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	<title>Silos Archives - Tocantins Rural</title>
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	<title>Silos Archives - Tocantins Rural</title>
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		<title>Explosão em silo deixa cinco feridos e expõe riscos na armazenagem de grãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 14:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Acidente]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Explosão em silo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma explosão em um silo de grãos da Coopermota deixou cinco pessoas feridas na manhã do último domingo (22), em Cândido Mota. O acidente ocorreu em uma área subterrânea da estrutura e as causas ainda serão investigadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto foi intenso e pôde ser ouvido em diferentes pontos da cidade. [&#8230;]</p>
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<p>Uma explosão em um silo de grãos da Coopermota deixou cinco pessoas feridas na manhã do último domingo (22), em Cândido Mota. O acidente ocorreu em uma área subterrânea da estrutura e as causas ainda serão investigadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto foi intenso e pôde ser ouvido em diferentes pontos da cidade.</p>



<p>Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um caminhão descarregava grãos quando ocorre a explosão, acompanhada de um barulho muito forte. O teto do silo ficou destruído e parte dos destroços foi lançada sobre a Avenida João Alves dos Santos, nas proximidades do local.</p>



<p>Duas pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas ao Hospital Regional de Assis. Uma mulher sofreu queimaduras entre 70% e 90% do corpo e permanece entubada. Um jovem de 18 anos teve cerca de 40% do corpo atingido por queimaduras. Outras três pessoas sofreram ferimentos leves e foram atendidas no hospital de Cândido Mota. Todos os feridos são funcionários da cooperativa e as identidades não foram divulgadas.</p>



<p>Em nota, a Prefeitura informou que equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio de unidades de Assis, ambulâncias municipais e Defesa Civil, foram mobilizadas imediatamente. A cooperativa declarou que presta assistência aos trabalhadores e apura as causas do acidente.</p>



<p><strong>O que causa explosões em silos?</strong></p>



<p>Mas, afinal, o que torna ambientes como esse tão vulneráveis? Para Leandro Ducioni, especialista em Áreas Classificadas da Schmersal, episódios como esse seguem um padrão técnico conhecido. “Primeiramente, é preciso ter o combustível, que é a poeira orgânica fina gerada na manipulação de trigo, soja, arroz, entre outros grãos. Essa poeira é o combustível da explosão. Ela precisa estar suspensa no ar, em forma de nuvem, com presença do oxidante, que é o ar. Quando está em ambiente confinado e encontra uma superfície quente, uma fagulha, um choque elétrico ou qualquer faísca, pode ocorrer a explosão”, explica.</p>



<p>Em correias transportadoras o cenário pode ser ainda mais crítico, devido às fontes de ignição: atrito lateral, motores trabalhando além do limite com aquecimento excessivo e mancais superaquecidos por falta de manutenção ou lubrificação. “O calor emanado desses dispositivos pode ser o ignitor.”</p>



<p>Segundo ele, a prevenção passa por tecnologia e conformidade normativa. “Hoje existem vários sensores e alternativas: sensores para medir temperatura de mancal, sensores de desalinhamento de correia e até sistemas de visão térmica. A ideia é sempre trabalhar na prevenção tanto da fonte de ignição quanto do controle da poeira.” A detecção envolve monitoramento contínuo de aquecimento, desalinhamento e acúmulo de material.</p>



<p>Além disso, é fundamental evitar o acúmulo de poeira por meio de limpeza adequada e supervisão constante, já que camadas depositadas podem formar nuvens explosivas. O período de safra agrava o risco: jornadas prolongadas, operação acima do limite das máquinas, superaquecimento de motores, desgaste excessivo de peças e maior volume de grãos e, consequentemente, mais poeira, elevam a probabilidade de acidentes, especialmente em locais de difícil acesso.</p>



<p>No Brasil, esses ambientes devem seguir normas específicas para atmosferas explosivas, como a série ABNT NBR IEC 60079, incluindo a 60079-10-2, que trata da classificação de áreas. Todos os dispositivos elétricos, eletrônicos e eletromecânicos instalados em áreas classificadas precisam ter certificação conforme exigências do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, respeitando os tipos de proteção previstos em norma.</p>



