O mercado físico do boi gordo recuperou seus preços no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, ainda convivendo com restrição de oferta.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a guerra no Oriente Médio ainda gera instabilidades. “Entretanto, o entendimento é de uma logística mais complicada, com custos mais pesados sobre os exportadores, mas sem a disrupção total do fluxo de exportação”, sinaliza.
De acordo com ele, mesmo assim, a escalada do conflito e potenciais desdobramentos não podem ser descartadas de forma alguma.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 348,75
Goiás: R$ 334,11
Minas Gerais: R$ 344,41
Mato Grosso do Sul: R$ 336,02
Mato Grosso: R$ 338,65
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados. Iglesias destaca que nem a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.
“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. Nesse campo, a prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, avalia.
Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 20,50 por quilo;
Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo;
Ponta de agulha: se mantém no patamar de R$ 20,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,67%, sendo negociado a R$ 5,2457 para venda e a R$ 5,2437 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1572 e a máxima de R$ 5,2502.
Por Canal Rural.


















