Incêndios podem atingir lavouras, máquinas, galpões e outras estruturas; cobertura dos prejuízos depende das condições previstas em cada apólice
O avanço do período de estiagem e o aumento do risco de incêndios colocam produtores rurais em alerta para possíveis perdas em lavouras, máquinas, galpões, estoques e outras estruturas das propriedades. Além das medidas de prevenção, os seguros rurais e patrimoniais aparecem como instrumentos para reduzir o impacto financeiro provocado pelo fogo.
O período mais seco do ano reúne condições que favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios, como baixa umidade, temperaturas elevadas e vegetação seca. No campo, as consequências podem ultrapassar os danos ambientais e comprometer estruturas essenciais à atividade produtiva.
Dependendo das condições estabelecidas na apólice, os seguros podem oferecer cobertura para prejuízos provocados por incêndios, explosões e fumaça. Há modalidades destinadas à proteção de lavouras, benfeitorias e máquinas agrícolas, enquanto outras podem contemplar instalações, equipamentos e estoques.
A existência de um seguro, no entanto, não significa que todo prejuízo provocado por uma queimada será automaticamente indenizado. As coberturas, exclusões, limites e demais condições variam conforme o produto e o contrato firmado, o que exige atenção do segurado no momento da contratação.
Prejuízos podem comprometer continuidade da produção
Um incêndio em uma propriedade rural pode provocar perdas que vão além da área diretamente atingida pelo fogo. Danos a máquinas, instalações, galpões e estoques podem afetar o funcionamento da propriedade e interromper atividades produtivas.
Em empresas e estabelecimentos comerciais, algumas modalidades de seguro também podem incluir cobertura para lucros cessantes, destinada a determinadas perdas financeiras decorrentes da interrupção temporária das operações, desde que previstas no contrato.
Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), Gustavo Bentes, medidas preventivas continuam sendo a principal forma de reduzir os riscos, mas a proteção financeira pode contribuir para a recuperação após uma ocorrência.
“As queimadas se intensificam durante o período de estiagem e, muitas vezes, provocam perdas irreparáveis para produtores rurais, empresários e famílias. Embora seja fundamental adotar medidas preventivas para reduzir os riscos, contar com um seguro adequado representa mais tranquilidade e segurança para enfrentar situações inesperadas e garantir uma recuperação mais rápida”, afirma.
Prevenção continua sendo fundamental
A contratação de uma cobertura não substitui os cuidados para evitar incêndios. Entre as medidas preventivas apontadas no material estão a manutenção de aceiros nas propriedades rurais, revisão das instalações elétricas, armazenamento adequado de materiais inflamáveis e limpeza de terrenos.
Ao identificar um foco de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, evitando ações que possam colocar pessoas em risco.
Outro ponto de atenção é conhecer exatamente quais situações estão previstas na apólice. Segundo Bentes, as características de cada patrimônio precisam ser consideradas para definir as coberturas necessárias.
“Cada patrimônio possui riscos específicos, e é justamente por isso que a análise técnica realizada pelo corretor é tão importante. Ele identifica as coberturas mais indicadas para cada realidade, garantindo uma proteção eficiente diante dos desafios impostos pelo período de queimadas”, destaca.
Com o avanço da estiagem, a combinação entre prevenção e planejamento financeiro ganha importância para propriedades rurais expostas aos incêndios. Antes da contratação de qualquer seguro, é necessário verificar as condições da apólice, os bens efetivamente cobertos, os limites de indenização e as situações de exclusão previstas no contrato.
