<p><strong>Proteção no trabalho</strong></p>



<p>Além da engenharia, a prevenção depende de capacitação. Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o uso correto de EPIs é essencial. “Os equipamentos variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3. Em espaços confinados, é obrigatório o uso de cinto tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos”, afirma.</p>



<p>Entre os principais riscos em silos estão o engolfamento (soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com deficiência de oxigênio, explosões de poeira e quedas de altura, todos exigindo protocolos rigorosos, equipamentos certificados pelo Inmetro e cumprimento das normas NR-31.13 e NR-20.</p>



<p>Ele também ressalta a importância do Sistema de Permissão de Trabalho para entrada em espaços confinados, plano de resgate, tripés com guincho, iluminação anti-explosão, linhas de vida e sinalização adequada. Mesmo com equipamentos disponíveis, o desafio é cultural: muitos trabalhadores resistem ao uso de EPIs por desconforto ou por subestimarem os riscos. Por isso, o Senar aposta em treinamentos práticos, simulações e apresentação de casos reais para fortalecer a cultura de prevenção.</p>



<p><em>Por Canal Rural. </em></p>
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		<title>Safra recorde amplia déficit de armazenagem e pressiona produtores de grãos</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/safra-recorde-amplia-deficit-de-armazenagem-e-pressiona-produtores-de-graos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 12:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[déficit de armazenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 2025/26]]></category>
		<category><![CDATA[Silos]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
		<category><![CDATA[supersafra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A capacidade de armazenagem de grãos foi ampliada no Brasil no último ano, com investimentos de agricultores e indústrias, mas o cenário segue crítico, com um déficit de mais de 120 milhões de toneladas, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Esse gargalo complica a estratégia de vendas dos produtores, que tiveram [&#8230;]</p>
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<p>A capacidade de armazenagem de grãos foi ampliada no Brasil no último ano, com investimentos de agricultores e indústrias, mas o cenário segue crítico, com um déficit de mais de 120 milhões de toneladas, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Esse gargalo complica a estratégia de vendas dos produtores, que tiveram atrasos no plantio da soja da safra 2025/26, com as chuvas irregulares no fim do ano passado e terão uma colheita concentrada em fevereiro e março.</p>



<p>A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos 2025/26 é de uma produção de 354,4 milhões de toneladas. Já a capacidade de armazenagem de produtos agrícolas no Brasil atingiu 231,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um aumento de 1,8% em relação ao semestre anterior. Se toda a colheita 2025/26 fosse armazenada, essa capacidade seria suficiente para estocar 67% da produção esperada.<a href="https://globorural.globo.com/agricultura/cana/noticia/2026/01/acucar-organico-do-brasil-ainda-sofre-com-tarifas.ghtml"></a></p>



<p>“A capacidade efetiva é ainda menor, se consideramos que parte desses armazéns já está com estrutura obsoleta sem condições adequadas para conservação dos produtos agrícolas”, diz Paulo Bertolini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Armazenagem de Grãos (Cseag) da Abimaq.</p>



<p>Ele estima que, por ano, o déficit de armazenagem cresce uma média de 5 milhões de toneladas de grãos, já que as safras crescem em ritmo mais acelerado que a infraestrutura. “O cenário para 2026 é bastante desafiador para investimento em infraestrutura, com juros altos, aumento da inadimplência do agronegócio, queda na renda do produtor”, avalia Bertolini.</p>



<p>Por outro lado, observa, a instalação de usinas de etanol de milho, com suas estruturas próprias de armazenagem de matérias-primas, cria uma nova demanda de milho em regiões de fronteira agrícola, o que ajuda a reduzir a pressão por infraestrutura. “Ainda assim, o nível de armazenagem dentro das fazendas continua muito baixo, de 15% a 16% do total”, diz Bertolini.</p>



<p>O descasamento entre capacidade de armazenagem e produção influencia diretamente a formação de preços. Sem estrutura de estocagem, os produtores se veem obrigados a vender boa parte da safra logo após a colheita, com descontos mais expressivos nas principais praças, segundo Cesar de Castro Alves, chefe da consultoria agro do Itaú BBA. “Essa volatilidade pode ser maior neste ano se considerarmos que as vendas futuras de soja estão atrasadas em relação à safra passada”, observa.</p>



