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	<title>recuperação florestal Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Acordo prevê recuperar 3,3 mil hectares no Cerrado em Lagoa da Confusão e Cristalândia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:13:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>MPTO firma termo com Grupo São Miguel; compensação passa de R$ 2,2 milhões O Ministério Público do Tocantins (MPTO) formalizou nesta semana mais um acordo de reparação florestal. Após dez anos de embates judiciais, o Grupo São Miguel assinou dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para restaurar 3.314,45 hectares de vegetação nativa suprimida ilegalmente. [&#8230;]</p>
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<p><em>MPTO firma termo com Grupo São Miguel; compensação passa de R$ 2,2 milhões</em><br><br>O Ministério Público do Tocantins (MPTO) formalizou nesta semana mais um acordo de reparação florestal. Após dez anos de embates judiciais, o Grupo São Miguel assinou dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para restaurar 3.314,45 hectares de vegetação nativa suprimida ilegalmente.</p>



<p>Em nota, o Grupo São Miguel afirma que atua com base na legislação ambiental e com autorizações do Estado, destacando a geração de mais de 400 empregos diretos e 900 indiretos, além da preservação de 23 mil hectares de mata. A empresa reconhece, no entanto, que o Ministério Público do Tocantins apontou possíveis irregularidades nos processos de licenciamento e informa que firmou acordo para reforçar o compromisso com a preservação ambiental. O grupo também pede desculpas por eventuais descumprimentos legais e reafirma que pretende seguir produzindo de forma responsável e em conformidade com as exigências ambientais (veja nota na íntegra no final da matéria).</p>



<p>A área a ser recuperada equivale a mais de 4,6 mil campos de futebol e abrange as fazendas Diamante, Ouro Verde, Safira e Santa Maria, localizadas em Lagoa da Confusão e Cristalândia. O compromisso de recuperação foi averbado nas matrículas dos imóveis, o que garante que a obrigação acompanhe a terra mesmo em caso de venda das propriedades.</p>



<p>Além da restauração, os responsáveis assumiram uma compensação financeira superior a R$ 2,2 milhões pelo uso indevido dos recursos naturais. O montante será destinado exclusivamente à recuperação do Cerrado e à modernização de sistemas de monitoramento ambiental.</p>



<p>O acordo estabelece a recuperação in situ, ou seja, a restauração deve ocorrer obrigatoriamente no local onde houve o dano. As áreas de Reserva Legal serão isoladas gradualmente até a incorporação total em 2031. Caso haja atraso ou descumprimento, foi fixada uma multa de R$ 20 mil por hectare a cada mês de irregularidade.</p>



<p><strong>Importância estratégica da Bacia do Rio Formoso<br></strong><br>As áreas envolvidas estão na Bacia do Rio Formoso, região considerada uma das principais fronteiras agrícolas do Tocantins, mas que sofre com a pressão sobre os recursos hídricos devido aos grandes empreendimentos irrigados. Segundo o MPTO, o suporte técnico do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente (CAOMA), com o uso de imagens de satélite, foi decisivo para comprovar o passivo ambiental e garantir a assinatura do TAC.</p>



<p>A solução negociada permite que o início das ações de recuperação ocorra em até 30 dias, oferecendo uma resposta muito mais célere do que a continuidade dos processos judiciais, que tramitavam há mais de uma década sem resultados efetivos para o meio ambiente.</p>



<p>O acordo inclui um componente de responsabilização direta, no qual os sócios do grupo apresentaram um pedido formal de desculpas à sociedade tocantinense. No documento, os empresários reconhecem que as intervenções feitas após 2008 nos varjões do Rio Formoso foram ilícitas e causaram danos ao bioma e aos recursos hídricos da região.</p>



<p><em><strong>Nota do Grupo São Miguel<br></strong></em><br><em>&#8220;O Grupo São Miguel sempre pautou suas atividades na observância da legislação nacional, principalmente a ambiental, no desenvolvimento de suas atividades. A empresa sempre atuou com aval do Estado nas suas atividades, pleiteando as licenças devidas e as autorizações exigidas para produzir com responsabilidade.</em></p>



<p><em>A empresa emprega mais de 400 funcionários em empregos diretos e gera outros 900 de indiretos; planta uma área total de 32 mil há e ainda mantem preservados, além da reserva legal, um total de 23 mil há de mata virgem, intocada.</em></p>



<p><em>Entretanto, após trabalho providencial do Ministério Publico do estado do Tocantins ao identificar possíveis ilegalidades nos procedimentos que outorgaram as licenças à empresa, o Grupo São Miguel, cumprindo sua função social, resolveu de pronto efetivar o acordo com o órgão do Ministério Público, para reafirmar seu compromisso com a preservação ambiental e a produção forte e sustentável. A empresa pede publicamente desculpas se descumpriu algum comando legal e reforça sua postura de andar sempre ladeado as instituições democráticas no cumprimento das exigências legais, principalmente com o meio ambiente sadio e equilibrado.</em></p>



<p><em>A empresa ainda reafirma seu compromisso de seguir produzindo e gerando riquezas para o Estado do Tocantins de maneira responsável e legitima, e reconhece que o acordo feito é resultado de um esforço do Ministério Publico e da empresa no sentido de dar fiel cumprimento as exigências constitucionais e legais, garantindo um meio ambiente equilibrado e uma produção que contempla a responsabilidade ambiental e social.&#8221;</em></p>



<p><em>Por g1 Tocantins. </em></p>
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