Entenda por que a integração entre gestão de ativos e ferramentas sucessórias se tornou o pilar central para garantir que as empresas familiares atravessem gerações com saúde financeira
O planejamento patrimonial deixou de ser um tema restrito ao futuro ou limitado à elaboração de testamentos e passou a ocupar um papel estratégico entre famílias de alta renda, especialmente no agronegócio. No Tocantins, onde o campo é um dos principais motores da economia, essa mudança reflete uma necessidade prática: garantir a continuidade de negócios que movimentam bilhões e atravessam gerações.
Dados do IBGE mostram que o Tocantins registrou crescimento de 7,9% em 2023, impulsionado principalmente pelo agronegócio. No período, o setor agropecuário foi o grande destaque entre as atividades econômicas, com alta de 15,5% em volume, puxando o desempenho do estado e reforçando seu protagonismo na economia regional. Esse avanço também se reflete no comércio exterior: as exportações do agro já superam US$ 2,5 bilhões, com forte liderança da soja e da pecuária.
Esse cenário consolida o perfil de um produtor rural cada vez mais capitalizado e estratégico. “A XP tem protagonizado a ponte entre o campo e o sistema financeiro moderno, levando para dentro das porteiras ferramentas que antes estavam restritas a grandes corporações. Hoje, o produtor deixa de ser apenas tomador de crédito e passa a atuar como estrategista do próprio negócio”, afirma Fátima Martins, Chefe Comercial do Segmento Agro da XP.
Nesse novo contexto, o planejamento patrimonial deixa de ser uma etapa isolada e passa a integrar a gestão do negócio. Isso inclui organização societária, proteção de ativos, gestão tributária, diversificação internacional e, principalmente, a estruturação da sucessão.
A urgência do tema é evidente. No Brasil, 85% das empresas familiares não chegam à terceira geração, segundo o Sebrae. No agro tocantinense, onde patrimônio, terra e operação estão diretamente conectados, esse desafio ganha ainda mais complexidade.
“A sucessão é um desafio real para muitas famílias do agro no Tocantins. Não estamos falando apenas de transferência de bens, mas de preparar herdeiros para assumir decisões estratégicas e garantir a continuidade do negócio”, destaca Fátima Martins.
Um dos principais gargalos ainda está na falta de separação entre patrimônio pessoal e empresarial. “Separar o patrimônio da família do risco da operação é o primeiro passo para proteger o legado familiar. Muitas famílias ainda misturam contas e ativos, o que expõe todo o patrimônio a riscos desnecessários, como dívidas operacionais ou disputas judiciais”, destaca.
Nesse sentido, estruturas como holdings familiares têm ganhado espaço como solução prática. Além de facilitar a sucessão, permitem organizar a gestão dos ativos, reduzir riscos e otimizar a carga tributária. Ao mesmo tempo, abrem portas para fontes mais sofisticadas de financiamento, como fundos estruturados e operações fora do modelo bancário tradicional.
“Empresas do agro que organizam seu fluxo de caixa e antecipam cenários conseguem evitar endividamento caro e acessar crédito em melhores condições. Em um setor sujeito a variações de safra, clima e preço de commodities, esse controle é decisivo”, afirma Fátima.
Mais do que proteger patrimônio, o planejamento integrado passa a ser uma vantagem competitiva. A capacidade de unir investimentos, crédito, proteção patrimonial e sucessão dentro de uma estratégia única, sustentada por governança, define quais empresas conseguirão crescer e atravessar gerações.
Nesse processo, o assessor de investimentos ganha um papel central. “Contar com um assessor que entenda tanto o negócio quanto a dinâmica familiar permite integrar todas essas frentes. Ele atua como um parceiro estratégico na construção de longo prazo”, diz Fátima. O diferencial do especialista em agro está na capacidade de utilizar instrumentos financeiros como LCAs, CRAs e Fiagros para diversificar o patrimônio para além da porteira, criando estruturas financeiras que facilitem a sucessão hereditária e evitem a descapitalização da fazenda no momento da transição entre gerações.
Com o agro consolidado como base econômica do Tocantins e em expansão contínua, a forma como esse patrimônio será organizado nos próximos anos tende a impactar não apenas as famílias, mas o próprio desenvolvimento do estado.
“A sucessão bem estruturada não é custo, é investimento em longevidade. As famílias que se organizam hoje têm mais chances de preservar e expandir seu patrimônio no futuro”, conclui Fátima Martins, Head Comercial do Segmento Agro do Banco XP.
Sobre a XP
A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas, promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita sete vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo. Saiba mais em www.xp.com.br
Por Gabriela Fogaça/Arguto Consultoria e Comunicação.
















