quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.
  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • VÍDEOS
  • ARTIGOS
  • CONTATO
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Instalação de Plugin : Ícone do carrinho precisa WooCommerce plugin para ser instalado.
  • Login
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
Sem resultados
Ver todos resultados
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Meio Ambiente

Regulamentação de balneários e áreas de preservação no Tocantins avança após atuação do MPTO

por Yuri Felipe Sousa - Jornalista
em: 14/01/2026 11:55
Cat.: Meio Ambiente
A A
Regulamentação de balneários e áreas de preservação no Tocantins avança após atuação do MPTO

Áreas de preservação estão em faixas de vegetação protegidas. (Foto: Carlos Eller/Secom).

CompartilharCompartilhar

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da atuação integrada do Centro de Apoio Operacional de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (CAOMA), teve papel decisivo na regulamentação das intervenções eventuais ou de baixo impacto ambiental em Áreas de Preservação Permanente (APPs) no estado. A atuação técnica do MPTO subsidiou diretamente a edição da Resolução nº 143/2025 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (COEMA), publicada em dezembro, além de atender a demanda apresentada em ação civil pública (ACP) proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis.

A regulamentação foi elaborada em um contexto de insegurança jurídica identificado pelo Ministério Público em diversos procedimentos administrativos e ações judiciais, especialmente aqueles relacionados a balneários recreativos instalados às margens de cursos d’água. Na prática, isso significava que proprietários rurais, empreendedores de turismo e órgãos ambientais não tinham clareza sobre o que poderia ou não ser feito nessas áreas protegidas, gerando tanto degradação ambiental quanto paralisação de atividades econômicas legítimas.

LEIA TAMBÉM

Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública

Mesmo com queda de 9%, alertas de desmatamento somam mais de 3,3 mil km² no Matopiba

Em relatórios técnicos produzidos ao longo dos anos, o CAOMA apontou falhas nos processos de licenciamento ambiental, intervenções irregulares em APPs e  inexistência de norma estadual específica para disciplinar atividades consideradas eventuais ou de baixo impacto ambiental, conforme previsto no Código Florestal.

Como explica o promotor de Justiça Saulo Vinhal, essas constatações embasaram a atuação do MPTO na ACP ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis. A ação destacou, além das irregularidades ambientais, a omissão do COEMA quanto à regulamentação prevista na Lei Federal nº 12.651/2012. No curso do processo, o Poder Judiciário determinou que o Conselho prestasse informações sobre o andamento da norma, o que impulsionou a retomada e a conclusão dos trabalhos regulamentares. A edição da resolução decorre dessa atuação institucional do Ministério Público, que identificou a lacuna normativa, levou o tema ao Judiciário e acompanhou ativamente o processo de construção da nova regulamentação.

A partir da demanda, o CAOMA intensificou o assessoramento técnico-institucional ao acompanhar e subsidiar as discussões no âmbito do COEMA, por meio da Câmara Técnica Permanente de Florestas e da  Câmara Técnica Permanente de Licenciamento e Qualidade Ambiental. O trabalho resultou na consolidação de critérios objetivos para a caracterização de atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental, com foco especial em balneários recreativos, áreas de lazer, turismo ecológico e outras atividades compatíveis com a preservação ambiental.

Resolução COEMA

A Resolução COEMA nº 143/2025 estabelece parâmetros técnicos e procedimentos para intervenções em APPs que alinham a legislação estadual às diretrizes do Código Florestal e às decisões do Supremo Tribunal Federal, como a proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4.988. A norma busca conciliar a proteção dos recursos naturais com o desenvolvimento sustentável e dar maior segurança jurídica à atuação dos órgãos ambientais, aos empreendedores e à sociedade.

Com a nova regulamentação, atividades, como balneários recreativos, áreas de lazer e turismo ecológico, passam a ter regras claras sobre o que pode ou não ser feito em APPs. A resolução permite, por exemplo, a construção de trilhas para ecoturismo com largura máxima de dois metros, rampas de lançamento de barcos e pequenos ancoradouros de até três metros de largura, decks ou passarelas de madeira para acesso a cursos hídricos limitados a 5% da APP da propriedade, além de moradias para agricultores familiares e comunidades tradicionais.

Para balneários consolidados até julho de 2008, a norma exige a adoção de técnicas de conservação do solo e da água e a implementação de sistema de esgotamento sanitário adequado, com instalação de fossas sépticas fora da APP. A resolução também prevê a recuperação de áreas degradadas por meio de Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) em diversas hipóteses de intervenção. Todas essas atividades dependem de licenciamento ambiental e devem respeitar critérios técnicos que garantam a proteção dos recursos hídricos, da biodiversidade e da estabilidade do solo.

Para os analistas ministeriais especializados Márcio Augusto da Silva e Marcos Antonio Oster, a edição da resolução representa um avanço institucional relevante e reflete a atuação articulada entre o MPTO e os órgãos que integram o sistema ambiental estadual.

