Milho e farelo de soja ficam mais caros para produtores de frango, enquanto menor demanda pressiona as cotações dos ovos na segunda quinzena
O mercado de aves e ovos enfrenta pressão em agosto. Enquanto a valorização dos principais insumos reduz o poder de compra do avicultor paulista pelo segundo mês consecutivo, os preços dos ovos recuam nesta segunda quinzena diante do enfraquecimento da demanda. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Na avicultura, o cenário combina queda no preço do frango vivo com aumento dos custos de milho e farelo de soja, dois dos principais componentes da alimentação dos animais.
Segundo o Cepea, a elevada oferta interna de frango vivo no início de agosto pressionou as cotações. Após a acomodação desse excedente, os preços passaram a apresentar maior estabilidade.
A situação dos insumos, porém, segue desfavorável ao produtor. Tanto o milho quanto o farelo de soja se valorizaram no período, reduzindo a quantidade desses produtos que pode ser adquirida com a receita obtida na comercialização do frango.
De acordo com a Equipe de Grãos do Cepea, o avanço foi mais intenso para o farelo de soja. Entre os fatores apontados estão a maior disputa pelo produto entre compradores dos mercados interno e externo e a valorização do dólar frente ao Real.
Com isso, o poder de compra do avicultor paulista frente aos dois insumos recua em agosto pelo segundo mês consecutivo.
Ovos ficam mais baratos na segunda quinzena
No mercado de ovos, o movimento também é de pressão sobre os produtores. Depois de preços relativamente estáveis durante a primeira metade de agosto, as cotações começaram a cair na segunda quinzena.
Conforme pesquisadores do Cepea, a desaceleração das vendas, considerada típica para este período do mês, enfraqueceu o mercado e aumentou a pressão de atacadistas e varejistas por descontos.
Diante da menor procura, produtores passaram a aceitar valores mais baixos nas negociações como forma de manter o giro dos estoques nas granjas.
As quedas, no entanto, não ocorreram com a mesma intensidade em todas as localidades. Segundo o Cepea, a oferta controlada em algumas praças ajudou a limitar os recuos.
A redução das cotações foi registrada tanto nas regiões produtoras quanto nos mercados atacadistas dos principais centros consumidores.