<p>Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, maior empresa do segmento no país, diz que a demanda por armazéns por parte de usinas de etanol de milho e biodiesel cresce enquanto há uma retração nas encomendas por parte de agricultores. A empresa registrou queda de 3,3% na receita operacional líquida de vendas de soluções para fazendas nos nove primeiros meses de 2025, somando R$ 377,3 milhões, e recuo de 12,2% na receita de vendas para agroindústrias, a R$ 360,9 milhões.</p>



<p>As causas foram a queda nos preços das commodities, os custos atrelados ao dólar, o crédito escasso e os juros altos que afetam a capacidade de investimento do setor. A companhia informou que as negociações foram mais tardias em 2025 e houve uma carteira “mais interessante” para agroindústrias na virada do ano.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A expectativa para 2026 é de uma demanda aquecida. O volume de silos, secadores e máquinas de limpeza está no nível recorde. Será um ano de volume recorde de equipamentos para armazenagem. As margens vão ser mais apertadas, mas com volume robusto”, afirma Nogueira.</p>
</blockquote>



<p>Entre projetos que têm demandado equipamentos para silagem e armazenagem ele cita o da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá (PR), que investe R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2027 em um complexo de esmagamento de soja e produção de biodiesel, com terminal rodoferroviário e armazéns para 400 mil toneladas de capacidade estática de grãos.</p>



<p>Outro exemplo citado por ele é o da usina de etanol de trigo e de DDG (Grãos Secos de Destilaria) da Be8 em Passo Fundo (RS), um projeto orçado em R$ 1,1 bilhão, que inclui um complexo de beneficiamento e armazenagem de grãos com capacidade para 160 mil toneladas de trigo.</p>



<p>Ricardo Marozzin, presidente da Grain &amp; Protein Tecnologies, detentora das marcas GSI, Cumberland, AP e Agromarau, diz que no segmento de proteína animal, a perspectiva é de demanda aquecida com a agroindústria buscando ganho de escala e inovação na exportação.</p>



<p>“No segmento de grãos, os fazendeiros seguirão muito desafiados em função das margens apertadas e do alto custo de produção, além de obrigações contratadas em ciclos anteriores que reduzem a disponibilidade de fluxo de caixa”, afirma Marozzin.</p>



<p>Já as indústrias de processamento de grãos e de biocombustíveis, acrescenta, devem seguir investindo em aumento da capacidade estática de armazenagem, como forma de proteção de custeio ou para uso de insumos ao longo do ano. “Então, entendemos que o ambiente de armazenagem vai ser neutro, não mudam muito os fundamentos em relação ao que vivenciamos, confrontamos ao longo de 2025”, diz o executivo.</p>



<p><em>Por Globo Rural.</em></p>
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		<title>Trabalhador morre após cair em silo de grãos na zona rural de Marianópolis</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/trabalhador-morre-apos-cair-em-silo-de-graos-na-zona-rural-de-marianopolis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 11:34:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[Marianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um homem de 37 anos morreu ao cair em um silo de grãos enquanto trabalhava em uma propriedade próxima de Marianópolis, no centro-oeste do estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a vítima chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu e morreu no local. Caso aconteceu neste sábado (5). A vítima foi identificada como [&#8230;]</p>
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<p>Um homem de 37 anos morreu ao cair em um silo de grãos enquanto trabalhava em uma propriedade próxima de Marianópolis, no centro-oeste do estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a vítima chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu e morreu no local.</p>



<p>Caso aconteceu neste sábado (5). A vítima foi identificada como Cleiton Pinheiro de Sousa. Nas redes sociais, a Prefeitura de Marianópolis publicou nota de pesar e lamentou a morte do trabalhador.</p>



<p>O corpo da vítima foi recolhido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Paraíso, onde passou por exame de necropsia e foi liberado para os familiares.</p>



<p>Segundo a SSP, o caso foi registrado na 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil em Paraíso, mas o acidente será investigado pela 56ª Delegacia de Polícia de Marianópolis.&nbsp;</p>



