sexta-feira, 21 de agosto de 2026.
  • HOME
  • QUEM SOMOS
  • VÍDEOS
  • ARTIGOS
  • CONTATO
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Instalação de Plugin : Ícone do carrinho precisa WooCommerce plugin para ser instalado.
  • Login
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Agricultura Familiar
  • Política
  • Economia
  • Inovação
  • Estadual
  • Nacional
Sem resultados
Ver todos resultados
Tocantins Rural
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Economia

Pix é alvo central do novo tarifaço dos EUA, enquanto país segue dependente do agro brasileiro, diz especialista

por Yuri Felipe Sousa - Jornalista
em: 07/07/2026 10:19
Cat.: Economia
A A
Senado dos EUA aprova suspensão de tarifas impostas por Trump ao Brasil

(Foto: Reprodução).

CompartilharCompartilhar

Professor afirma que medida tem motivação estratégica e lembra a dependência americana do agronegócio brasileiro.

O Pix é o principal motivo da nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil, afirma o professor do Departamento de Ciências Políticas e Economia da Unesp e especialistas em relações internacionais Marcelo Fernandes de Oliveira. Segundo ele, apesar das alegações envolvendo meio ambiente e trabalho escravo, o foco da investigação americana está no sistema brasileiro de pagamentos.

LEIA TAMBÉM

ADAT participa de encontro com presidenciáveis e leva demandas do setor atacadista do Tocantins ao debate nacional nesta última terça, 18

Mais velhos enfrentam dificuldades para poupar dinheiro, enquanto nova geração lidera diversificação de investimentos no mercado financeiro

A investigação foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial americana, instrumento que permite ao governo aplicar sanções a países acusados de adotar práticas consideradas desleais. Nesta semana, o órgão iniciou uma série de audiências públicas para ouvir representantes do setor privado, especialistas e demais interessados antes de concluir o processo.

A decisão final é esperada até 15 de julho e poderá resultar em duas novas tarifas sobre produtos brasileiros: uma adicional de 25%, justificada por supostas práticas comerciais desleais , entre elas o Pix e alegações ambientais, e outra de 12,5%, relacionada à avaliação de que o Brasil não estaria adotando medidas suficientes para combater o trabalho forçado. Caso ambas sejam implementadas, a carga adicional poderá chegar a 37,5% sobre as exportações brasileiras.

Tarifaço 2.0

Segundo Fernandes, diferentemente do tarifaço anunciado em 2025, desta vez a investigação segue um rito previsto na legislação americana, o que torna uma eventual retaliação mais difícil de ser revertida.

“Esse não é um processo como foi o do ano passado, um rompante do presidente Donald Trump. Agora, tudo ocorreu dentro das leis americanas, seguindo uma investigação que vem sendo construída há cerca de seis meses. Isso torna muito mais difícil evitar a aplicação das tarifas.”

Para o especialista, o centro da investigação não está nas questões ambientais ou trabalhistas, mas nos interesses das gigantes da tecnologia e na geopolítica do sistema financeiro internacional.

Segundo ele, empresas como Meta e Google pressionaram o governo americano porque enxergam o Pix como uma ameaça aos seus projetos de pagamentos digitais.

“O Pix é a pedra no sapato exatamente da Meta e também do Google. Estamos falando da segunda e da quinta maiores empresas do mundo, que pressionaram o representante comercial dos Estados Unidos porque tinham interesse no mercado brasileiro de pagamentos digitais.”

Na avaliação do professor, o receio dos Estados Unidos vai além do mercado brasileiro.

Ele explica que existe preocupação com uma futura integração dos sistemas de pagamento dos países do Brics, reduzindo a dependência do dólar nas transações internacionais.

“Se houver integração apenas entre os países do Brics, há um deslocamento de cerca de 20% da intermediação do dólar no comércio internacional. Estamos falando de trilhões de dólares. Esse é o jogo que o Brasil se enfiou.”

Mesmo diante da ameaça de novas tarifas, Marcelo Fernandes acredita que o governo brasileiro dificilmente fará concessões sobre o sistema de pagamentos.

“O Pix caiu no gosto do brasileiro. Nenhum governo, seja o atual ou qualquer outro, teria espaço político para enfraquecê-lo, principalmente em ano eleitoral”, afirma.

Segundo ele, uma possível alternativa seria limitar apenas uma futura integração internacional do Pix, mantendo seu funcionamento exclusivamente no mercado doméstico. No entanto, o especialista observa que os movimentos recentes do governo brasileiro apontam na direção oposta, com aproximação financeira de países como a China.

