Suíno vivo e carcaça registraram valorização em setembro; indústria já aumenta formação de estoques para o fim do ano
As cotações do suíno vivo e da carcaça suína subiram em setembro pela primeira vez em 2026. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento esteve relacionado, de forma geral, à redução da oferta de carne e ao aumento da demanda pela proteína no mercado interno.
A valorização não ocorreu, porém, em todos os segmentos. No mercado de cortes, os preços recuaram ao longo do mês.
De acordo com o Cepea, a indústria registrou um ritmo de negócios mais intenso e constante em setembro, o que contribuiu para sustentar a primeira alta do ano tanto para o suíno vivo quanto para a carcaça.
Demanda interna ajuda a sustentar mercado
A menor disponibilidade de carne suína e a melhora da demanda doméstica criaram um ambiente mais favorável às cotações ao longo de setembro.
Com maior movimentação nas negociações, o mercado conseguiu romper a sequência de estabilidade ou pressão observada nos meses anteriores e registrar valorização pela primeira vez no ano.
Ainda assim, o comportamento dos cortes mostrou que a recuperação não ocorreu de forma uniforme em toda a cadeia.
Outubro começa com perspectiva positiva
Agentes consultados pelo Cepea apontam uma perspectiva favorável para a primeira semana de outubro.
Um dos fatores é o aumento sazonal do consumo das famílias no início do mês, período normalmente associado ao recebimento de salários e maior movimentação no varejo.
Outro ponto é a atuação mais forte da indústria na formação de estoques para as festas de fim de ano.
Com isso, a demanda por carne suína pode seguir mais firme no curto prazo, especialmente se a oferta permanecer mais ajustada.
O comportamento das compras da indústria e do consumo doméstico deve continuar sendo determinante para a sustentação das cotações nas próximas semanas.