<p>O <strong>g1</strong> solicitou informações sobre o caso à Polícia Militar, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.<br><br><em>Por Por Stefani Cavalcante, g1 Tocantins.</em></p>
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		<title>Mortes em silos de grãos em dois dias acendem alerta sobre segurança no campo</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/mortes-em-silos-de-graos-em-dois-dias-acendem-alerta-sobre-seguranca-no-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 14:47:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança no Campo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Duas tragédias no interior de silos de grãos foram registradas nesta semana em diferentes regiões do Brasil, o que reforça sobre os riscos enfrentados por trabalhadores do setor agrícola e a necessidade urgente de medidas rigorosas de segurança no meio rural. No último domingo (4), Fabrício Fabiano Moraes, de 34 anos, morreu após cair em um silo [&#8230;]</p>
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<p>Duas tragédias no interior de silos de grãos foram registradas nesta semana em diferentes regiões do Brasil, o que reforça sobre os riscos enfrentados por trabalhadores do setor agrícola e a necessidade urgente de medidas rigorosas de segurança no meio rural.</p>



<p>No último domingo (4), Fabrício Fabiano Moraes, de 34 anos, morreu após cair em um silo de beneficiamento de soja na localidade de Pinheiro, no interior de Candelária, no Vale do Rio Pardo (RS). Segundo os Bombeiros Voluntários de Candelária, ele realizava atividades operacionais quando caiu e foi rapidamente soterrado pelos grãos.</p>



<p>Durante o ocorrido, colegas de trabalho tentaram socorrê-lo, mas ele já estava sem sinais vitais quando as equipes de resgate chegaram. A grande quantidade de soja armazenada dificultou os trabalhos, exigindo um longo esforço para a remoção do corpo. A Polícia Civil apura o caso.</p>



<p>Dois dias depois, nesta terça-feira (6), Lucas Kauan Palhari dos Santos, de apenas 18 anos, também perdeu a vida em circunstância semelhante em uma fazenda na Comunidade Ouro Branco, em Nova Canaã do Norte (MT), a 696 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, o rapaz conseguiu pedir ajuda e a máquina foi desligada rapidamente, mas os ferimentos foram fatais.</p>



<p><strong>A necessidade de segurança</strong></p>



<p>De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (<a href="https://tst.jus.br/web/guest">TST</a>), o setor agrícola enfrenta desafios na prevenção de acidentes, especialmente devido à falta de dados atualizados sobre ocorridos em silos. Isso dificulta a formulação de medidas eficazes, enquanto o número insuficiente de fiscais não acompanha o crescimento acelerado do agronegócio no Brasil.</p>



<p><strong>Engolfamento e soterramento em silos</strong></p>



<p>O TST identifica dois tipos principais de acidentes em silos: engolfamento, quando o trabalhador é tragado pelos grãos devido a um vácuo no armazenamento, e soterramento, como nos casos recentes, em que placas de grãos caem sobre os trabalhadores.</p>



<p>Os trágicos episódios evidenciam a urgência de reforçar as medidas de segurança nas unidades de armazenamento. O uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é essencial para proteger os trabalhadores contra riscos como asfixia, explosões e soterramentos, comuns em ambientes com alta concentração de poeira de grãos e outros perigos.</p>



<p><em>Por Canal Rural. </em></p>
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		<item>
		<title>Safra 24/25: Armazéns podem não ser suficientes para atender à safra recorde de grãos</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/safra-24-25-armazens-podem-nao-ser-suficientes-para-atender-a-safra-recorde-de-graos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 13:03:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[armazéns]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[Recorde]]></category>
		<category><![CDATA[Safra 24/25]]></category>
		<category><![CDATA[Silos]]></category>
		<category><![CDATA[Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento esperado na produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve agravar o já elevado déficit de armazenagem no país. A estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2024/25 de grãos é de uma colheita de 322,4 milhões de toneladas. A capacidade atual de armazenagem no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O aumento esperado na produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve agravar o já elevado déficit de armazenagem no país. A estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2024/25 de grãos é de uma colheita de 322,4 milhões de toneladas. A capacidade atual de armazenagem no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 222,3 milhões de toneladas, suficiente para estocar 69% da produção esperada. A expectativa de concentração da colheita da safra de verão, devido ao atraso no plantio, torna o cenário mais crítico.</p>



