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	<title>Safra de grãos 2026/27 Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Safra de grãos 2026/27 Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Safra de grãos 2026/27: retorno por hectare ganha peso no planejamento do produtor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 11:31:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[Safra de grãos 2026/27]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com produção em patamar elevado, cenário de custos, crédito e preços amplia a atenção do agricultor à eficiência dos investimentos para a próxima temporada O Brasil encerrou mais uma safra de elevada produção de grãos. Para o produtor, porém, o volume colhido não é sinônimo automático de rentabilidade. Com a temporada 2026/27 avançando no calendário [&#8230;]</p>
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<p><em>Com produção em patamar elevado, cenário de custos, crédito e preços amplia a atenção do agricultor à eficiência dos investimentos para a próxima temporada</em></p>



<p>O Brasil encerrou mais uma safra de elevada produção de grãos. Para o produtor, porém, o volume colhido não é sinônimo automático de rentabilidade. Com a temporada 2026/27 avançando no calendário agrícola, eficiência dos investimentos, retorno por hectare e proteção do potencial produtivo ganham espaço nas decisões que orientam o plantio.</p>



<p>A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção pode chegar a 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27, crescimento de 1,4% em relação à temporada anterior. A área semeada deve alcançar 85,3 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional é estimada em 4.296 quilos por hectare, ante 4.335 kg/ha em 2025/26. O cenário combina expansão da área cultivada e manutenção da produção em patamar elevado, ao mesmo tempo que reforça a importância da eficiência na alocação dos recursos ao longo da temporada.</p>



<p>Os números mostram um setor capaz de manter volumes elevados, mas a equação econômica para o próximo ciclo envolve outras variáveis, como condições de crédito, custos de produção, preços das commodities, câmbio e liquidez, que passam a ter peso ainda maior no planejamento.</p>



<p>Na avaliação de Luiz Gustavo Moreira, gerente executivo de negócios da Ourofino Agrociência, essa preocupação já aparece nas conversas com produtores de diferentes regiões do país.</p>



<p>“A produtividade continua sendo fundamental, inclusive porque ajuda a diluir custos. Mas o produtor está olhando cada vez mais para o retorno de cada decisão por hectare e para a eficiência do investimento necessário para produzir mais”, afirma.</p>



<p>Nesse ambiente, a tendência não é necessariamente de corte generalizado de tecnologia, mas de maior seletividade. Soluções cujo benefício agronômico esteja claramente relacionado aos desafios de cada propriedade tendem a ser preservadas, principalmente quando contribuem para proteger o potencial produtivo ou reduzir riscos já conhecidos no campo. “Em outras palavras, o produtor rural pode estar menos inclinado a investir naquilo em que não percebe valor, mas continua disposto a preservar o que considera determinante para o resultado da lavoura”, explica Luiz Gustavo.</p>



<p>A mudança também exige atenção à forma como os custos são analisados. Considerar isoladamente o preço de um insumo pode levar a economias imediatas que comprometem o desempenho da lavoura ou reduzem as alternativas de manejo ao longo da temporada.</p>



<p>“Uma economia feita no início da safra pode parecer positiva no orçamento, mas pode custar muito mais se resultar em perda de produtividade ou limitar as opções de manejo durante o ciclo. A pergunta não deve ser apenas ‘quanto consigo economizar por hectare’, mas também ‘qual risco estou adicionando ao meu resultado ao fazer essa redução’”, destaca Luiz Gustavo.</p>



<p>Segundo ele, outro movimento percebido nas conversas com produtores é a postergação de parte das decisões. Diante da volatilidade das variáveis que afetam o negócio agrícola, parte deles tem aproximado o fechamento do planejamento do início efetivo da temporada, buscando maior visibilidade sobre o cenário econômico e agronômico antes de comprometer recursos.</p>



<p>Para Luiz Gustavo, analisar individualmente o preço de cada insumo, sem considerar seu impacto sobre o resultado da lavoura, é um erro recorrente na busca pela redução de custos no campo: “Grande parte da rentabilidade da safra começa a ser construída antes de a semente entrar no solo. Conhecer bem a realidade de cada talhão, antecipar os principais riscos e definir onde realmente vale concentrar investimento aumenta muito a qualidade das decisões durante o ciclo”.</p>



<p>O especialista explica que a safra 2026/27 vai exigir disciplina na alocação de recursos. Mais do que simplesmente gastar menos, o desafio será direcionar investimento para aquilo que sustenta produtividade, reduz riscos e efetivamente gera ou protege valor por hectare.</p>



<p>Para a Ourofino Agrociência, esse cenário reforça o papel da indústria em compreender de forma cada vez mais precisa a realidade agronômica e econômica de cada região e propriedade. A companhia aposta no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições da agricultura tropical e na proximidade com o produtor para identificar onde a tecnologia pode efetivamente contribuir para a produtividade, o manejo de riscos e o retorno sobre o investimento.</p>



<p><em>Com informações do Grupo Inca. </em></p>
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