quinta-feira, 02 de julho de 2026.
  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • VÍDEOS
  • ARTIGOS
  • CONTATO
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Instalação de Plugin : Ícone do carrinho precisa WooCommerce plugin para ser instalado.
  • Login
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
Sem resultados
Ver todos resultados
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Agricultura

Novas regras do chocolate geram disputa entre produtores de cacau e indústrias

por Yuri Felipe Sousa - Jornalista
em: 18/05/2026 11:01
Cat.: Agricultura
A A
Cacau no Pará alia produção e clima e sequestra até 51 t de carbono por hectare

Secagem de cacau. (Foto: Arquivo/Agência Pará).

CompartilharCompartilhar

Mudanças no setor são comemoradas por produtores, mas preocupam fabricantes de chocolate

As novas regras que mudam as definições e características do chocolate, dos produtos derivados de cacau e a rotulagem foram celebradas por cacauicultores, mas geraram preocupação na indústria chocolateira, conforme apurou a reportagem.

LEIA TAMBÉM

Tocantins elabora plano para impulsionar irrigação e ampliar produção agrícola no sudoeste

Aprosoja Tocantins apresenta proposta de cooperação ao embaixador do Japão para impulsionar o agro no estado

A Lei nº 15.404, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira passada (11/5), entra em vigor 360 dias depois da publicação. Isso significa que a indústria tem um ano para se adequar à nova legislação.

Para o produto ser classificado como chocolate, a lei obriga agora um percentual mínimo de 35% de sólidos de cacau, antes era de 25%. Para o chocolate branco, os mesmos 20% de manteiga de cacau continuam exigidos, agora com o acréscimo de 14% de sólidos totais de leite. A lei também dispõe sobre as novas exigências para chocolate ao leite, cacau em pó, e outros.

 — Foto: Valor
Foto: Valor

Segundo Guilherme Moura, diretor da Federação da Agricultura da Bahia (Faeb) e produtor, a norma é um ganho para todo o setor, em especial para os cacauicultores que a partir de agora terão seu produto mais valorizado. “A lei traz mais transparência, permite que o consumidor entenda melhor o que está comprando”, diz.

Ainda de acordo com Moura, no médio e longo prazo, a regulamentação deve trazer mais qualidade para o chocolate nacional e torná-lo um produto mais nutritivo. “Ganha o setor e ganha a sociedade”, defende.

Uma fonte ligada à indústria afirma, porém, que a lei pode ter o efeito contrário ao esperado pelos produtores. Em vez de aumentar, o consumo de chocolate, e consequentemente do cacau, pode cair. “Isso não vai mudar o perfil do consumidor. O consumo no Brasil é baseado no preço”, diz a fonte, que pediu anonimato

Para Adriana Reis, gerente de educação e inteligência do Centro de Inovação do Cacau (CIC), a lei responde à pergunta sobre o que pode ser chamado de chocolate. “É positiva porque começa a enfrentar o problema dos produtos rotulados como o ‘sabor chocolate’, que não contêm cacau suficiente, usam aromatizantes, corantes e gordura vegetal hidrogenada para simular o gosto”, afirma.

Reis, que também é analista sensorial de cacau, diz que as misturas no chocolate têm derrubado a qualidade do produto e acostumaram o brasileiro a uma experiência “baseada em açúcar e gordura”.

Além das novas definições para o chocolate, a legislação também limita em 5% o teor de outras gorduras vegetais no chocolate. “Isso fecha uma porta que a indústria usava para substituir a manteiga de cacau por gordura hidrogenada”, acrescenta a especialista.

Ela espera que a nova exigência sirva de incentivo para que os produtores invistam não apenas no aumento do cultivo, mas também na qualidade das amêndoas, para que o Brasil não dependa de matéria-prima importada.

Hoje o Brasil produz cerca de 200 mil toneladas de amêndoas de cacau por ano e importou 42 mil toneladas em 2025 para suprir a demanda interna, segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

Apesar de o país não ser autossuficiente, o governo federal publicou, em março deste ano, a Medida Provisória 1.341/2026 que, na prática, dificultou as importações de cacau. A MP reduziu de dois anos para seis meses o prazo do regime de drawback, que permite importar insumos sem pagar tributos quando eles são usados na produção de bens para exportação, nas importações de cacau

Produtores reivindicavam a medida alegando grande oferta de cacau importado. Mas a MP desagradou à indústria, pois reduziu o prazo para a importação da matéria-prima, processamento e exportação do derivado de cacau.

A restrição ao produto importado, já que as compras da Costa do Marfim também estão suspensas desde fevereiro por questões sanitárias, preocupa o setor num cenário de mudança nas regras sobre o que é chocolate.

Outra fonte ligada à indústria diz ainda que, caso as chocolateiras passem a comprar mais cacau em função das novas exigências, os produtores brasileiros podem ter problemas para entregar maiores volumes. Então, será necessário importar mais.

Procurada, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) disse, em nota, que “a lei cria novas categorias e reafirma normas existentes, as quais a indústria sempre atendeu rigorosamente, em consonância com o que determina a Anvisa e as melhores práticas internacionais, especificadas no ‘Codex Alimentarius’”.