<p>“O déficit na estrutura de armazenagem atingiu 124 milhões em 2024. Deve aumentar em pelo menos 5 milhões de toneladas este ano. Vindo uma supersafra de soja e uma boa safra de milh<a class="" href="https://globorural.globo.com/tudo-sobre/agricultura/milho/">o</a>, a situação pode ser mais dramática”, avalia Paulo Bertolini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Armazenagem de Grãos (Cseag) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).</p>



<p>Segundo Bertolini, o ritmo de crescimento da agricultura é o dobro do avanço da capacidade de armazenagem. “É um número que cresce a cada ano. Só para manter a capacidade atual de armazenagem, acompanhando o ritmo de crescimento da produção de grãos, teríamos que investir em torno de R$ 15 bilhões por ano, para aumentar a capacidade em 10 milhões de toneladas estáticas por ano. A gente investe metade disso”, afirma.</p>



<p>Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, maior empresa do setor no país, diz que monitora mais de perto três Estados neste ano: Mato Grosso do Sul, cuja produção de soja deve crescer 26,7% em relação à safra 2023/24; Mato Grosso, que tem um avanço previsto de 17,3%; e o Paraná, com previsão de 12,7% de aumento.</p>



<p>“A gente vai ver uma safra que nunca foi colhida nesses Estados. E esses Estados já sofreram estresse logístico na safra 2022/23, que foi o último recorde”, afirma Nogueira. Segundo o CEO, os três Estados têm investimentos estimados em R$ 500 milhões em armazenagem. Nogueira cita ainda Tocantins e Goiás como Estados que terão aumento expressivo no volume de produção de grãos.</p>



<p>Na última semana, a Kepler Weber informou que fechou 2024 com 306 obras em execução, um número recorde. Mais de um terço dos projetos é no Rio Grande do Sul. Nogueira afirma que a demanda está aquecida no setor portuário, no segmento de biocombustíveis, em cooperativas e grandes propriedades. E cita um estudo do Itaú BBA que indicou a existência de 22 projetos de novas usinas de biocombustíveis ou ampliações, com aportes de R$ 20 bilhões.</p>



<p>“Vemos muito anúncio de investimentos no Matopiba [confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Imaginávamos que com a queda do preço da soja ia diminuir a demanda dos agricultores, mas ela veio muito forte. Em 2024 a demanda foi superior à de 2023, e a gente está agora acreditando que esse é o novo normal”, afirma o executivo.</p>



<p>Para este ano, Nogueira diz ver uma combinação de demanda robusta em volume, mas também pressão de custos. Além disso, o setor vive um momento de rentabilidade menor e juros em patamares altos, acrescenta. “Em toda a cadeia do agronegócio brasileiro aumentou o endividamento. A nossa inadimplência é 0,5% e não aumentou na crise porque muitos clientes são mais estruturados. Mas as recuperações judiciais são um sintoma de que o mercado está mais apertado. Os clientes precisam de mais desconto para fechar negócio”.</p>



<p>A GSI, que em julho de 2024 foi vendida pela AGCO à gestora de private equity American Industrial Partners (AIP), por US$ 700 milhões, também informou ter percebido um aumento na busca por orçamentos e definição de investimentos em armazenagem no país. “A gente visualiza uma melhoria de cenário na abertura do ciclo de 2025”, disse Ricardo Marozzin, presidente da Grain &amp; Protein Technologies, empresa detentora da GSI.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://s2-globorural.glbimg.com/PQgeOcvU6HBTZ-5YLcZHwGIpdHs=/0x0:4016x6016/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/f/N/UYVV8MRNOd0mHITXogFw/191224-ricardo-marozzin.jpg" alt="Ricardo Marozzin, presidente da Grain &amp; Protein Technologies — Foto: Divulgação" style="width:744px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Ricardo Marozzin, presidente da Grain &amp; Protein Technologies — Foto: Divulgação</em></figcaption></figure>



<p>Marozzin diz que todas as regiões do país apresentam demanda por armazenagem. “Temos percebido um retorno dos pedidos de cotação e investimentos principalmente nas regiões Sul, Matopiba e Centro-Oeste, mais focados em grandes cooperativas, tradings e indústrias de biocombustíveis”, acrescenta. Sem citar números, o executivo afirma que a companhia espera um crescimento de “dois dígitos” em vendas no Brasil neste ano, após fechar 2024 com um desempenho parecido com o de 2023 em volume de vendas.</p>