Contexto e importância

São Áreas de Preservação Permanente as faixas de vegetação protegidas localizadas ao longo de rios, nascentes, encostas e outros ambientes sensíveis. Sua função é proteger o solo, os recursos hídricos e a biodiversidade. A legislação ambiental brasileira, especialmente o Código Florestal, estabelece regras rigorosas para a proteção dessas áreas, com o objetivo de evitar a degradação ambiental e assegurar serviços ambientais essenciais, como a qualidade da água e a estabilidade do solo.

“Essa resolução surge em um momento em que o estado busca equilibrar desenvolvimento e preservação ambiental, ao oferecer diretrizes mais claras para proprietários rurais, técnicos ambientais e órgãos de fiscalização. O objetivo é proteger os rios e, ao mesmo tempo, dar segurança jurídica a quem atua corretamente e a quem deseja aproveitar os balneários tocantinentes”, destacou o promotor de Justiça Saulo Vinhal.

A atuação do MPTO reafirma o papel constitucional do Ministério Público na defesa do meio ambiente e na indução de políticas públicas que conciliem preservação ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.

A ação civil pública que subsidiou a atuação do MPTO tramita perante a 1ª Vara Cível de Tocantinópolis e está autuada sob o número 0002345-97.2024.8.27.2740. 

Por Ascom MPTO.

Tags: áreas de preservaçãobalneáriosMeio ambienteMPTOTocantins
Anterior

Delegação de empresários tocantinenses participam da NRF Retail’s Big Show 2026

Próximo

Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública

Yuri Felipe Sousa - Jornalista

OUTRAS MATÉRIAS

Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública
Meio Ambiente

Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública

14/01/2026
Mesmo com queda de 9%, alertas de desmatamento somam mais de 3,3 mil km² no Matopiba
Meio Ambiente

Mesmo com queda de 9%, alertas de desmatamento somam mais de 3,3 mil km² no Matopiba

12/01/2026
Pecuarista recebe multa de R$ 514 mil por desmatamento e perde acesso a crédito
Meio Ambiente

Pecuarista recebe multa de R$ 514 mil por desmatamento e perde acesso a crédito

08/01/2026
Regulamentação da Lei dos Bioinsumos deve ser concluída até dezembro, prevê Mapa
Meio Ambiente

Registros de bioinsumos atingem recorde e reforçam avanço da agricultura sustentável

07/01/2026
Bombeiros são mobilizados após rompimento de barragem no sudeste do Tocantins
Meio Ambiente

Tocantins soma 178 barragens classificadas como de alto risco, revela estudo

22/12/2025
Bombeiros são mobilizados após rompimento de barragem no sudeste do Tocantins
DESTAQUE

Rompimento parcial de barragem no Tocantins mobiliza autoridades no sudeste do estado

22/12/2025
Próximo
Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública

Lixão em Itaguatins resiste a decisões judiciais e continua degradando área pública

+ LIDAS

Confira a programação da Expoara 2024

Confira a programação da Expoara 2024

23/06/2025
Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

24/10/2025
Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

23/06/2025
Calendário de eventos agro no Tocantins: Confira as principais feiras, exposições e festas ao longo de 2026

Calendário de eventos agro no Tocantins: Confira as principais feiras, exposições e festas ao longo de 2026

05/01/2026
Confira a programação da 49ª Expo Gurupi

Confira a programação da 49ª Expo Gurupi

23/06/2025

LEIA TAMBÉM

Agência de Defesa Agropecuária discute melhorias na sanidade avícola com integrantes de comitê estadual

Agência de Defesa Agropecuária discute melhorias na sanidade avícola com integrantes de comitê estadual

23/06/2025
Instituto Natureza do Tocantins recolhe quase 2 mil metros de redes de pesca em fiscalizações no norte e sul do Tocantins

Instituto Natureza do Tocantins recolhe quase 2 mil metros de redes de pesca em fiscalizações no norte e sul do Tocantins

23/06/2025
Sem taxar LCA e LCI, haverá cortes de gastos em 2026, alerta Haddad

Sem taxar LCA e LCI, haverá cortes de gastos em 2026, alerta Haddad

25/09/2025
Aumento do frete, atraso nas entregas, dificuldade de escoamento da safra entre outras prejuízos afligem os produtores rurais do Tocantins após a queda da ponte no extremo Norte do estado 

Aumento do frete, atraso nas entregas, dificuldade de escoamento da safra entre outras prejuízos afligem os produtores rurais do Tocantins após a queda da ponte no extremo Norte do estado 

23/06/2025

SOBRE

Tocantins Rural
Tocantins Rural

O objetivo desse site é fazer com que o produtor, o lojista, o pesquisador e o investidor fiquem bem informados sobre o que acontece no Tocantins quando o assunto é agronegócio e agricultura familiar.

EDITORIAS

  • Agricultura
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Estadual
  • Inovação
  • Meio Ambiente
  • Nacional
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Política

INSTITUCIONAL

  • Quem Somos
  • Acervo
  • Média Kit
  • Contato

ATENDIMENTO

Segu-Sex: 08h-18h
(63) 98447-6190
[email protected]

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Artigos
  • Destaques
  • Inovação
  • Estadual
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Nacional
  • Vídeos

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.