Valorização reduziu a diferença entre receita e despesas no Rio Grande do Sul, mas cenário ainda limita a rentabilidade do produtor, aponta Cepea
A recuperação dos preços do arroz em casca nas últimas semanas melhorou o cenário para os produtores do Rio Grande do Sul, mas ainda não foi suficiente para cobrir o custo total de produção. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o levantamento, a alta das cotações reduziu a distância entre os preços recebidos pelo produtor e os valores necessários para arcar com as despesas da atividade nas duas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
Em agosto, considerando a produtividade típica, a receita obtida pelos produtores já era suficiente para superar o custo operacional em Camaquã e Uruguaiana. Quando entram na conta todos os componentes do custo total, no entanto, a receita permanecia abaixo do necessário para garantir o equilíbrio econômico da atividade no longo prazo.
Mercado tem comportamento diferente entre compradores
No mercado spot, as indústrias apresentaram diferentes estratégias de negociação no período. Ao mesmo tempo, a redução da demanda externa diminuiu parte da pressão compradora sobre o cereal.
No varejo, o movimento foi diferente. Os preços do arroz voltaram a registrar alta em setembro, segundo o Cepea.
Enquanto o mercado acompanha a recuperação das cotações, os trabalhos para a nova temporada já avançam no campo. A semeadura da safra 2026/27 segue em andamento no Rio Grande do Sul.
Mesmo com a reação recente dos preços, os dados mostram que o custo total continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre a rentabilidade dos produtores de arroz.


















