Cultura utilizada como alternativa na segunda safra é tema de estudo desenvolvido pela UFT e UFMG sobre o desempenho de diferentes genótipos em sistemas de cultivo distintos
Utilizado como uma das alternativas para a segunda safra, inclusive em sucessão à soja, o sorgo vem ampliando sua importância dentro dos sistemas produtivos e também despertando a atenção da pesquisa. No Tocantins, estudos sobre a cultura já ultrapassaram as fronteiras do estado e chegaram a um dos espaços internacionais de discussão sobre o cereal.
Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi apresentada na Global Sorghum Conference, realizada em Lubbock, no Texas, Estados Unidos. O trabalho investiga o melhoramento genético e o comportamento de diferentes genótipos de sorgo em sistemas de cultivo contrastantes.
O estudo, intitulado “Genetic divergence of sorghum genotypes in contrasting cropping systems”, busca analisar a divergência genética entre os materiais avaliados diante de diferentes condições de cultivo.
A pesquisa faz parte das atividades do SORGMIL, Núcleo de Estudos em Sorgo e Milheto da UFT/CNPq, e envolve os Programas de Pós-Graduação em Produção Vegetal e em Agroenergia Digital da universidade.
O trabalho é desenvolvido pelo professor e pesquisador Carlos Juliano Brant Albuquerque, em conjunto com pesquisadores e pós-graduandos, a partir da cooperação técnica e científica entre UFT e UFMG.
Sorgo ganha espaço também na pesquisa
A utilização do sorgo como opção dentro dos sistemas de produção torna o desenvolvimento de materiais adaptados às diferentes condições de cultivo um tema relevante para a pesquisa agropecuária. No Tocantins, a cultura conta com Zoneamento Agrícola de Risco Climático para sorgo granífero e forrageiro na safra 2026/27.
No cenário nacional, o cereal também vem apresentando crescimento. A estimativa do IBGE divulgada em julho apontava aumento de 7,6% na produção brasileira de sorgo em 2026 na comparação com o ano anterior, chegando a aproximadamente 5,8 milhões de toneladas.
É nesse contexto que o estudo conduzido no Tocantins chegou à Global Sorghum Conference, encontro que reuniu pesquisadores e especialistas de diferentes países para apresentação e discussão de pesquisas relacionadas à cultura.
“A presença em um evento deste porte é fundamental tanto para a atualização científica quanto para consolidar pontes de cooperação e intercâmbio com grupos de pesquisa de diferentes países”, destacou Carlos Juliano.
A apresentação nos Estados Unidos coloca uma pesquisa desenvolvida a partir da realidade produtiva e científica do Tocantins dentro das discussões internacionais sobre genética e sistemas de cultivo do sorgo.















