Polícia Civil cumpriu mandados contra dois produtores rurais e um policial militar suspeitos de envolvimento no assassinato ocorrido em Formoso do Araguaia.
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 1, uma operação para aprofundar as investigações sobre o assassinato do brigadista do Ibama Sidiney de Oliveira Silva, morto a tiros em junho de 2024, em Formoso do Araguaia. A ação teve como alvos dois agropecuaristas e um policial militar apontados como suspeitos de participação no crime.
Coordenada pela 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes endereços. Durante as diligências, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o policial militar investigado já se encontra preso preventivamente em razão de outra investigação de homicídio. Na cela ocupada por ele, no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Gurupi, foram apreendidos um aparelho celular e carregadores de pistola calibre .40.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi transferido para a DHPP há cerca de um mês. Desde então, as investigações identificaram indícios que apontam para a participação de diferentes pessoas no planejamento, intermediação e execução do assassinato. Todo o material recolhido durante a operação será submetido à perícia e deverá contribuir para a conclusão do inquérito, que segue sob sigilo.
Relembre o caso
Sidiney de Oliveira Silva foi assassinado na madrugada de 15 de junho de 2024, em frente à própria residência, em Formoso do Araguaia. Brigadista experiente do programa Prevfogo, do Ibama, ele foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local. Casado e pai de três filhos, atuava no combate a incêndios florestais na região da Ilha do Bananal.
As investigações apontam que os disparos teriam sido efetuados a partir de uma casa abandonada localizada em frente à residência da vítima. A arma utilizada seria uma espingarda cartucheira. Testemunhas também relataram à polícia a presença de uma motocicleta com um ocupante observando o local antes do crime.
A família de Sidiney chegou a solicitar a federalização do caso junto ao STF, mas o pedido foi indeferido. O Ibama também havia solicitado que a investigação fosse conduzida em âmbito federal.
A Polícia Militar informou que prestou apoio ao cumprimento dos mandados e que irá apurar administrativamente as circunstâncias da presença dos objetos encontrados na cela do policial investigado. A corporação afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades e que não compactua com desvios de conduta.
Com informações da Polícia Civil.
















