O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira (31/3) a troca no comando do Ministério da Agricultura.
Publicação extra do Diário Oficial da União (DOU) exonerou Carlos Fávaro e nomeou André de Paula em seu lugar. De Paula era até então ministro da Pesca e Aquicultura, cargo do qual ele foi exonerado, e que está agora com Édipo Araújo, ex-secretário-executivo da Pasta. Fávaro deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições de outubro.
Segundo De Paula, a transmissão do cargo no Ministério da Pesca ocorrerá na quarta-feira (1º/4), quando passará a função a Édipo Araújo, atual secretário-executivo do ministério. Na mesma tarde, ele deve tomar posse como novo ministro da Agricultura.
Com a mudança de Pasta, o principal impacto será o aumento expressivo do orçamento sob sua gestão. O Ministério da Pesca e Aquicultura, recriado em 2023, contava com cerca de R$ 270 milhões para custeio e programas finalísticos.
Já no Ministério da Agricultura, o orçamento total chega a R$ 12,1 bilhões, incluindo despesas administrativas, previdência dos servidores e políticas públicas. Desse total, cerca de R$ 4,5 bilhões são destinados à gestão direta e programas.
A nova estrutura também inclui a vinculação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com orçamento superior a R$ 4,8 bilhões, e do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, que conta com R$ 7,4 bilhões previstos para 2026.
Quem é André de Paula
André Carlos Alves de Paula Filho nasceu no Recife (PE). Tem 62 anos, é casado com Patrícia Dubeux de Paula, pai de três filhas, Maria Cláudia, Andréa e Maria Cândida e avô de cinco netos.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, é servidor público federal de carreira e acumula mais de quatro décadas de vida pública. Foi vereador do Recife, deputado estadual por Pernambuco por dois mandatos e deputado federal por seis legislaturas consecutivas.
Também exerceu cargos no Executivo estadual, como secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco entre 1999 e 2002, e secretário das Cidades entre 2015 e 2016.
No Congresso Nacional, onde atua há mais de 20 anos, ocupou posições de destaque como 2º vice-presidente e 4º secretário da Mesa da Câmara dos Deputados, líder da bancada do Partido Social Democrático (PSD), líder da minoria, além de ter presidido a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Comissão de Legislação Participativa.
Por Globo Rural.


















