Aprovações cresceram 46% em relação ao mesmo período do ano passado; operações destinadas ao setor por meio de cooperativas de crédito somaram R$ 10,3 bilhões
O crédito aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor agropecuário atingiu R$ 24,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, maior volume já registrado pela instituição para o período.
O resultado representa crescimento de 46% em relação aos R$ 17 bilhões aprovados entre janeiro e junho de 2025. Na comparação com o primeiro semestre de 2022, quando foram destinados R$ 4,7 bilhões ao setor, o avanço chega a 430%.
Os recursos disponibilizados pelo BNDES atendem diferentes demandas do agronegócio brasileiro, incluindo investimentos nas propriedades e empresas, capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos voltados à ampliação da capacidade de armazenagem.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição também vem ampliando sua participação no financiamento das atividades agropecuárias por meio do Plano Safra.
“O BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro, com apoio ao crédito para investimentos, capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e para ampliar a capacidade de armazenagem. Além disso, o Banco tem tido orçamentos recordes para o Plano Safra. Este ano, será de R$ 72 bilhões”, afirmou.
Os dados fazem parte do balanço do primeiro semestre de 2026 do BNDES, cuja apresentação está prevista para esta quarta-feira (12).
Cooperativas de crédito movimentam R$ 10,3 bilhões
As operações destinadas ao setor agropecuário por meio das cooperativas de crédito também registraram crescimento no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, as aprovações chegaram a R$ 10,3 bilhões, alta de 34% na comparação com o mesmo período de 2025.
Em relação ao primeiro semestre de 2022, o crescimento acumulado é de 668%.
As cooperativas têm papel relevante na distribuição dos recursos, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais onde a presença das instituições financeiras tradicionais é mais restrita.
De acordo com Mercadante, ampliar a atuação por meio dessas instituições integra a estratégia do BNDES para facilitar o acesso ao financiamento em diferentes regiões do país.
“O fomento às cooperativas tem sido um eixo estratégico do BNDES, pois essas cooperativas de crédito cumprem um papel estratégico na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais”, destacou.
Além do financiamento ao setor agropecuário, as cooperativas contribuem para ampliar o acesso ao crédito de micro, pequenas e médias empresas e para estimular atividades econômicas, geração de emprego e renda nos municípios onde estão presentes.

















