O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Tocantins recebe com atenção e responsabilidade as manifestações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes sobre a necessidade de o Supremo Tribunal Federal rediscutir a decisão que, em 2009, afastou a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício profissional.
Não se trata de restringir a liberdade de expressão. Ao contrário: trata-se de discutir como fortalecer o jornalismo profissional em um cenário em que a informação circula em velocidade nunca vista, as redes sociais ampliaram a desinformação e qualquer pessoa pode se apresentar como jornalista sem necessariamente estar submetida à formação, aos princípios éticos e à responsabilidade profissional que orientam o exercício do Jornalismo.
O diploma não é uma barreira à liberdade de imprensa. É uma forma de reconhecer que o Jornalismo é uma profissão que exige conhecimento técnico, formação ética, responsabilidade social e compromisso com a informação de interesse público.
Em 2009, o STF tomou uma decisão a partir de uma realidade muito diferente da que vivemos hoje. Dezessete anos depois, o ecossistema da informação mudou radicalmente. Redes sociais, inteligência artificial, plataformas digitais e a disseminação em massa de conteúdos falsos impõem novos desafios à sociedade e também ao jornalismo.
Por isso, entendemos que rediscutir a questão não significa retroceder. Significa reconhecer que o mundo mudou e que a democracia precisa de um jornalismo profissional cada vez mais qualificado, responsável e comprometido com a verdade dos fatos.
O Sindjor-TO defende que esse debate seja feito com profundidade, transparência e participação das entidades representativas dos jornalistas e da sociedade. E reafirma uma convicção: fortalecer a formação e a profissionalização do Jornalismo é fortalecer a liberdade de imprensa, o direito à informação e a própria democracia.
Por Sindjor-TO.


















