dourada Participações e Serviços S/C Ltda. À época, o <strong>Brasil de Fato</strong> entrou em contato com ambos, mas não teve retorno.</p>



<p>O caso mais recente, no entanto, tem um novo suspeito, um fazendeiro goiano que estaria tentando grilar terras na região. Em janeiro de 2025, ele mandou seus funcionários instalarem uma cerca no território, na tentativa de impedir os moradores de terem acesso ao rio usado para o abastecimento da comunidade.</p>



<p>Os moradores registraram um Boletim de Ocorrência (BO) sobre o caso. Dias depois, em 3 de fevereiro, representantes da DPE-TO estiveram no quilombo, junto de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em uma ação “pra apurar atos de descumprimento duma decisão judicial que assegura a posse da área ao quilombo”, informa Pimenta. Também participaram da ação a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Estado do Tocantins (Sepot), a Secretária Estadual de Igualdade Racial e a Secretária estadual de Direitos Humanos.</p>



<p>Os quilombolas sentem que a impunidade dos casos anteriores instigou novas investidas contra o território. “Como eles não responderam ainda judicialmente, não tiveram que pagar por nenhuma roça que eles destruíram, eles não tiveram que pagar por nenhuma casa que eles queimaram ou que passaram por cima com o trator, eles não tiveram que pagar nada, por fazer esbulho, pelas ameaças, por nada (…) Isso tá causando nos demais fazendeiros também uma sensação de tranquilidade para também nos atacar”.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-violencia-expulsou-familias-do-territorio-ancestral"><strong>Violência expulsou famílias do território ancestral</strong></h4>



<p>A série de ameaças obrigou dezenas de quilombolas a saírem do território ocupado por seus antepassados há pelo menos seis gerações. Atualmente, 30 famílias permanecem na área.</p>



<p>“Quem tem crianças, por exemplo, não pode ficar, porque quando vem os pistoleiros, a gente tem que sair correndo e entrar no rio e tem criança que não consegue porque não sabe nadar”, conta a moradora.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://assets.brasildefato.com.br/2025/02/WhatsApp-Image-2023-09-26-at-14.44.04-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-645815"/><figcaption class="wp-element-caption">Território é ocupado há cerca de seis gerações (Divulgação/Coeqto)</figcaption></figure>



<p>Em 2023, uma equipe da Sepot esteve na região para elaborar um relatório antropológico. O documento lista elementos como o modo de vida comunitário, as manifestações culturais, o cultivo das roças, os utensílios e os relatos dos moradores. “A identidade negra quilombola da comunidade Rio Preto é indiscutível”, indica o laudo, que é um documento importante no processo de demarcação do território. O reconhecimento é essencial para garantir a segurança dos quilombolas dentro do território ancestral.</p>



<p>De acordo com Edmundo Rodrigues, superintendente regional do Incra Tocantins, o instituto está em contato com a Sepot para elaborar o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), que configura mais uma etapa do processo de demarcação. “Estamos acompanhando a situação de violência e ameaças que às famílias quilombolas vêm sofrendo e estivemos na comunidade junto com outros órgãos federais e estaduais para, no esforço conjunto, coibir a violência que lá vêm acontecendo”, informa Rodrigues.</p>



<p><em>Por Brasil de Fato. </em></p>
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		<title>Site com o maior acervo digital sobre comunidades quilombolas do Tocantins é lançado</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/site-com-o-maior-acervo-digital-sobre-comunidades-quilombolas-do-tocantins-e-lancado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 11:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO) lançou seu novo site institucional, reunindo 56 materiais produzidos ao longo dos 12 anos de atuação da organização. Este é o maior acervo digital sobre as comunidades quilombolas do estado, tornando-se uma ferramenta essencial para a preservação, divulgação e valorização da cultura quilombola. Com cartilhas, mapas, [&#8230;]</p>
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<p>A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO) lançou seu novo site institucional, reunindo 56 materiais produzidos ao longo dos 12 anos de atuação da organização. Este é o maior acervo digital sobre as comunidades quilombolas do estado, tornando-se uma ferramenta essencial para a preservação, divulgação e valorização da cultura quilombola.</p>



<p>Com cartilhas, mapas, documentos disponíveis para download gratuito e fácil navegação, o site democratiza o acesso ao conhecimento, beneficiando comunidades quilombolas, estudantes, pesquisadores e o público em geral.&nbsp;<a href="https://coeqto.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Acesse aqui o site.</strong></a></p>



<p>A iniciativa busca fortalecer a luta por direitos e promover a valorização cultural, conectando a memória coletiva das comunidades à sociedade, como explica o coordenador da COEQTO, Jorlando Ferreira Rocha, quilombola da comunidade Ilha de São Vicente.&nbsp;</p>



