Vendas externas do setor cresceram 17,1% no segundo trimestre de 2026, puxadas principalmente pela soja e pelas carnes
O agronegócio movimentou US$ 1,13 bilhão em exportações no Tocantins entre abril e junho de 2026 e respondeu por 93,9% de tudo o que foi vendido pelo Estado ao mercado internacional no período. Os dados fazem parte do Boletim Técnico do segundo trimestre divulgado pelo Sistema FAET/SENAR Tocantins, com informações do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando as exportações do agro somaram US$ 969,1 milhões, houve crescimento de 17,1%. Já as exportações totais do Tocantins passaram de US$ 1,008 bilhão para US$ 1,208 bilhão, avanço de 19,8%.
Apesar do crescimento em valores, a participação do agronegócio na pauta estadual recuou de 96,1% para 93,9%. A redução de 2,2 pontos percentuais ocorreu porque as vendas externas dos demais setores cresceram em ritmo mais acelerado, passando de US$ 39,8 milhões para US$ 73,9 milhões, alta de 85,7%.
Ainda assim, os números mostram a predominância do campo na geração de receitas externas do Tocantins: de cada US$ 100 exportados pelo Estado no segundo trimestre, aproximadamente US$ 94 vieram do agronegócio.
Soja e carnes lideram pauta
A soja permaneceu como a principal cadeia exportadora do agro tocantinense. O complexo soja movimentou US$ 893,9 milhões no trimestre, crescimento de 14,1% em relação aos US$ 783,3 milhões registrados no mesmo intervalo do ano passado. O segmento respondeu sozinho por 78,8% das exportações do agronegócio estadual.
As carnes aparecem na segunda posição, com US$ 185,7 milhões em vendas externas, frente a US$ 154,1 milhões no segundo trimestre de 2025. O crescimento foi de 20,5%, elevando a participação do segmento para 16,4%.
Somadas, as duas cadeias concentraram 95,2% das exportações do agronegócio tocantinense no período, evidenciando o peso da soja e da pecuária na inserção do Estado no comércio internacional.
Quando considerados produtos individualmente, a soja em grãos liderou com US$ 807,5 milhões e participação de 71,2%. A carne bovina in natura veio na sequência, alcançando US$ 179,3 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. O farelo de soja também avançou, passando de US$ 54,7 milhões para US$ 86,4 milhões, alta de 58%.
Outros produtos registram forte crescimento
Embora tenham participação menor na pauta, alguns produtos apresentaram aumentos percentuais expressivos. O destaque ficou para os bovinos vivos, cujas exportações saltaram de US$ 2,4 milhões para US$ 14,7 milhões, crescimento de 503,9%.
As vendas de sementes de oleaginosas, excluindo a soja, cresceram 82,3%, enquanto as exportações de peptonas e derivados avançaram 70,8%. Os feijões secos tiveram aumento de 60,7%.
No conjunto, os cinco principais produtos, soja em grãos, carne bovina in natura, farelo de soja, peptonas e bovinos vivos, concentraram aproximadamente 97,3% das exportações do agronegócio estadual.
Além do aumento dos valores negociados, houve crescimento de aproximadamente 8,1% no volume exportado. Segundo a análise apresentada no boletim, a diferença entre a expansão do volume e da receita indica que o desempenho também foi favorecido por melhores valores unitários de produtos importantes da pauta, especialmente a carne bovina.
