EUA dependem mais do agro brasileiro

Apesar da preocupação com um possível tarifaço, o professor afirma que o agronegócio brasileiro possui capacidade para encontrar novos mercados e que os próprios Estados Unidos dependem de produtos brasileiros em segmentos estratégicos.

“Quem precisa da gente são eles. Nós temos outros mercados para escoar nossa produção.”

Segundo ele, o histórico do tarifaço anterior demonstra essa dependência. Em 2025, carnes, café e suco de laranja foram inicialmente atingidos, mas boa parte das restrições acabou sendo revista diante dos impactos para consumidores e empresas americanas.

“No caso da carne, do café e do suco de laranja, os próprios Estados Unidos perceberam que estavam elevando custos para sua população. Os americanos estão entre os maiores consumidores desses produtos no mundo, e isso gera inflação e desgaste político”, explica.

Além disso, o especialista lembra que grandes frigoríficos brasileiros possuem estrutura produtiva e logística instalada nos Estados Unidos, gerando empregos e movimentando a economia americana.

Indústria brasileira pode sentir impacto maior

Embora o agronegócio esteja entre os setores que podem ser afetados por um eventual tarifaço, Marcelo Fernandes avalia que os maiores impactos tendem a recair sobre a indústria brasileira.

Segundo ele, o agro possui uma vantagem competitiva importante: seus produtos têm demanda global e podem ser redirecionados para outros mercados caso as vendas aos Estados Unidos diminuam.

“Nós podemos ter uma crise durante uma safra por causa do tempo necessário para abrir novos mercados. Entretanto, o Brasil tem uma expertise muito alta no setor agrícola e os nossos produtos serão aceitos em outros lugares. Não vejo o tarifaço como uma grande ameaça para o agro especificamente, porque nós temos saídas.”

Para o especialista, a situação é diferente na indústria, cuja relação comercial com os Estados Unidos envolve produtos de alto valor agregado e cadeias produtivas mais difíceis de substituir.

Ele cita como exemplo o setor automotivo. Após a crise financeira de 2008, montadoras americanas passaram a utilizar motores menores e mais eficientes, segmento no qual o Brasil se tornou fornecedor relevante de motores flex e componentes automotivos.

“Os carros norte-americanos hoje saem de fábrica com motores produzidos no Brasil, além de diversas autopeças. São produtos de alto valor agregado, que geram empregos qualificados e arrecadação de impostos. É aí que vejo o maior perigo.”

Segundo ele, uma eventual retração das exportações industriais teria efeito em cadeia sobre a economia brasileira.

“Se houver perda de arrecadação, o governo terá menos recursos. Isso pode significar redução da capacidade de investimento e até menos dinheiro para políticas como o Plano Safra. Ou seja, mesmo que o agro encontre novos mercados, ele pode ser afetado indiretamente pela perda de arrecadação provocada pela indústria.”

Negociação deve ser técnica

Marcelo Fernandes também defende que a resposta brasileira ao possível tarifaço seja conduzida exclusivamente pela equipe técnica responsável pelas negociações internacionais.

Para ele, diferentemente do debate político, disputas comerciais dessa natureza envolvem legislação, acordos internacionais e procedimentos bastante específicos.

“Comércio internacional não pode ser tratado no gogó. É uma coisa séria para o país inteiro, atinge vários setores e precisa ser tratado de maneira técnica.”

O especialista destaca que o Brasil possui uma das estruturas diplomáticas mais respeitadas do mundo e cita o Itamaraty como peça-chave para tentar reduzir os impactos da investigação conduzida pelos Estados Unidos.

“O serviço diplomático brasileiro é um dos melhores do mundo. Nós temos que confiar nessas ilhas de excelência técnica que existem no Estado brasileiro. No Itamaraty há, inclusive, adidos agrícolas que trabalham exclusivamente nas negociações do agronegócio, mostrando o grau de especialização da diplomacia brasileira.”

Por Canal Rural.

