Lideranças da FAET, Aprosoja, ADSTO, ATNP, COAPA, OCB/TO e Sindicatos Rurais entregam pacto de governança e exigem assento nas decisões estratégicas do Estado.
O agronegócio do Tocantins quer mais representatividade na arena política. Em uma mobilização conjunta sem precedentes, as principais entidades de classe do setor: FAET, Aprosoja, ADSTO, ATNP, COAPA, OCB/TO e Sindicatos Rurais, reuniram-se com a pré-candidata ao Governo, Senadora Dorinha, e com o Senador Eduardo Gomes, candidato à reeleição. O objetivo foi entregar uma proposta de Pacto pelo Desenvolvimento Produtivo do Tocantins, documento que condiciona o apoio do setor à participação direta na gestão pública.
O movimento destaca a força econômica do campo como argumento para a ocupação de espaços políticos. Paulo Carneiro, presidente da FAET, sublinhou que a união das entidades é um marco histórico. “O setor responde por mais de 70% do PIB estadual. Pela nossa relevância econômica e social merecemos espaço e representatividade nas tomadas de decisão”, afirmou o presidente da Federação.
Complementando a visão da FAET, Arnardino Gabriel, presidente da ADSTO, destacou que o agro abandonou a postura passiva. “O setor não pode mais ficar apenas ‘dentro da porteira’ cuidando da atividade e assistindo a interferências do setor público que nos prejudicam. O agro quer ter voz e vez em um futuro governo”, pontuou.
O Fim da Insegurança Jurídica e Fiscal
Para as entidades, a união é a única ferramenta capaz de frear problemas crônicos como a insegurança jurídica. Ricardo Khouri, que preside a COAPA e a OCB/TO, destacou que os gargalos em áreas como a fundiária exigem uma resposta articulada. “Estamos assistindo invasões de propriedades que mesmo com decisões de reintegração de posse o problema continua”.
No campo dos tributos, a Aprosoja Tocantins, representada pela presidente Caroline Barcellos, deixou claro que o segmento está vigilante, mas precisa ter condições de influenciar nas decisões. “Precisamos acompanhar e interferir antes que as ações do poder público prejudiquem a viabilidade das nossas atividades. O setor precisa estar próximo”, alertou.
Câmara Técnica: O Novo Modelo de Gestão
O principal ítem da proposta das entidades rurais é a criação de uma Câmara Técnica de Desenvolvimento Produtivo. O órgão, composto pelos signatários do pacto, funcionaria como uma instância de validação para políticas públicas, inclusive com o compromisso dos pré-candidatos de consultarem as entidades para a indicação de gestores técnicos em pastas como Agricultura, Meio Ambiente e Fazenda.
A Reação dos Pré-Candidatos
A Senadora Dorinha, pré-candidata ao governo, acolheu as demandas e assinou o documento. Segundo ela, o modelo de conselho técnico participativo está alinhado ao seu modelo de gestão. “Governar com quem entende da realidade produtiva é o caminho para o Tocantins continuar crescendo”, declarou.
Já o Senador Eduardo Gomes, que pretende buscar a reeleição, destacou que sua atuação no Congresso é de vigilância histórica pelas pautas do agro e ressaltou a importância da União voltar a ter um governo que compreenda e aja em benefício do desenvolvimento rural.
Entidades Signatárias do Pacto:
• FAET (Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins)
• Aprosoja Tocantins (Associação dos Produtores de Soja)
• ADSTO (Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Tocantins)
• COAPA (Cooperativa Agroindustrial do Tocantins)
• OCB/TO (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Tocantins)
• Associação Tocantinense Novilho Precoce (ATNP)
• Frísia Cooperativa Agroindustrial
• Presidentes de Sindicatos Rurais do Estado do Tocantins.
Por Ascom Sistema FAET/Senar.


