<p>&#8220;É muito importante termos ferramentas como o site. Ele é um portal que amplifica a voz das comunidades quilombolas sem que dependamos exclusivamente da mídia externa. Com nossos próprios canais, podemos controlar o que é publicado, garantindo que as informações reflitam nossa realidade. Além disso, o novo formato do site, que inclui cartografias e outros recursos, tem sido um instrumento valioso na incidência política. Ele nos ajuda a acessar políticas públicas, cobrar respostas dos órgãos competentes e divulgar de forma transparente o que estamos fazendo e produzindo&#8221;, pontua.<br><br><strong>Conexão entre gerações</strong></p>



<p>Graziele Silva Souza, estudante do nono ano do ensino fundamental e moradora da comunidade Carrapiché, destaca a importância do acervo para o aprendizado escolar e a valorização das próprias raízes.&#8221;Ter esse acervo de materiais da nossa comunidade facilita muito, porque não precisamos transportar documentos ou objetos para outros lugares, e tudo fica mais acessível. É incrível poder aprender sobre a cultura de outras comunidades e também mostrar a nossa. Enquanto estudante, usar esses materiais para pesquisas e trabalhos escolares é fundamental para valorizar e divulgar nossa história e cultura na escola”, relata.</p>



<p>Antônio Pereira de Jesus, conhecido como Seu Piolho, também da comunidade Carrapiché, reforça o papel da tecnologia na preservação das histórias e na conexão entre as comunidades. &#8220;Hoje, com o celular e as redes sociais, conseguimos buscar histórias diferentes e até encontrar parentes que sabemos que existem. Para mim, a tecnologia é um ponto de avanço, não só para nós, mas para todo o povo. Cada um tem um conhecimento único, e essa troca de informações emociona e fortalece. Às vezes, uma história que alguém compartilha de outra comunidade pode trazer uma conexão profunda com as nossas raízes e mexer com o nosso sentimento. Isso é o mais importante de verdade&#8221;, reforça.<br><br><strong>Impacto acadêmico e científico</strong></p>



<p>O acervo digital da COEQTO também é amplamente utilizado em estudos acadêmicos e científicos, sendo referência em pesquisas sobre a realidade quilombola no Tocantins. Os materiais têm colaborado para ampliar a divulgação dos saberes locais, superando a perspectiva eurocêntrica predominante e fortalecendo a presença de narrativas próprias no meio acadêmico.<br><br><strong>História e construção do acervo</strong></p>



<p>A construção desse acervo teve início em 2012, com a parceria do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. O primeiro trabalho foi realizado em 2013, na Ilha de São Vicente, com o apoio de pesquisadores. Desde então, em colaboração com a APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins), a COEQTO produziu uma série de materiais como mapas, cartografias sociais e planos de gestão territorial.</p>



<p>O acervo reúne 26 arquivos que incluem 22 mapas, cartografias de 15 comunidades, planos de gestão territorial de 8 comunidades, 9 cartilhas, protocolos de consulta e 1 atlas dos territórios quilombolas do Tocantins, totalizando 56 produções. O lançamento do novo site contou com a parceria do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), por meio do Projeto Prosas (Promoção de Saberes em Comunicação Estratégica).</p>



<p>Com essa iniciativa, a COEQTO reafirma seu compromisso com a preservação da cultura quilombola, oferecendo às comunidades e à sociedade uma ferramenta que transforma saberes locais em resistência e conhecimento acessível.</p>



<p><em>Por Ascom Coalizão Vozes do Tocantins. </em></p>
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		<title>Farinhada de Jatobá celebra saberes no Povoado Quilombo do Prata em São Félix do Tocantins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 13:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Farinhada]]></category>
		<category><![CDATA[Jalapão]]></category>
		<category><![CDATA[Jatobá]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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<p>No dia 25 de outubro de 2024, a comunidade do Quilombo do Prata, em São Félix do Tocantins, na região do Jalapão, consolidou o resgate da cultura de aproveitamento de frutos do Cerrado, a partir da Farinhada de Jatobá, reunindo gerações em torno deste que é um dos frutos mais simbólicos e valiosos do Cerrado. A atividade foi coordenada pela família de Darlene, importante liderança local, e contou com a participação da comunidade e de apoiadores institucionais, interessados em vivenciar esse momento de cuidado,&nbsp; cultura e sustentabilidade.</p>