Tags: AgriculturaAgronegóciodisputaEconomianovo tarifaçoTocantinsTrump
Anterior

Projeto de ouro de R$ 1,4 bilhão no Tocantins abre oportunidades para fornecedores

Próximo

Temporada de praia aquece varejo com projeção de R$ 218,77 bilhões no turismo brasileiro

Yuri Felipe Sousa - Jornalista

OUTRAS MATÉRIAS

ADAT participa de encontro com presidenciáveis e leva demandas do setor atacadista do Tocantins ao debate nacional nesta última terça, 18
Economia

ADAT participa de encontro com presidenciáveis e leva demandas do setor atacadista do Tocantins ao debate nacional nesta última terça, 18

20/08/2026
Mais velhos enfrentam dificuldades para poupar dinheiro, enquanto nova geração lidera diversificação de investimentos no mercado financeiro
Economia

Mais velhos enfrentam dificuldades para poupar dinheiro, enquanto nova geração lidera diversificação de investimentos no mercado financeiro

19/08/2026
Reforma Tributária, juros e novas regras para distribuição pautam encontro com participação da ADAT em Brasília
Economia

Reforma Tributária, juros e novas regras para distribuição pautam encontro com participação da ADAT em Brasília

18/08/2026
Produtores afetados por eventos climáticos terão R$ 5,2 bilhões em crédito aprovado pelo BNDES
Economia

Crédito do BNDES no Tocantins chega a R$ 1,55 bilhão e quase triplica no primeiro semestre

18/08/2026
Casas Bahia pede recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas
Economia

Casas Bahia pede recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

17/08/2026
Rodes Engenharia lança o LIKE 210 e projeta mais de 20 novos empreendimentos para os próximos 3 anos no Tocantins
DESTAQUE

Rodes Engenharia lança o LIKE 210 e projeta mais de 20 novos empreendimentos para os próximos 3 anos no Tocantins

17/08/2026
Próximo
Temporada de praia aquece varejo com projeção de R$ 218,77 bilhões no turismo brasileiro

Temporada de praia aquece varejo com projeção de R$ 218,77 bilhões no turismo brasileiro

Conflito no Irã pode afetar temporariamente exportações de carne do Brasil, diz MDIC

Brasil esgota cota de exportação de carne bovina para a China, aponta Safras & Mercado

Gerente de fazenda no Tocantins é suspeito de fraudar venda de mil cabeças de gado e causar prejuízo de R$ 3 milhões

Entenda como dor e inflamação impactam o desempenho dos bovinos de corte

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ex-secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo entra na disputa por vaga na Assembleia Legislativa

Ex-secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo entra na disputa por vaga na Assembleia Legislativa

21/08/2026
Produção de ovos caipiras em Palmas evidencia papel do agro no abastecimento das famílias

Preço dos ovos recua na segunda quinzena de agosto com enfraquecimento da demanda

21/08/2026
Anvisa suspende lote de lombo suíno após identificar conservante acima do limite permitido

Anvisa suspende lote de lombo suíno após identificar conservante acima do limite permitido

21/08/2026
Criadores poderão comprar sorgo, farelo de soja e outros insumos pelo programa da Conab

Alta do milho e farelo de soja reduz poder de compra dos avicultores pelo segundo mês seguido

21/08/2026
Com aval do Senado, prazo de proteção das cultivares será ampliado

Produção de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% e alcançar 705 milhões de toneladas no Brasil

21/08/2026

LEIA TAMBÉM

CRMV-TO amplia presença institucional junto aos profissionais do Tocantins

CRMV-TO amplia presença institucional junto aos profissionais do Tocantins

15/01/2026
Campanha de declaração de propriedades rurais com bovídeos no Tocantins bate o índice de 95,3%

Ministério da Agricultura destina 1,5 milhão à Adapec para reforçar defesa agropecuária no Tocantins

23/06/2025
ASSAÍ INAUGURA PRIMEIRA LOJA EM ARAGUAÍNA

ASSAÍ INAUGURA PRIMEIRA LOJA EM ARAGUAÍNA

05/01/2026
VLI alcança resultados financeiros recordes em 2024

VLI alcança resultados financeiros recordes em 2024

23/06/2025

SOBRE

Tocantins Rural
Tocantins Rural

O objetivo desse site é fazer com que o produtor, o lojista, o pesquisador e o investidor fiquem bem informados sobre o que acontece no Tocantins quando o assunto é agronegócio e agricultura familiar.

EDITORIAS

  • Agricultura
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Estadual
  • Inovação
  • Meio Ambiente
  • Nacional
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Política

INSTITUCIONAL

  • Quem Somos
  • Acervo
  • Média Kit
  • Contato

ATENDIMENTO

Segu-Sex: 08h-18h
(63) 98447-6190
[email protected]

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Artigos
  • Destaques
  • Inovação
  • Estadual
  • Agricultura Familiar
  • Economia
  • Agricultura
  • Pecuária
  • Pesca e Aquicultura
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Nacional
  • Vídeos

© 2023 Tocantins Rural - Notícias do meio rural.