Também em nota, a Cacau Show disse que aprovou a mudança da legislação e que não haverá impacto em nenhuma fórmula dos produtos da companhia. “Historicamente, a Cacau Show já trabalha com altos teores de cacau em suas formulações, que já superam os novos mínimos exigidos. Dessa forma, a nova lei não altera a essência de nossos produtos, pelo contrário, ressalta sua qualidade”.

A reportagem procurou a AIPC, que preferiu não se manifestar sobre o assunto. Procuradas, outras grandes fabricantes, como Nestlé e Dengo, também não comentaram.

Por Globo Rural.

Tags: Agronegóciocacauchocolatedecisãoindústrias
Anterior

Tocantins consolida avanço histórico para a silvicultura com criação da Câmara Setorial durante a Agrotins 2026

Próximo

Inteligência artificial revoluciona monitoramento agrícola com mapa global inédito

Yuri Felipe Sousa - Jornalista

OUTRAS MATÉRIAS

Tocantins terá polo de agricultura irrigada
Agricultura

Tocantins elabora plano para impulsionar irrigação e ampliar produção agrícola no sudoeste

02/07/2026
Aprosoja Tocantins apresenta proposta de cooperação ao embaixador do Japão para impulsionar o agro no estado
Agricultura

Aprosoja Tocantins apresenta proposta de cooperação ao embaixador do Japão para impulsionar o agro no estado

30/06/2026
Devolução de embalagens de agrotóxicos cresce no Tocantins com projeto itinerante
Agricultura

Devolução de embalagens de agrotóxicos cresce no Tocantins com projeto itinerante

29/06/2026
Algodão: área pode chegar a 2 milhões de hectares
Agricultura

O que esperar do Plano Safra 2026/27? Anúncio está previsto para 30 de junho

26/06/2026
FAET prestigia abertura oficial da Expojaú
Agricultura

FAET prestigia abertura oficial da Expojaú

26/06/2026
Muito além dos números: o que representa a produção de soja e milho no Tocantins
Agricultura

Muito além dos números: o que representa a produção de soja e milho no Tocantins

26/06/2026
Próximo
Inteligência artificial revoluciona monitoramento agrícola com mapa global inédito

Inteligência artificial revoluciona monitoramento agrícola com mapa global inédito

Mais de 5 mil pessoas visitam espaço de defesa agropecuária durante a Agrotins 2026

Mais de 5 mil pessoas visitam espaço de defesa agropecuária durante a Agrotins 2026

Boi gordo: Tocantins registra alta moderada e consolida mercado promissor na pecuária brasileira

Mercado do boi gordo perde força e registra queda de preços em importantes praças pecuárias

+ LIDAS

Confira a programação da Expoara 2024

Confira a programação da Expoara 2024

23/06/2025
Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

Filho de ex-prefeito é assassinado a tiros durante assalto em fazenda; criminosos fogem com carros e reféns

24/10/2025
Agrotins 2026 bate marca de 220 mil visitantes em cinco dias de feira em Palmas, segundo Governo do Estado

Calendário de eventos agro no Tocantins: Confira as principais feiras, exposições e festas ao longo de 2026

26/06/2026
Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

Endividado, megaprodutor do Tocantins paralisa pagamento aos credores

23/06/2025
Fazendão completa 21 anos com recordes e inovação em todas as áreas

Fazendão Agronegócio anuncia acordo para venda de unidade de esmagamento de soja no Tocantins

10/04/2026

LEIA TAMBÉM

Nova sede da FAET/SENAR reforça fortalecimento do agro e desenvolvimento do Tocantins

Nova sede da FAET/SENAR reforça fortalecimento do agro e desenvolvimento do Tocantins

23/06/2025
Salário de até R$ 16 mil: profissão do futuro tem muita vaga e pouca concorrência

Salário de até R$ 16 mil: profissão do futuro tem muita vaga e pouca concorrência

23/06/2025
Tocantins celebra safra histórica de milho com mais de 2 milhões de toneladas previstas

Tocantins celebra safra histórica de milho com mais de 2 milhões de toneladas previstas

10/07/2025
Dengue: período de chuvas acende alerta para aumento de casos no Tocantins

Dengue: período de chuvas acende alerta para aumento de casos no Tocantins

23/06/2025

SOBRE

Tocantins Rural
Tocantins Rural

O objetivo desse site é fazer com que o produtor, o lojista, o pesquisador e o investidor fiquem bem informados sobre o que acontece no Tocantins quando o assunto é agronegócio e agricultura familiar.

EDITORIAS

  • Agricultura
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Estadual
  • Inovação
  • Meio Ambiente
  • Nacional
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Política

INSTITUCIONAL

  • Quem Somos
  • Acervo
  • Média Kit
  • Contato

ATENDIMENTO

Segu-Sex: 08h-18h
(63) 98447-6190
[email protected]

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Artigos
  • Destaques
  • Inovação
  • Estadual
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Nacional
  • Vídeos

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.