Produtividade da soja alcançou 4.146 kg por hectare, maior resultado já registrado pela companhia; algodão também caminha para uma das melhores safras da empresa
A SLC Agrícola encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida recorde de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido alcançou R$ 245,1 milhões, avanço de 75,3% na comparação anual, conforme resultados divulgados pela companhia.
O desempenho foi acompanhado pelo aumento do volume comercializado e por resultados positivos nas principais atividades agrícolas. Entre abril e junho, a empresa faturou 806,1 mil toneladas de produtos agrícolas, 14,4% acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado e volume recorde para um segundo trimestre.
O resultado bruto atingiu R$ 941,2 milhões, alta de 43,5%. Já o EBITDA ajustado totalizou R$ 580,6 milhões no trimestre, com margem de 26,7%. No primeiro semestre, o indicador chegou a R$ 1,3 bilhão.
Segundo a companhia, o desempenho foi influenciado principalmente pelas operações com soja e algodão, além do crescimento dos volumes faturados de milho e da atividade pecuária.
“Os números do trimestre refletem um trabalho que começa muito antes da colheita. O planejamento das culturas, o cuidado diário nas fazendas, a gestão comercial e a disciplina na alocação de capital permitiram ampliar a operação e entregar resultados consistentes”, afirmou o diretor-presidente da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.
Soja alcança produtividade recorde
Principal cultura em área da companhia, a soja ocupou 424,6 mil hectares na safra 2025/26, o equivalente a 51% de toda a área plantada pela SLC Agrícola.
Com a colheita concluída, a produtividade média atingiu o recorde de 4.146 quilos por hectare, resultado 4,7% superior ao ciclo anterior e 2,7% acima do planejamento inicial da empresa.
De acordo com a SLC, o rendimento também ficou 11,7% acima da média nacional indicada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em julho.
No segundo trimestre, foram faturadas 568,3 mil toneladas de soja, alta de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2025. A cultura apresentou resultado bruto de R$ 301,3 milhões.
Algodão pode ter uma das melhores safras da companhia
No algodão, cultivado em 191,3 mil hectares, os resultados observados até o momento sustentam a expectativa de uma das melhores safras da história da empresa em produtividade.
Na primeira safra, a projeção é de 2.220 quilos de pluma por hectare, 20,6% acima do ciclo anterior e 7,5% superior ao planejamento inicial. Para a segunda safra, a estimativa é de 2.072 quilos por hectare, rendimento 4,5% acima do projetado.
O volume faturado de algodão em pluma chegou a 93,1 mil toneladas entre abril e junho, crescimento de 21,9% na comparação anual.
Até a divulgação dos resultados, a SLC havia concluído 100% da colheita da soja, 90,6% do milho segunda safra e 61,2% do algodão.
Milho cresce quase 70% em volume comercializado
O milho também apresentou avanço no trimestre. A companhia faturou 103,5 mil toneladas do cereal, 69,5% a mais do que no segundo trimestre de 2025.
A receita líquida da cultura cresceu 56,6% e chegou a R$ 77,7 milhões, enquanto o resultado bruto apresentou aumento de 5,7%.
Na pecuária, foram comercializadas 12,8 mil cabeças, crescimento de 52,3%. A receita líquida alcançou R$ 93,5 milhões, alta de 74,9%, e o resultado bruto ficou em R$ 15,7 milhões.
R$ 155 milhões destinados à irrigação
A companhia também ampliou os investimentos em irrigação. Somente no segundo trimestre, foram aplicados R$ 81,7 milhões em projetos da área. No acumulado do primeiro semestre, os investimentos chegaram a R$ 155 milhões.
A Fazenda Piratini concentrou a maior parte dos recursos, destinados principalmente à instalação de estruturas de pivôs, perfuração de poços e reservatórios e execução de infraestrutura elétrica e hidráulica.
Com o planejamento da safra 2026/27 em andamento, a empresa informou ainda que já adquiriu 100% dos fosfatados, 90% do cloreto de potássio, 96% dos defensivos e 70% dos nitrogenados previstos para o próximo ciclo.
A SLC Agrícola possui 26 unidades de produção em oito estados brasileiros, concentradas na região do Cerrado. A companhia produz soja, algodão e milho, além de atuar na pecuária por meio da integração lavoura-pecuária (ILP). Para a safra 2025/26, a área plantada prevista é de 830,3 mil hectares.
















