Cooperativa comemora uma década de atuação impulsionando a produção agropecuária, investimentos e o desenvolvimento regional
Com um século de história, a Frísia Cooperativa Agroindustrial chegou ao Tocantins em 2016, levando para uma das principais fronteiras agrícolas do país a experiência acumulada ao longo de sua trajetória. Cooperativa de produção mais antiga do Paraná e a segunda mais antiga do Brasil, a Frísia construiu sua atuação com base na inovação, assistência técnica qualificada e cooperação entre produtores.
Dez anos depois, a presença da cooperativa no estado está consolidada. Com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, escritório administrativo em Palmas, 110 cooperados e 60 colaboradores, a Frísia ampliou investimentos em infraestrutura e contribuiu para o fortalecimento de cadeias produtivas como soja, milho, feijão e sorgo.
Geraldo Slob. (Foto: Ascom Frísia Cooperativa Agroindustrial).
Para o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob, a trajetória construída no Tocantins demonstra o potencial do cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social. “Quando chegamos ao Tocantins, encontramos uma região com grande potencial produtivo e produtores dispostos a construir junto. Ao longo desses dez anos, vimos a consolidação de uma agricultura cada vez mais profissional e competitiva, sempre com foco na geração de valor para os cooperados”, afirma.
Segundo ele, os resultados alcançados refletem uma construção coletiva baseada na confiança, na assistência técnica e na busca constante por soluções que contribuam para o crescimento sustentável das propriedades rurais.
Cooperativismo que gera transformação
Entre os produtores que acompanharam os primeiros passos da Frísia no Tocantins está o cooperado Roelof Harm Rabbers. Natural do Paraná, ele se estabeleceu no estado em 2016, período em que a cooperativa iniciava suas operações na região.
Para Roelof, a presença da Frísia foi um fator importante para confirmar sua aposta no potencial do Tocantins. “Eu me mudei para cá em 2016 e, quando soube que a Frísia também estaria no estado, tive certeza de que estava no caminho certo”, recorda.
Segundo o cooperado, a cooperativa apresentou aos produtores uma nova forma de atuação no agronegócio. “Naquela época, o estado era muito dependente das revendas e empresas que atuavam na região. A Frísia trouxe uma proposta diferente e, no início, muita gente ainda não entendia exatamente o que era uma cooperativa e como ela funcionava”, relata.
Com o passar dos anos, essa percepção mudou. “Aos poucos, esse trabalho foi sendo construído e os produtores passaram a enxergar os benefícios do modelo cooperativista”, acrescenta.
Roelof lembra que os primeiros anos também exigiram adaptação às características do Cerrado tocantinense. “Os desafios foram muito grandes. Os solos pedregosos eram uma realidade totalmente diferente da que conhecíamos no Paraná”, relembra.
Além dos aspectos produtivos, foi necessário compreender uma nova realidade de trabalho. “Também tivemos que aprender a lidar com uma cultura diferente, uma mão de obra diferente e uma nova dinâmica de trabalho. Foram necessários alguns anos para que tudo começasse a funcionar de forma mais ajustada”, completa.
Marcelo Cavazotti. (Foto: Ascom Frísia Cooperativa Agroindustrial).
Para o gerente executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, compreender as particularidades da região foi essencial para consolidar a atuação da cooperativa. “O Tocantins nos ensinou muito ao longo desses anos. Tivemos que entender as características da região, adaptar processos e desenvolver soluções que atendessem à realidade dos cooperados”, destaca.
Segundo ele, esse processo fortaleceu a relação com os cooperados e permitiu o desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas da região.
Evolução técnica e diversificação da produção
Ao longo da última década, a assistência técnica teve papel fundamental na evolução dos sistemas produtivos. O engenheiro agrônomo Glayson Oliveira acompanhou esse processo desde os primeiros anos da Frísia no Tocantins.
Segundo ele, um dos desafios iniciais era apresentar aos produtores os diferenciais do modelo cooperativista. “Foi muito gratificante participar desse crescimento desde o início. Naquela época, o principal desafio era desmistificar o que realmente é uma cooperativa e como esse modelo poderia contribuir para o desenvolvimento dos produtores”, comenta.
O avanço da assistência técnica e das pesquisas aplicadas ao campo contribuiu diretamente para o aumento da produtividade nas propriedades. “O aperfeiçoamento técnico junto à pesquisa trouxe melhorias importantes para a produção dos cooperados. Tivemos incentivo à segunda safra, que praticamente não existia na época, além da introdução de novas culturas visando aumentar a rentabilidade do produtor”, explica.
De acordo com Glayson, os resultados apareceram rapidamente. “Tivemos uma evolução técnica e um ganho de produtividade bastante expressivos. Logo nos primeiros anos da cooperativa já observamos produtividades superiores às médias estaduais em culturas como soja e milho”, ressalta.
A cooperativa também estimulou a adoção de novas culturas, como gergelim e feijão-mungo, ampliando as alternativas de produção e renda no campo.
Crescimento acompanhado por investimentos
O crescimento da Frísia no Tocantins foi acompanhado pela expansão da estrutura operacional e pela ampliação da capacidade de atendimento aos cooperados.
Atualmente, a cooperativa mantém uma estrutura consolidada no estado e já projeta novos investimentos. Nos próximos anos, essa presença será ampliada com a construção de um novo entreposto em Pium.
Com investimento estimado em cerca de R$ 100 milhões, a unidade terá capacidade de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem para 42 mil toneladas de grãos. As obras estão previstas para começar ainda este ano, com conclusão estimada para janeiro de 2028.
Para Marcelo Cavazotti, o novo empreendimento reforça o comprometimento da cooperativa no crescimento da região. “O novo entreposto em Pium representa mais um passo dentro da estratégia de crescimento da Frísia no Tocantins e reforça nossa confiança no futuro do agro da região”, ressalta.
A solidez construída ao longo da década também continua atraindo novos cooperados. É o caso do produtor rural André Siqueira, que ingressou recentemente na cooperativa. “São vários os benefícios. Posso destacar o armazenamento, a compra de insumos, a assistência técnica, a agilidade dos colaboradores no atendimento às solicitações e a seriedade das ações realizadas pela cooperativa”, avalia.
André acredita que a cooperativa ainda pode ampliar sua contribuição para o desenvolvimento regional. “Espero que possamos avançar nas alternativas de diversificação e industrialização daquilo que produzimos”, projeta.
Próximos passos
A Frísia celebra uma trajetória marcada pela expansão de suas atividades, pela proximidade com os cooperados e pelos investimentos realizados no estado. Para o engenheiro agrônomo Glayson Oliveira, o principal legado desse período está na construção de uma agricultura mais sólida e preparada para o futuro. “O legado que a Frísia deixa é uma agricultura mais sustentável e sólida”, pontua.
Mesmo diante dos desafios futuros, ele acredita que a cooperativa continuará exercendo um papel estratégico junto aos produtores. “A cooperativa continuará guiando, apoiando e incentivando seus cooperados a tomar as melhores decisões para o agronegócio tocantinense”, conclui.
Por Ascom Frísia Cooperativa Agroindustrial.


















