A produção brasileira de feijão deve alcançar cerca de 3,0 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa de fevereiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), volume considerado suficiente para o abastecimento interno e que reduz a necessidade de importações.
Apesar do volume expressivo, o setor está inserido em um cenário mais amplo de crescimento da produção agrícola. No Tocantins, a safra de grãos 2025/2026 deve crescer 4,7%, passando de 9,17 milhões para 9,60 milhões de toneladas, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) . No recorte nacional, o Paraná lidera a produção de feijão, com 22,9% de participação, seguido por Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, evidenciando a força do Centro-Sul na cadeia produtiva.
No cenário internacional, o Brasil também vem ampliando sua presença. Desde a safra 2017/2018, o país se tornou exportador líquido de feijão, com embarques que chegaram a cerca de 150 mil toneladas na safra 2023/2024, consolidando o avanço brasileiro no comércio global . Os dados reforçam que, além da produção, o setor exige cada vez mais inteligência de mercado, estratégias comerciais e visão de posicionamento, especialmente diante de um cenário mais competitivo e com maior inserção internacional.
É nesse contexto que foi realizado, no dia 25 de março, em Lagoa da Confusão-TO, o Pulse Day, evento técnico e estratégico voltado exclusivamente para produtores de feijão e pulses. A proposta foi conectar o produtor rural a informações de mercado, tendências de exportação e estratégias comerciais, com foco direto em rentabilidade.
Mais do que discutir produção, o evento propõe uma abordagem voltada ao mercado. A programação inclui análises sobre padrões de exportação, exigências comerciais e comportamento dos compradores, com o objetivo de orientar o produtor sobre como posicionar sua produção para venda ainda na fase de planejamento da safra.
Outro ponto central é o debate sobre culturas em expansão, como o mungo-preto, que desponta como oportunidade, mas exige avaliação técnica de viabilidade. O evento também deve abordar critérios como solo, logística e condições contratuais, fatores decisivos para inserção nesse mercado. A liquidez será outro tema em destaque. Especialistas discutiram os riscos de estoque parado e apresentar cenários sobre onde o capital está circulando no mercado de pulses, além de alertar para possíveis armadilhas comerciais em culturas em fase de consolidação.