<p>Bertolini, da Abimaq, critica a falta de linhas de crédito suficientes e desburocratizadas para permitir a construção de armazéns nas fazendas. “Com R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões dá para construir uma estrutura mínima de armazenagem. É o preço de alguns tratores. Para comprar um trator, o produtor precisa de um aval do banco. Mas para construir um silo precisa de licença ambiental, licença de instalação, de operação, hipoteca da terra. É uma burocracia que torna mais oneroso e lento o financiamento”, compara Bertolini.</p>



<p>Sem estrutura no campo, as tradings e indústrias acabam assumindo o custo de receber e estocar a produção, observa. “Isso encarece o produto final porque carrega a ineficiência no preço”, diz.<br><br><em>Por Globo Rural. </em></p>
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		<title>Conheça o Grain Weevil o robô que organiza silos de armazenagem e evita acidentes de trabalho</title>
		<link>https://tocantinsrural.com.br/conheca-o-grain-weevil-o-robo-que-organiza-silos-de-armazenagem-e-evita-acidentes-no-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Felipe Sousa - Jornalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 12:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Armazenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Robô]]></category>
		<category><![CDATA[Silos]]></category>
		<category><![CDATA[Soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Constantemente, os acidentes em silos de armazenagem de grãos ocorrem nas empresas devido à falta de treinamento dos operadores e à negligência quanto às normas de segurança. Um exemplo recente foi o trágico incidente próximo ao município de Gurupi, onde um homem perdeu a vida enquanto realizava a manutenção de uma &#8220;bica&#8221;. Devido a esses [&#8230;]</p>
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<p>Constantemente, os acidentes em silos de armazenagem de grãos ocorrem nas empresas devido à falta de treinamento dos operadores e à negligência quanto às normas de segurança. Um exemplo recente foi o trágico incidente próximo ao município de Gurupi, onde um <a href="https://tocantinsrural.com.br/acidente-de-trabalho-homem-morre-soterrado-por-graos-de-soja-em-um-armazem-perto-da-cidade-de-guarai-nesta-terca-feira-18/">homem perdeu a vida enquanto realizava a manutenção de uma &#8220;bica&#8221;.</a></p>



<p>Devido a esses casos, dois engenheiros de Nebraska Omaha, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo robótico destinado a auxiliar agricultores na prevenção de acidentes em silos de armazenamento.<br><br>Ben Johnson e Zane Zents, já estavam envolvidos em projetos de robótica quando receberam um pedido urgente de um amigo: desenvolver um robô capaz de evitar que ele ou seus filhos precisassem entrar em um silo de grãos. O receio era justificado, uma vez que os acidentes em silos nos Estados Unidos resultaram na morte de 20 pessoas devido a sufocamentos durante o ano de 2020.</p>



<p>Além dos incidentes fatais, a exposição prolongada ao pó de grãos em ambientes de silos tem causado doenças pulmonares em trabalhadores agrícolas. Diante do temor expresso pelo amigo, Johnson e Zents decidiram empreender na criação de uma solução, reconhecendo um mercado em potencial, visto que há 450 mil fazendas nos Estados Unidos com instalações próprias de armazenamento de grãos.<br><br><strong>O robô</strong><br><br>Após dois anos de dedicação ao projeto, os estudantes apresentaram o Grain Weevil, um robô do tamanho de um cortador de grama projetado para se movimentar na superfície dos grãos armazenados por meio de duas roscas sem fim. Esse movimento permite a agitação dos grãos, dissolvendo crostas e evitando acúmulos. A eficácia do dispositivo pode ser melhor compreendida ao observá-lo em ação.<br><br><strong>Confira: </strong><br><br>Veja a sua perfomance neste link: <a href="https://youtu.be/It3MVgJA0Kk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://youtu.be/It3MVgJA0Kk</a><br><br>O protótipo do robô ainda está em fase de desenvolvimento, tendo sido testado em mais de<strong> 200 propriedades nos Estados Unidos.</strong><br><br>Desde o seu lançamento, o projeto recebeu vários prêmios e o respaldo de diversas entidades nos Estados Unidos. O Grain Weevil, apelidado carinhosamente de “robozinho”, foi calorosamente acolhido pela comunidade agrícola e mostra grande potencial de sucesso.</p>



