De cada R$ 100 pagos, R$ 37,40 ficam na distribuição e R$ 62,60 são destinados a outros custos do setor elétrico, segundo a Energisa Tocantins
A conta de energia que chega todos os meses aos consumidores reúne custos de diferentes etapas necessárias para que a eletricidade saia das usinas e chegue às residências, comércios, indústrias e propriedades rurais. Além da distribuição, o valor pago inclui geração, transmissão, encargos setoriais, iluminação pública e impostos.
Para exemplificar essa divisão, em uma fatura de R$ 100, em média, R$ 37,40 correspondem à parcela destinada à distribuição de energia, segundo a Energisa Tocantins. Esse recurso é utilizado para custear a operação do serviço, incluindo aquisição de equipamentos, modernização e manutenção da rede elétrica, frota, profissionais, salários e benefícios.
Os outros R$ 62,60 são repassados para os demais componentes da fatura, como geração e transmissão de energia, encargos setoriais, iluminação pública e tributos.
“Muitas pessoas acreditam que todo o valor da conta fica com a distribuidora, mas existe uma cadeia complexa para que a energia chegue com qualidade e segurança até os consumidores. A conta remunera diferentes etapas desse processo”, explica Andrea Albernaz, coordenadora comercial da Energisa Tocantins.
Da geração até o consumidor
Antes de chegar a uma tomada, a energia percorre diferentes etapas. Primeiro, é produzida nas usinas. Depois, segue pelas grandes linhas de transmissão, que atravessam estados e regiões, até alcançar as redes de distribuição responsáveis por levá-la aos consumidores.
De forma geral, a composição da fatura pode ser dividida em cinco grandes grupos:
- Geração de energia: custos relacionados à produção da eletricidade nas usinas;
- Transmissão: transporte da energia pelas grandes linhas que conectam as usinas aos centros consumidores;
- Distribuição: operação responsável por levar a energia até residências, propriedades rurais, comércios e indústrias, incluindo manutenção, operação e modernização da rede;
- Encargos setoriais: recursos destinados a políticas públicas e programas do setor elétrico estabelecidos pela regulamentação federal;
- Tributos: impostos cobrados pelos governos federal, estadual e municipal.
Consumidor pode acompanhar informações na própria fatura
Além do consumo registrado no mês, a conta de energia apresenta informações que ajudam o consumidor a entender os componentes cobrados e acompanhar a evolução do gasto.
“Conhecer a composição da conta ajuda o consumidor a compreender melhor o funcionamento do setor elétrico e a identificar oportunidades para utilizar a energia de forma mais consciente e eficiente”, destaca Andrea.
Hábitos podem ajudar a reduzir o consumo
Embora diversos componentes da conta sejam definidos pela regulação e pela estrutura do setor elétrico, o consumidor pode adotar medidas para reduzir o consumo dentro de casa.
Entre as orientações estão aproveitar a iluminação natural e utilizar lâmpadas de LED; evitar aparelhos ligados desnecessariamente ou em modo stand-by; priorizar equipamentos com Selo Procel de eficiência energética; manter os aparelhos em boas condições de funcionamento; utilizar o ar-condicionado em temperatura adequada; evitar banhos demorados com chuveiro elétrico e, quando possível, utilizar a posição “verão”.
Outra recomendação é acompanhar regularmente o histórico de consumo, o que permite identificar alterações no uso de energia e adotar medidas para evitar desperdícios.

















