Lavouras temporárias concentraram maior parte da retração; Estado encerrou período com saldo geral negativo de 177 postos de trabalho
A agropecuária encerrou o segundo trimestre de 2026 com saldo negativo de 939 empregos formais no Tocantins, resultado de um período de retração no mercado de trabalho estadual. Entre os setores da economia analisados, o agro apresentou a maior redução no número de postos.
Os dados constam no Boletim AgroFAET, do Sistema FAET/SENAR Tocantins, a partir de informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Considerando todos os setores, o Tocantins registrou 22.495 admissões e 22.672 desligamentos entre abril e junho, encerrando o trimestre com saldo negativo de 177 empregos formais.
O desempenho representa uma mudança significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando o mercado de trabalho tocantinense havia registrado saldo positivo de 3.253 vagas.
Lavouras temporárias puxam retração no agro
Dentro da agropecuária, a maior redução ocorreu na produção de lavouras temporárias, que apresentou saldo negativo de 663 postos de trabalho no trimestre.
As atividades de apoio à agricultura e à pecuária aparecem na sequência, com perda de 145 vagas. A pecuária teve saldo negativo de 101 postos, enquanto a produção de sementes e mudas certificadas encerrou o período com redução de 13 empregos.
Os números mostram que a retração do setor esteve concentrada principalmente nas atividades diretamente relacionadas à produção agrícola.
Construção e indústria criam vagas
Enquanto agropecuária, comércio e serviços fecharam postos de trabalho, outros setores apresentaram desempenho positivo no Tocantins.
A construção civil gerou 886 empregos formais no segundo trimestre, o melhor resultado entre os setores apresentados no levantamento. A indústria também terminou o período no positivo, com criação de 135 vagas.
Em sentido contrário, além das 939 vagas perdidas pela agropecuária, o comércio registrou saldo negativo de 155 postos e os serviços, redução de 104 empregos. O resultado combinado levou o Estado ao saldo geral negativo de 177 vagas.
Tocantins mantém desemprego abaixo da média nacional
Apesar do resultado negativo do emprego formal no segundo trimestre, outro indicador apresentado pelo boletim mostra um cenário diferente quando considerado o mercado de trabalho de forma mais ampla.
Dados da PNAD Contínua referentes ao primeiro trimestre de 2026 apontam que a taxa de desocupação do Tocantins ficou em 5,6%, abaixo da média brasileira de 6,1%.
Na Região Norte, o Tocantins apresentou a segunda menor taxa de desemprego, atrás apenas de Rondônia, que registrou 3,7%.
Brasil também desacelera na criação de empregos
No cenário nacional, foram registradas 4.499.078 admissões e 4.346.592 demissões no segundo trimestre, resultando na criação de 152.486 empregos formais.
Embora positivo, o saldo ficou bem abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando o país havia criado 553.336 postos.
No Brasil, a agropecuária terminou o trimestre com saldo positivo de 1.651 vagas. Serviços lideraram a geração de empregos, com 110.944 postos, seguidos pela construção civil, com 34.504, e indústria, com 13.534. O comércio apresentou saldo negativo de 8.135 vagas.
Com informações do Boletim AgroFAET, elaborado pelo Sistema FAET/SENAR Tocantins a partir de dados do Novo Caged/MTE e da PNAD Contínua/IBGE.