<p><strong>Características<br></strong><br>Com o tamanho aproximado de uma pequena mesa de centro, o Grain Weevil possui brocas de plástico giratórias na parte inferior, auxiliando na movimentação dos grãos para os lados. Operado por controle remoto, o robô realiza uma inspeção completa da área do depósito, quebrando crostas de grãos aglomerados e nivelando a superfície caso ela esteja irregular.<br><br>Com um peso superior a 13 kg, o Grain Weevil tem a capacidade de realizar o trabalho de um adulto em metade do tempo, sem expor os trabalhadores a riscos significativos. Mesmo em caso de soterramento acidental, o robô consegue escalar até um metro e meio sob a montanha de grãos, mantendo seu funcionamento e conexão com o controle remoto.</p>



<p>Os criadores também estão desenvolvendo uma versão autônoma do robô, programável para colaborar com outros bots dentro dos silos. Essa inovação visa aumentar a eficiência e otimizar o tempo dedicado a tarefas automatizadas, eliminando a necessidade de intervenção humana direta.<br><br><strong>Evitando acidentes<br></strong><br>Os incidentes ocorrem principalmente quando os agricultores entram nos silos para soltar os grãos, evitando que eles se aglomerem, fiquem úmidos e acabem deteriorando.<br><br>O problema surge quando os grãos cedem sob os pés das pessoas, resultando em situações em que elas ficam parcial ou totalmente presas. De acordo com um levantamento da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, um em cada cinco acidentes em depósitos de grãos envolve crianças e adolescentes que residem em fazendas.<br><br>Zane Zents destaca a incongruência dessa realidade com o avanço tecnológico presente nas propriedades rurais, grandes e pequenas, nos dias atuais. Ele ressalta que as mortes relacionadas a esses acidentes poderiam ser completamente evitadas.<br><br><strong>Benefícios</strong>:</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-bem-estar-do-agricultor"><strong>Bem-estar do agricultor:</strong></h5>



<ol class="wp-block-list">
<li>Redução da necessidade de entrar no depósito de grãos</li>



<li>Mitigação de riscos a longo prazo</li>



<li>Prevenção de quedas</li>



<li>Evita emaranhados</li>



<li>Minimiza o risco de aprisionamentos</li>
</ol>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-eficiencia-do-fluxo-de-trabalho"><strong>Eficiência do fluxo de trabalho:</strong></h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Nivelamento automático</li>



<li>Realização de inspeções</li>



<li>Quebra de crostas e pontes</li>



<li>Gerenciamento e mapeamento durante o carregamento de grãos</li>



<li>Utilização de trados de alimentação durante o descarregamento</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-ativamente-otimizado"><strong>Ativamente otimizado:</strong></h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desempenha função de espalhador</li>



<li>Maximização da uniformidade do fluxo de ar</li>



<li>Redução de custos de mão de obra</li>



<li>Minimização de perdas devido à deterioração</li>



<li>Possibilita armazenamento prolongado de grãos com confiança</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading" id="h-valor-do-investimento"><strong>Valor do investimento:</strong></h5>



<p>“Atualmente, não estamos disponíveis comercialmente”, afirmou Chad Johnson, CEO do Grain Weevil e pai de Ben Johnson. “Estamos iniciando oito testes em propriedades agrícolas, submetendo a tecnologia a centenas de horas de testes para assegurar que esteja pronta para ser utilizada com segurança pelos agricultores”.<br><br>Os desenvolvedores estão <strong>coletando dados e consultando os agricultores para compreender a dinâmica e o fluxo de trabalho específicos de cada propriedade, considerando as distintas variedades de grãos.</strong></p>



<p>Cada unidade do Grain Weevil terá um custo aproximado de <strong>3.300 euros.</strong> Além disso, os criadores estão trabalhando no desenvolvimento de uma versão autônoma do robô, eliminando a<strong> necessidade de controle direto por parte do agricultor.</strong><br><br><em>Por Compre Rural.</em></p>
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