A Frísia Cooperativa Agroindustrial acompanha o início da colheita da soja 2025/2026 no Tocantins em um cenário que combina desafios climáticos, organização logística e planejamento da segunda safra. De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira está estimada em 177,9 milhões de toneladas, alta de 3,8% em relação à safra anterior.
No Tocantins, cerca de 5% da área foi colhida até o momento. Segundo o coordenador comercial da Frísia no estado, Moacir Oliveira, a produtividade inicial apresenta variação em relação ao ciclo anterior, mas a expectativa é de recuperação nas próximas áreas. “Como ainda estamos no início da colheita, a produtividade das primeiras áreas tende a ser menor, pois são cultivares mais precoces e que sofreram com veranicos. A tendência é que as próximas colheitas recomponham a média”, afirma.
Paralelamente ao avanço da colheita, a cooperativa opera com fluxo intenso nas duas estruturas de recepção de grãos no estado, priorizando agilidade na expedição para evitar filas e manter o ritmo das operações no campo. “Estamos recebendo muitas cargas e expedindo o mais rápido possível para liberar espaço. O caminhão precisa retornar rapidamente à propriedade para manter o fluxo da colheita”, destaca Moacir.
No campo, o ciclo foi marcado por desafios fitossanitários e instabilidade climática. De acordo com o engenheiro agrônomo da equipe de assistência técnica da Frísia, Glayson Oliveira, a presença de mosca-branca e cerotoma exigiu monitoramento constante. “A cerotoma consome folhas novas e pode atingir as vagens, provocando queda e comprometendo a produtividade. Além disso, o clima influencia diretamente no resultado, podendo representar entre 50% e 60% do êxito da safra”, explica.
A implantação da segunda safra também sofreu impacto da irregularidade das chuvas registradas no início do plantio da soja, especialmente em outubro. Atualmente, a área plantada da safrinha está abaixo do ritmo considerado normal para o período. “Hoje estamos com cerca de 15% da área de safrinha plantada. Em condições normais, já estaríamos entre 30% e 40%”, compara Glayson.
Apesar do atraso pontual, o Tocantins aparece entre os estados com maior ritmo de implantação do milho segunda safra no país. Segundo a Conab, no início de fevereiro o plantio nacional havia alcançado 21,6% da área prevista, com o Tocantins figurando entre os estados mais adiantados. A estimativa nacional para o milho segunda safra é de 17,89 milhões de hectares, com produção prevista de 109,3 milhões de toneladas.
Além do milho, outras culturas vêm sendo consideradas no planejamento da segunda safra. Feijão mungo-preto e gergelim apresentam boa rentabilidade inicial, mas a decisão envolve também critérios agronômicos.
“O mungo e o gergelim têm mostrado bons resultados, mas é fundamental manter a rotação com gramíneas como milho ou sorgo. Essa sucessão contribui para a formação de palhada e para a quebra do ciclo de pragas e doenças”, pontua o engenheiro.
Mesmo diante de ajustes no calendário agrícola e dos desafios técnicos, o avanço da colheita e o planejamento da safrinha reforçam a integração entre assistência técnica, organização logística e estratégia produtiva no campo tocantinense.
Por Ascom Cooperativa Frísia.


















