Investigado teria se passado por proprietários rurais para receber pagamentos durante negociações de imóveis; polícia apura pelo menos três casos em Palmas
A Polícia Civil do Tocantins prendeu preventivamente, nesta terça-feira (4), um homem de 32 anos investigado por aplicar golpes em negociações de propriedades rurais em Palmas. Segundo as investigações, o suspeito utilizava anúncios de fazendas que estavam realmente à venda para enganar compradores e desviar valores pagos durante as transações.
De acordo com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Palmas, o investigado atuava inicialmente como intermediador da negociação. Após apresentar o imóvel ao interessado, ele criava uma conta falsa em um aplicativo de mensagens e passava a se comunicar com a vítima se identificando como o verdadeiro proprietário da fazenda.
Convencidos de que negociavam diretamente com o dono do imóvel, os compradores realizavam transferências bancárias para contas indicadas pelo suspeito, acreditando estar efetuando o pagamento da propriedade.
As investigações apontam que o mesmo modo de atuação aparece em pelo menos outros dois procedimentos instaurados pela Polícia Civil na capital. Ao todo, o homem é investigado em três inquéritos, além de haver indícios de participação em outras fraudes semelhantes.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o suspeito foi encaminhado à delegacia para interrogatório e, posteriormente, levado à Unidade Penal de Palmas, onde permanece à disposição da Justiça.
Atenção nas negociações rurais
A Polícia Civil orienta que compradores e vendedores de imóveis rurais redobrem os cuidados durante as negociações, especialmente quando houver mudança repentina dos canais de comunicação ou solicitação de transferências bancárias para contas diferentes das inicialmente informadas.
Entre as recomendações estão confirmar a identidade do proprietário, verificar a documentação do imóvel, conferir os dados bancários antes de qualquer pagamento e, sempre que possível, formalizar as negociações com acompanhamento jurídico ou de profissionais especializados.
Com a prisão do investigado, o inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Com informações da Polícia Civil.


