<p>O jatobá (Hymenaea courbaril), árvore nativa do Cerrado, é reverenciado não apenas por sua resistência ao clima seco da região, mas também por seu fruto, que possui um alto valor nutritivo e é utilizado em diversas práticas alimentares. A produção da farinha do jatobé é uma tradição mantida pelas famílias em comunidades rurais e representa muito mais do que uma prática econômica: é um ato de resistência e manutenção dos saberes no contexto alimentar e medicinal, que são repassados de geração em geração. A farinha extraída do jatobá é rica em fibras, cálcio e magnésio, tornando-se um alimento fundamental na dieta das comunidades locais.</p>



<p>O agroextrativista Zé Mininim, figura muito conhecida pelo manejo do jatobá na região, explica que o fruto vem se tornando um alimento valioso e ganhando espaço em diversas áreas, como na merenda escolar e até em sorveterias. “Sabemos que há potencial para muito mais. É importante promover a educação florestal pois muitos jovens ainda não conhecem a importância do produto. Considero que é uma árvore de grande valor e precisamos incentivar a valorização”, diz.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na oportunidade, a Associação Onça D’água fez a entrega oficial de uma despolpadeira de frutos à Zé Mininim, um equipamento adaptado pelo inventor Enoque Oliveira Freitas para despolpar a farinha do fruto do jatobá, equipamento prático que será um marco na produção desse tipo de farinha, antes processada com uso do pilão de madeira, onde o processo era todo manual e com baixo rendimento.</p>



<p>Rejane Nunes, supervisora da Área de Proteção Ambiental (APA) Jalapão aponta que desde que assumiu a gestão em 2015, o extrativismo sustentável tornou-se uma prioridade.&nbsp; “Parte da renda das famílias locais vem da venda dos frutos do Cerrado, e nossa missão é apoiar todas essas famílias. Atuamos por meio da Rede Jalapão, que é uma rede de colaboradores composta por comunitários, instituições e parceiros. Temos sempre um olhar especial para essas comunidades, buscando melhorar a renda, a qualidade de vida e a segurança alimentar”, comenta.&nbsp;</p>



<p>Para Darlene Francisca, anfitriã do evento, é gratificante ver que todos estão juntos nessa causa, pois a natureza está se deteriorando e precisa urgentemente de atenção. “Na produção da farinha, fazemos o manejo sustentável. Não colhemos todo o Jatobá, deixando parte dele para que possa crescer mais árvores. Além disso, quando retiramos os caroços, os jogamos de volta na natureza para que novos pés do fruto possam nascer”, manifestou.</p>



<p>A jovem liderança Nathália Sales, participou pela segunda vez de uma farinhada, por meio do Projeto JOVEM CERRADO, e destaca que sua primeira experiência foi no Assentamento Onalício Barros, em Caseara/TO. “Através disto, percebemos a valorização dos frutos do Cerrado e a união das pessoas. Isso nos dá mais coragem para implementar nossos projetos no Assentamento de onde venho, em parceria com o Acampamento Beatriz Bandeira. Por lá teremos a horta comunitária, o sistema agroflorestal (SAF), tanques de peixes, apicultura e muitas outras iniciativas que estão sendo desenvolvidas em conjunto.&nbsp; A união das pessoas na Farinhada de Jatobá nos inspira”, diz.&nbsp;</p>



<p>A Farinhada de Jatobá foi um momento de integração comunitária, onde jovens, adultos e idosos trabalharam em conjunto, fortalecendo os laços que sustentam a vida. Mais do que uma atividade produtiva, um ritual de comunhão com a natureza e de respeito aos ciclos do Cerrado, mostrando que é possível harmonizar o uso dos recursos naturais com a preservação do bioma.</p>



<p>Durante o evento, foram trocadas experiências sobre o manejo sustentável do jatobá e o papel que ele desempenha na segurança alimentar e na economia das comunidades. O manejo extrativista desse fruto não apenas gera renda para as famílias, mas também garante a continuidade das práticas agroextrativistas que protegem o bioma de formas predatórias de exploração. A prática integra a produção alimentar com a proteção ambiental, ressaltando a importância de preservar as áreas naturais ao mesmo tempo em que se utilizam de forma consciente seus recursos.</p>



<p>A realização do evento foi da Associação Onça D’água e do Povoado Quilombo do Prata, com o apoio do Fundo Casa Socioambiental, da Coalizão Vozes do Tocantins e da Área de Proteção Ambiental Jalapão (APA Jalapão).<br><br><strong>Nota:</strong> Enoque Oliveira Freitas é inventor e proprietário da empresa  Plasnautica, que recicla materiais plásticos para produção de bancos ecológicos, cadeiras escolares, barcos e outros produtos, apoiando a reciclagem no município de Palmas e ajudando na conservação da natureza.<br><br><em>Por Ascom OD. </em></p>
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